Críticas

Anjos da Noite: Guerras de Sangue (2016)

Traz uma Selene fragilizada, diante da velha batalha entre lycans e vampiros!

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Anjos da Noite: Guerras de Sangue
Original:Underworld: Blood Wars
Ano:2016•País:EUA
Direção:Anna Foerster
Roteiro:Cory Goodman, Kyle Ward
Produção:David Kern, Gary Lucchesi, Tom Rosenberg, Len Wiseman, Richard S. Wright
Elenco:Kate Beckinsale, Theo James, Lara Pulver, Charles Dance, Tobias Menzies, Bradley James, Alicia Vela-Bailey, Daisy Head, Trent Garrett, Clementine Nicholson

Muito tempo se passou desde o último encontro entre lycans e vampiros, em Anjos da Noite: O Despertar (2012). Essa pausa de quatro anos quase levou à extinção os monstros e toda a mitologia parentesca e épica desenvolvida por Len Wiseman, Kevin Grevioux e Danny McBride, mas a confirmação para o final de 2016, depois de alguns adiamentos, animou os fãs, assim como a presença de boa parte do elenco original. E a impressão que você tem ao conferir o quinto filme é que parece um novo episódio de uma longa série, tamanha a dedicação aos principais elementos da franquia, respeitando todos os conceitos apresentados e trazendo algumas novidades interessantes, ainda que transmita uma sensação de que tudo aconteceu muito rápido.

A franquia Anjos da Noite trata da milenar batalha entre as criaturas do submundo, unindo dois dos monstros mais consagrados do cinema fantástico: o lobisomem e o vampiro. Foi longa a trajetória entre cada uma delas, com produções que ampliaram sua força e outras que maltrataram os conceitos desenvolvidos, e o encontro acabou sendo inevitável, registrado em filmes desde o reinado da Universal. A partir da evolução dos efeitos especiais, tornou-se mais crível um filme como Anjos da Noite, e o de 2003 foi bem recebido ao tratar da rivalidade ao estilo Romeu e Julieta substituindo-os por vampiros e lobisomens, sem se esquivar da paixão proibida.

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Selene (Kate Beckinsale) é uma death dealer (uma negociante da morte), com grandes habilidades de luta e grande inimiga dos lycans. Depois que ela descobre que os lobisomens ainda estão vivos, se organizando nos esgotos, ela lidera um grupo de extermínio, apoiado pelo líder Kraven (Shane Brolly), que ocupa o trono do adormecido ancião Viktor (Bill Nighy). Ela nota um interesse dos monstros por um humano, o tal Michael Corvin (Scott Speedman), único descendente de Alexander Corvinus (Derek Jacobi), o pai de todos os monstros. A busca sem fim se deve ao DNA de Michael, uma força capaz de unir os poderes dos lycans e vampiros, em um ser quase indestrutível. Essa é o enredo básico do primeiro filme, dirigido por Len Wiseman. Além dos bons efeitos – apesar do estilo bullet time -, os maiores destaques estão nos confrontos entre as criaturas e no retorno do ancião adormecido, interrompendo o próximo a ser desperto que deveria ser Marcus (Tony Curran).

Em 2006, foi realizada a primeira continuação, Anjos da Noite – A Evolução, também comandado por Wiseman. Com a queda de Victor, por parte dos vampiros, e de Lucian (Michael Sheen), o líder dos lycans, a continuação traz a ascensão de Marcus, do primeiro lycan William Corvinus (Brian Steele), e amplia a importância da líder Amelia (Zita Görög), a terceira vampira mais velha. Neste ficamos sabendo que Alexander Corvinus teve três filhos: Marcus (mordido por um morcego e se transformou em vampiro); William (mordido por um lobo se tornando o primeiro lobisomem); e o terceiro permaneceu humano, desenvolvendo descendentes como Michael, que passaria a ser um híbrido das duas espécies. William foi mantido preso pelo pai de Selene em um lugar secreto que só a guerreira pode ser capaz de descobrir o paradeiro, tornando-se um objetivo para todos os envolvidos. É claro que ele será solto e Selene terá a chance de vingar o pai e confrontar os inimigos, incluindo os vampiros conspiradores, nas ruínas de sua prisão secreta. E Selene consegue ainda adquirir imunização aos raios solares, com o sangue de Alexander, um poder que será importante em sua próxima aventura.

Com a queda de todos os líderes e o poder de Selene, o terceiro partiu para um prelúdio, contando a origem da lendária briga entre vampiros e lycans e explicando alguns das atitudes de Kraven e Lucian no primeiro filme. Anjos da Noite 3: A Rebelião, comandado por Patrick Tatopoulos, mostra que no início das batalhas entre as criaturas, os lycans eram apenas cães de guarda dos vampiros, sem ter a capacidade de retornar a forma humana. Mas Viktor descobre um bebê que consegue essa proeza e tentou manter sob seu controle. Quando cresceu, com o uso de uma coleira de prata, Lucian tem uma paixão proibida pela filha de Viktor, Sonja (Rhona Mitra). E o conflito dessa relação, tirará os lycans da escravidão e desenvolverá as batalhas lendárias entre as criaturas.

