Críticas

Presos no Gelo 3 – O Início (2010)

Presos no Gelo 3 consegue ser o mais fraco e banal da franquia

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Presos no Gelo 3 - O Início
Original:Fritt Vilt III
Ano:2010•País:Noruega
Direção:Mikkel Brænne Sandemose
Roteiro:Peder Fuglerud, Martin Sundland, Lars Gudmestad, Kristian Sinkerud, Mikkel Brænne Sandemose
Produção:Knud Bjørne-Larsen, Magne Lyngner, Thomas Løberg, Kristian Sinkerud, Martin Sundland, Are Heidenstrom
Elenco:Ida Marie Bakkerud, Julie Rusti, Kim S. Falck-Jørgensen, Pål Stokka, Arthur Berning, Terje Ranes, Nils Johnson, Endre Hellestveit, Dennis Nilsen Nystrøm, Hallvard Holmen, Trine Wiggen

Eis o fim da trilogia slasher Presos no Gelo, iniciada em 2006. Depois do final apoteótico do segundo, os roteiristas poderiam seguir com a fórmula do serial killer imortal à la Jason Voorhes e Michael Myers, mas optaram aqui por um prequel, narrando a origem do assassino creditado apenas como Fjellmannen (Homem da Montanha em norueguês), já que o passado dele era obscuro e lacônico nos dois primeiros filmes.

A obra começa em 1976, com o assassino ainda criança (interpretado por Dennis Nilsen Nystrøm), com uma marca de nascença no rosto e rejeitado pelos pais, donos de um hotel isolado nas montanhas, o menino desaparece numa avalanche. Quando todos o davam como morto, ele reaparece para matar os pais, se mostrando tão precoce quanto Michael Myers.

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O filme salta para doze anos depois, que segundo cálculos estaríamos em 1988. Um grupo de seis jovens resolve ir para montanhas, passar a noite no hotel abandonado em que o assassino morava. Porém o grupo desiste da ideia ao ver os ratos e as condições insalubres do local. Esperavam o quê de um local abandonado há mais de uma década?

Acomodados no meio do mato não demora muito para o grupo ser vítima do ¨Homem da Montanha” (interpretado desta vez por Endre Hellestveit), que desta vez é ajudado por Jon (Nils Johnson), um montanhês sinistro e abusador que teria salvado o assassino quando criança da avalanche, e seria o seu mentor na carreira de crimes. Entre mortos, feridos e aprisionados, sobrará para Hedda (Ida Marie Bakkerud) tentar salvar o grupo da dupla de psicopatas. A conclusão, embora irônica, é completamente previsível para o espectador mais atento e perspicaz e que acompanhou os filmes anteriores.

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Muitos daqueles que gostaram dos dois primeiros filmes, acabaram torcendo o nariz para este, pelo simples fato de mudar a ambientação. Se nos anteriores tínhamos aquele mar de neve e gelo, típicos do rigoroso inverno escandinavo, aqui optaram por um clima mais outonal, o que para os puristas seria jogar fora o elemento diferencial da franquia, jogando o filme na vala do banal.

Realmente, os cenários florestais, ainda que com algumas belas imagens, deixaram o filme mais convencional, lembrando slashers como Sexta-feira 13, Sleepaway Camp, The Burning e principalmente Pânico na Floresta, dividindo algumas influências em comum, como O Massacre da Serra Elétrica, Quadrilha de Sádicos e Amargo Pesadelo.

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Assim como cada filme teve um intérprete diferente do Homem da Montanha, a direção também teve modificações, numa verdadeira dança das cadeiras. Aqui quem comanda é Mikkel Brænne Sandemose (Ragnarok), estreando em longas metragens, que leva o filme sem maiores vôos de imaginação. Não que os filmes anteriores sejam os suprassumos da originalidade, bem longe disso, mas o gosto de requentado aqui é mais forte e incomoda. E aquele clima opressivo de nevasca e temperaturas negativas faz uma falta danada aqui.

Presos no Gelo 3 consegue ser o mais fraco e banal da franquia. Se tiver que escolher apenas um dos três para assistir, fique com o dois, que é o melhor. Embora com uma conclusão mais fraca, a trilogia no computo geral é passável, tem coisas muito piores e badaladas por aí.

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