Críticas

Aún hay tiempo (2014)

Um premiado curta de Natal sobre o fim de um relacionamento e as possibilidades de resgatar a pessoa amada através de um loop temporal!

Aún hay tiempo
Original:Aún hay tiempo
Ano:2014•País:Espanha
Direção:Albert Pintó
Roteiro:Albert Pintó
Produção:Sergi Casamitjana
Elenco:Ariadna Cabrol, Caye Casas, Geoffrey Cowper, Javier Hernández, Anna Pérez, Jorge Yúdice

Dentre as ramificações da Ficção Científica, uma das mais fascinantes é a que envolve viagens no tempo. Seja através de máquinas desenvolvidas por cientistas loucos ou misteriosos portais, é interessante viajar com os personagens por épocas diferentes, refletir sobre seu conflito pessoal e o choque de gerações. Assim como também é gratificante acompanhar obras com a temática do loop temporal, prendendo alguém em um dia ou situação determinada, levando-o a tentativas desesperadas de encontrar um meio de quebrar o ciclo da melhor forma possível, sem alterações traumáticas no futuro. Em 2016, o Festival CineFantasy presentou seu público com dois exemplares divertidos do estilo: ReStart, de Olga Osorio, premiado como Melhor Curta de Ficção Científica, e Aún Hay Tiempo, de Albert Pintó.

Este último conduziu o espectador a uma viagem mágica na véspera de Natal, durante o resgate de um relacionamento ferido. Ángel (Javier Hernández) não aceitou muito bem o término de seu namoro com Nina (Ariadna Cabrol), e está disposto a mais uma conversa para tentar convencê-la a apostar nesse amor. Ele vai visitá-la em seu trabalho, num shopping, próximo do encerramento do expediente para as comemorações de Natal, mas, antes que possa encontrá-la, fica preso num labirinto de espaço-tempo, onde ele presencia a mesma situação por diversas vezes, em um conflito com várias versões dele mesmo. Ele acha, por exemplo, que a namorada poderia estar traindo-o com alguém no local, sem saber que a pessoa que está com ela e ninguém menos do que uma outra versão dele mesmo. Humor, dedo decepado e uma faca voadora…tudo faz sentido quando cada versão completa o cenário. E tudo parece ter alguma relação com um estranho boneco de Papai Noel

Com boas interpretações e bom humor, Aún Hay Tiempo relembra a trilogia De Volta para o Futuro, de Robert Zemeckis, ao brincar com o tempo e as possibilidades de tentar corrigir uma relação com as novas chances. Sabe aquele pensamento que muitas pessoas têm sobre a falta de uma certa atitude ou o arrependimento por uma ação drástica? Ángel representa um herói da correção temporal, aproveitando cada oportunidade para aprender mais sobre o outro e corrigir as falhas cometidas. Nem sempre é possível aproveitar as segundas e terceiras chances, por isso a reflexão é sempre válida.

Com mais de 70 seleções em festivais pelo mundo e 12 prêmios, Aún hay tiempo ainda não está disponível na internet. Caso ele apareça em algum festival próximo de você, não deixe de vê-lo. Pode ser sua única chance!

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