Então, veio o primeiro filme depois da trilogia, Anjos da Noite: O Despertar, de Måns Mårlind Björn Stein, trazendo novidades para a franquia. A primeira delas é a prisão de Selene, sendo mantida em um laboratório para testes durante doze anos. Esse longo período é para que a filha dela com Michael cresça, e fuja do ambiente de pesquisa. Eve (India Eisley) passa a importar para os humanos e para ambas as raças por ser uma criatura híbrida legítima, obrigando Selene a protegê-la, enquanto tenta descobrir o paradeiro de Michael. Nesse quarto filme, é introduzido o personagem vampiro David (Theo James), que ajudará Selene, levando-a até um clã, liderado por seu pai Thomas (Charles Dance). Apesar de interessante, o longa pecou na bobagem de desenvolver uma habilidade comunicativa mental de Selene com a filha, mas acertou no surgimento de um lobisomem gigante, um representante absoluto dos lycans pela força e capacidade de imunização às balas de prata.

O novo filme parte exatamente de onde O Despertar terminou, com o desaparecimento proposital de Eve. Quem imaginava que o filme traria mais uma vez a filha lutando contra os monstros está muito enganado. Nem ela, nem Michael dão às caras, mas o longa consegue trazer novidades à série com o surgimento de um novo clã e o desenvolvimento de um outro poder. Os lycans têm um novo líder, Marius (Tobias Menzies), que está em busca do sangue de Eve para adquirir seu poder absoluto; para tal ele tem um relacionamento secreto com a vampira Alexia (Daisy Head). Já os vampiros estão sendo comandados pelo mais velho, Cassius (James Faulkner), sob a assistência de Semira (Lara Pulver), que conspira com seu amante Varga (Bradley James), um experiente death dealer, com um plano de atrair Selene para a mansão e retirar seu sangue, aproveitando a inocência de Thomas.

Quando percebe a intenção dos vampiros e dos lycans, e não tendo mais onde se apoiar, ela e David vão buscar abrigo num lendário clã nórdico, com vampiros de cabelo e pele clara, comandados por um mais experiente (Peter Andersson) e sua filha Lena (Clementine Nicholson), que descobriu o poder da água e de como lidar com a morte. Esse poder permite uma espécie de teletransporte, a partir de um movimento rápido, uma arma bem eficaz nos confrontos com os inimigos. Nessa batalha, novos parentescos serão descobertos como a conexão entre David e Amélia, possibilitando uma nova ascensão no grupo dos vampiros.

Anjos da Noite: Guerras de Sangue, no debut de Anna Foerster,  é apenas isso. Rápido, com menos de uma hora e meia, mas focado nas lutas e conflitos, o filme repete basicamente a fórmula de todos os filmes da franquia ao colocar vampiros e lobisomens atrás de alguém (Michael, Eve e agora Selene já tiveram sua importância para as duas raças), ao tratar das conspirações e traições e, como sempre, envolto em um relacionamento proibido entre as espécies. Quando tudo parece que vai mudar, com uma morte inesperada, o enredo, de Cory Goodman (O Último Caçador de Bruxas, 2013) e Kyle Ward (Machete Mata, 2013), retorna aos conflitos e ascensões, comuns na série. Violência, efeitos em bullet time, corpos destroçados completam o cardápio de uma refeição já digerida outras vezes.

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Para aqueles que já apreciam os filmes da franquia, o quinto Anjos da Noite basicamente prepara o terreno para o próximo, sem ir muito além disso. Mantém o bom nível técnico, assim como a atuação de Kate Beckinsale, cuja personagem apanha como nunca aconteceu antes na série, mas não será marcante como os três primeiros filmes, precisando que o espectador reveja os anteriores a cada nova estreia.

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4 Comentários

  1. C.Mila

    Ainda não me conformo com a morte do Michael. Tudo bem que o ator não queria mais interpretar o personagem, mas poxa, eles não poderiam só botar um ator diferente interpretando o personagem? Afinal, há várias Séries (como GOT) que fizeram isso, e ninguém se importou. Sei que não devo ter esperança de o personagem voltar no próximo filme (se houver próximo), mas como não apareceu o corpo dele, vou sim ter esperança.

  2. Julieta Souza

    Excelente publicação! Eu realmente adoro assistir essa saga de Anjos da Noite filmes. Na minha opinião, o quinto filme Guerras de Sangue foi um dos melhores filmes de ação e terror que foi lançado o ano passado. O ritmo é bom e consegue nos prender desde o princípio. É uma historia cheia de incríveis efeitos especiais e cenas excelentes. O elenco foi muito bom. Acho que Kate Beckinsale foi uma parte importante do excelente sucesso comercial do filme. Realmente o recomendo.

  3. elder

    o michael corvin vai aparece no anjo da noite 6…..

    • Leonardo

      Nao, só explica o pq dele n aparecer mais..

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