Críticas

Werewolf Rising (2014)

E apenas um filme inexplicavelmente ruim, capaz de amaldiçoar os envolvidos!

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Werewolf Rising
Original:Werewolf Rising
Ano:2014•País:EUA
Direção:BC Furtney
Roteiro:BC Furtney
Produção:Jesse Baget
Elenco:Brian Berry, Melissa Carnell, Matt Copko, Taylor Horneman, Danielle Lozeau, Irena Murphy, Bill Oberst Jr.

A única boa notícia referente ao longa Werewolf Rising é que os efeitos são práticos, sem uso de CGI, apenas maquiagens e fantasia. Se isso é motivo para comemorar, o restante – conteúdo, interpretações, direção – não é suficiente para merecer uma recomendação. Aliás, pode-se dizer que o longa de BC Furtney não mostra a que veio, resultando numa bagunça narrativa e mal explicada, com poucos personagens e nenhum vestígio de novidade. Não é à toa que o filme tenha sido lançado apenas em DVD e colecionado críticas negativas, mesmo com a participação do veterano Bill Oberst Jr..

E é ele que faz a cena inicial de Werewolf Rising. Mantendo uma garota como refém em seu veículo, Rhett (Oberst Jr.) decide violentá-la na estrada, sendo surpreendido pelo ataque violento de uma criatura à espreita, com seus olhos e visão avermelhados. Apesar das feridas profundas, Rhett consegue escapar com vida do episódio, contaminado pela maldição da criatura noturna. Na cena clichê seguinte, a jovem Emma (Melissa Carnell, de Humans vs Zombies, 2011) está na estrada em direção à sua terra natal, um local que ela não visita desde a infância e que pode servir de refúgio para seus graves problemas de alcoolismo e da perseguição de um homem – não muito bem explicado no enredo.

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Ela é recebida por um velho conhecido de seu falecido pai, Wayne (Brian Berry), e logo conhece um dos locais, Johnny Lee (Julia Jacome), sobrinho de Wayne, com quem estabelece uma boa química, embora seja avisada que o rapaz é um fugitivo da cadeia por uso de drogas e agressão. Mesmo com o alerta, ela se aproxima de Johnny, preocupando-se quando ele se torna a próxima vítima da fera. Assim como Rhett, ele também sobrevive ao ataque, iniciando os sintomas de uma transformação iminente.

Nunca fica claro no enredo de Werewolf Rising se a pessoa amaldiçoada livra a anterior da maldição ou se torna mais um lobisomem, já que não aparece em nenhum momento mais de um exemplar. Será que a intenção era mostrar uma cidade inteira transformada em criaturas – apesar do elenco reduzido – ou a transferência da maldição como um vírus? Existe uma conexão entre os pesadelos de Emma e o que aconteceu com o pai dela, também relacionado à maldição, mas, como eu disse, não fica muito bem explicado para o espectador.

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Sem cenas de transformação, apenas uns gritos de dor e alguns movimentos que honram o contorcionismo, Werewolf Rising tem um lobisomem muito mal feito, mesmo para os padrões old school. A pelugem, que lembra o gorila de Os Trapalhões, é exagerada, assim como a face quase imóvel da criatura. Isso seria facilmente ignorado se os argumentos fossem mais bem justificados, explicando, por exemplo, quem é Beatrix (Irena Murphy), a garota que surge na cena final apenas para exibir o belo corpo e ser devorado pelo monstro.

Se o sorriso de Melissa Carnell é bonito, e a interpretação de Bill Oberst Jr. é o melhor do longa, Werewolf Rising se perde no enredo confuso, na direção ruim e na ausência de mortes sangrentas, o que poderia torná-lo no mínimo atraente. Ao final, é apenas um filme inexplicavelmente ruim, capaz de amaldiçoar os envolvidos.

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