Críticas

Cabana do Inferno (2016)

Um remake tão necessário e importante quanto Psicose de Gus Van Sant.

Cabana do Inferno (2016) (1)

Cabana do Inferno
Original:Cabin Fever
Ano:2016•País:EUA
Direção:Travis Zariwny
Roteiro:Randy Pearlstein, Eli Roth
Produção:Evan Astrowsky, Eli Roth, Christopher Lemole, Tim Zajaros.
Elenco:Gage Golightly, Matthew Daddario, Samuel Davis, Nadine Crocker, Dustin Ingram, Randy Schulman, George Griffith, Tim Zajaros, Aaron Trainor, Louise Linton, Laura Kenny, Derrick Means, Jason Rouse, Benton Morris, Teresa Decher.

Lançado em 2002, Cabana do Inferno foi um sangrento veículo que alçou o diretor Eli Roth para a cultura pop. Imprimindo um estilo que misturava comédia escrachada e doses cavalares de violência (artifícios usados até hoje pelo diretor), o filme entretém, apesar de não ser nenhum clássico do início do século 21, contudo foi relevante o suficiente para abrir caminho para Eli e uma série de outros cineastas com visão semelhante.

Cabana do Inferno teve uma continuação em 2009 e um prequel em 2014, só que, por algum motivo, o próximo filme da série não seria uma continuação do prequel, mas um reboot do original de 2002. Dirigido pelo inexperiente Travis Zariwny, que assinou os desenhos de produção de Por Trás da Máscara: O Surgimento de Leslie Vernon (2006), a nova Cabana do Inferno é mais do que uma homenagem ao original… É praticamente uma refilmagem cena a cena! Com o mesmo carisma, conteúdo e originalidade de Psicose, de Gus Van Sant.

Cabana do Inferno (2016) (2)

Caso queiram saber, a história acompanha um grupo de jovens adultos que se embrenham numa cabana no meio do mato para um fim de semana de curtição. São eles o “cara legalPaul (Samuel Davis) que tenta uma chance com sua amiga de infância Karen (Gage Golightly), o encosto piadista Bert (Dustin Ingram, Atividade Paranormal 3) e o casal Jeff (Matthew Daddario) e Marcy (Nadine Crocker), que parecem mais interessados em sexo. Como todo bom filme de terror tudo dá errado quando um a um eles acabam infectados com um vírus que é capaz de comer a carne dos personagens e provocar deja vu no público.

Uma análise mais profunda é impossível já que é exatamente igual ao de 2002, tanto nas coisas boas quanto nas ruins. O gore é excelente e por vezes pode causar desconforto, a cadência de eventos imprime um ritmo interessante e a fotografia é primorosa, mas pesam negativamente que os atores sejam muito ruins e os personagens secundários não tenham qualquer função na trama a não ser cruzar com os protagonistas de vez em quando e algum desnecessário alívio cômico. A história é simplista e direta, não há nuances ou conflitos, porém com muito pouco do bem vindo humor negro típico de Eli Roth nos fotogramas.

Cabana do Inferno (2016) D

No fim das contas esta nova hospedagem na Cabana do Inferno não é exatamente um caminho sem volta, mas não há qualquer motivo para vê-lo se o diretor entregou uma cópia xerocada do roteiro até nos diálogos e na forma de contar a história do filme de 2002, trocando os exageros de outrora por figuras sem personalidade e totalmente descartáveis. Passável.

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4 Comentários

  1. eduardo

    e precisava de remake de um filme meio boca? Seria melhor considerar como conrinuacao

  2. eduardo

    era mais facil colocar um numeral na frente nao ofenderia tanto as pessoas que assistirao ao filme. Foi realmente necessario um remake de algo tao recente e nao tao relevante assim?

  3. L

    Bem, ainda acho mais interessante ver este remake, do que aquele prequel que achei horroroso.

  4. Juninho

    Antigamente demorava 20 anos (em media) para se refilmar um filme. Agora não demora nem 10 anos direito

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