Críticas

Sexta-Feira 13 – Parte 3 (1982)

O violentíssimo filme em que Jason ganhou sua máscara de hóquei para cometer assassinatos em 3D!

Sexta-Feira 13 - Parte 3
Original:Friday the 13th Part III
Ano:1982•País:EUA
Direção:Steve Miner
Roteiro:Martin Kitrosser, Carol Watson
Produção:Frank Mancuso Jr.
Elenco:Dana Kimmell, Tracie Savage, Richard Brooker, Paul Kratka, Jeffrey Rogers, Catherine Parks, Larry Zerner, David Katims, Rachel Howard

Steve Miner teve envolvimento nos filmes da franquia até o terceiro. Pode-se dizer que ele era a pessoa mais próxima da franquia, o que naturalmente poderia continuar seguindo a trilha de sangue de Jason Voorhees, sem comprometer a estrutura narrativa, certo? Mas, infelizmente, o terceiro filme, dirigido por ele, foi feito às pressas (um ano depois, em 1982), de modo unicamente comercial (lançamento em 3D), contrariando informações que ele mesmo havia sugerido no longa anterior.

A história começa narrando mais uma vez os últimos minutos do filme anterior, com Amy Steel fingindo ser a mãe de Jason para acertá-lo durante sua confusão mental. Logo após o golpe final, ela e o namorado foram para casa, até serem seguidos e atacados pelo assassino, que salta pela janela, num visual extremamente bizarro – barba e cabelo longo. No entanto, Miner preferiu dizer que os segundos finais – quando Jason dá o susto final no segundo filme – foi apenas um delírio da personagem, permitindo assim apresentar um outro visual para o personagem explorando um novo ator – nessa época, cada filme tinha um ator diferente interpretando Jason!

Com isso, o terceiro filme ignora o susto final da Parte 2 e ainda mostra uma cena extra com Jason levantando-se pouco tempo depois do golpe final. Ele ainda estava vivo. Jason, então, não segue a cartilha da mãe, passando a matar qualquer pessoa (ou animal…aqui, ele não perdoa nem coelho) que more próxima à região de Crystal Lake. Começa com um casal em sua residência, assistindo pela TV o resgate de Ginny (Amy Steel) e informações sobre a nova chacina e o desaparecimento de um xerife da região (certíssimo). Depois, o assassino passa a matar outros jovens que ignoram as notícias locais e estão num chalé nas proximidades para usar drogas e transar.

Entre as vítimas, temos o feio metido a engraçado, Shelly (Larry Zerner, que não fez mais nada de interessante no cinema, mas vive participando de eventos por ter dado a máscara de hóquei a Jason), que vive se auto-destruindo perante os amigos, enquanto tenta, sem futuro, paquerar as garotas.

Como acontecia no primeiro, este também tem o seu Crazy Ralph, aquele personagem que serve apenas para alertar os incautos de alguma ameaça. Neste, trata-se de um velho que diz que todos estão condenados, mostra um olho encontrado para a câmera, privilegiando o recurso de efeitos em 3D.

Steve Miner pretendia encerrar a carreira de Jason neste filme, passando os assassinatos para uma outra pessoa. Para isso, inventou um possível estupro de Jason à jovem Chris (Dana Kimmell), deixando a personagem completamente doida no final, para, quem sabe, dar à luz um novo vilão. Ele não pensava ainda na possibilidade de Jason ser imortal, fazendo-o sofrer de diversas maneiras. Ele é esfaqueado na mão, no joelho, leva uma tábua na cabeça, a jovem pula em cima dele, derruba uma estante de livros, o enforca no celeiro (nova casa de Jason?) e, por fim, acerta-lhe uma machadada no canto da cabeça, deixando um corte na máscara que seria mostrado nos filmes posteriores. Isso sem contar o quase atropelamento…

O diretor aproveita para homenagear o primeiro filme em várias cenas. Numa delas, ela repete o modus operandi que a mãe de Jason usou contra Kevin Bacon, escondendo-se atrás do leito e atravessando o peito da vítima com uma faca. Tal mãe, tal filho. Para ainda remeter ao talento da maquiagem, fez com que a vítima, pouco antes de morrer, estivesse lendo uma Fangoria, numa reportagem sobre Tom Savini, o mestre da maquiagem. Uma outra homenagem acontece na última cena, quando, ao invés do jovem Jason pular sobre a sobrevivente no lago, aqui quem pula da água é o cadáver de Pamela Voorhees…(um simples delírio da personagem e também um sustinho final…)

Sexta-Feira 13 - Parte 3 (1982)

As mortes são bem mais violentas aqui. Temos olho saltando da tela, arpão no olho, corte sangrento na garganta, garfo de feno como arma…

Jason está mais encorpado. Uma leve corcunda, careca e ágil – correndo e saltando. Mas, distante do ideal que viria posteriormente: lerdo e frio, com uma intensa respiração aparente (com inflação do peito e dos ombros), na construção correta de Kane Hodder.

Sexta-Feira 13 – Parte 3 é a primeira queda da franquia. Embora seja bem sangrento e tenha apresentado a máscara do vilão, ele não traz muitas novidades, repetindo basicamente o que acontecia no original. Mesmo assim, já deixava evidente que teríamos uma quarta parte, mas que era para ser o capítulo final. Quem disse que Jason deixou isso acontecer?

 

Leia também:

3 Comentários

  1. Sandro Voorhees

    Eu acho este o filme mais emblemático de toda a série… fora q tbm acho o melhor visual do Jason… mais “humano” e ameaçador….pra mim é o visual clássico, o DEFINITIVO…

  2. marcio Valenti

    Vi sua crítica da parte 6 e vc deu uma nota ótima, agora dar uma nota abaixo para a parte 3 pelo amor de Deus é brincadeira

  3. Sérgio

    Outro boa sequência no que diz respeito aos assassinatos praticados por Jason, já que o roteiro e o elenco são sofríveis.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *