Críticas

Dracano (2013)

Novamente o mundo está em perigo e dessa vez a ameaça é uma combinação de vulcões com dragões!

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Dracano
Original:Dracano / Dragon Apocalypse
Ano:2013•País:EUA, Canadá
Direção:Kevin O´Neill
Roteiro:Keith Shaw
Produção:Anthony Fankhauser, Enrico Natale, Keith Shaw, Kirk Shaw, Jacob Silver, Devi Singh, Stan Spry, Scott Wheeler, Eric Scott Woods
Elenco:Corin Nemec, Victoria Pratt, Mia Faith, Troy Evans, Robert Newman

Dracano ou Dragon Apocalypse é mais um daqueles típicos filmes ruins exibidos no canal de TV a cabo “SyFy”, com um roteiro péssimo, elenco inexpressivo e efeitos especiais em CGI vagabundo, que são as características principais do que costumo chamar de “cinema fantástico bagaceiro do século XXI”.

Na história, um casal de cientistas, Simon Lowell (Corin Nemec) e a namorada Carla Simms (Victoria Pratt), trabalham juntos numa faculdade com um projeto intitulado “Kronos”, estudando as atividades de vulcões com uma tecnologia experimental instalada no Monte Baker, no Estado americano de Washington. Entre os objetivos estão a detecção prévia de erupções, minimizando a ação de desastres, e a conversão da lava vulcânica em energia limpa. Ainda tem a adolescente Heather Lowell (Mia Faith), filha do cientista, que está sempre acompanhando o trabalho do pai. Porém, um acidente faz com que a faculdade cancele o apoio e os cientistas tornam-se alvos de perseguição, tentando provar que o projeto não tem responsabilidade numa erupção que dizimou muitas pessoas. Em paralelo, ficamos sabendo que os vulcões escondem por séculos casulos em seu interior que abrigam criaturas aladas carnívoras, um fato que já é de conhecimento do governo americano há muito tempo e que tem sido mantido oculto da população, numa típica conspiração, por não saberem como combater a ameaça. Depois que uma infestação de dragões invade os céus em busca de alimento, com os humanos no cardápio, o exército, com as ações lideradas pelo austero General Hodges (Troy Evans), auxiliado pelo Coronel Maxwell (Robert Newman), localiza o cientista Lowell para tentarem utilizar seus conhecimentos como especialista em vulcanologia e o projeto “Kronos” e impedir o apocalipse dos dragões.

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O mais importante em qualquer filme é contar uma boa história. Se o roteiro for interessante, a diversão já é garantida, e o restante, como efeitos especiais e a produção em geral, tornam-se apenas complementos de importância menor. Mas, se a história é ruim, cheia de clichês e absurdos, é muito difícil criar uma empatia, por menor que seja, com o filme.

Em Dracano, dirigido por Kevin O´Neill (cujo currículo é maior na área de efeitos especiais), a história é patética, com personagens fúteis, piadas ridículas, monstros artificiais em péssima computação gráfica que não convence, e um desfecho previsível e extremamente banal. Tem o cientista injustiçado que salva o mundo, a adolescente acéfala que torcemos inutilmente para virar comida dos monstros, e os militares calculistas metidos a heróis e que acham que a solução é destruir o inimigo com violência não se importando em explodir a ameaça com uma bomba nuclear.

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A única pergunta que fica é como os produtores e toda a equipe envolvida, de técnicos aos atores, conseguem encontrar um mínimo de motivação para fazerem um filme tão descartável e que cujo lugar é o inevitável limbo eterno das produções esquecidas.

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