Críticas

Spectral (2016)

Soldados espectrais fazem a diversão desse filme de Guerra com elementos de FC e Horror!

Spectral
Original:Spectral
Ano:2016•País:EUA
Direção:Nic Mathieu
Roteiro:Nic Mathieu, Ian Fried, George Nolfi
Produção:Jon Jashni, Thomas Tull
Elenco:James Badge Dale, Emily Mortimer, Bruce Greenwood, Max Martini, Cory Hardrict, Clayne Crawford, Gonzalo Menendez, Ursula Parker

Com distribuição exclusiva da Netflix, Spectral é um thriller de Ficção Científica com elementos de Guerra e Horror que surpreende pelos bons efeitos especiais e pelo enredo divertido. Nas mãos erradas, poderia ser mais uma bagaceira do Canal SyFy produzido pela The Asylum, com aquele aspecto made-for-tv e defeitos técnicos evidentes, mas o longa chegou a ficar nas mãos da grande Universal Pictures, que até pretendia lançá-lo nos cinemas, mas desistiu, deixando-o disponível para o sistema de streamming. Pode ser que muitas pessoas até se distanciem do trabalho de estreia de Nic Mathieu, pelo título bobo ou pela sinopse pouco atrativa, mas perderão uma diversão descompromissada e curiosa.

Sem especificar o ano, ele é ambientado durante a Guerra da Moldávia, que conseguiu sua independência da União Soviética durante o processo de dissolução da URSS, em 1991. O cientista da DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency) Dr. Mark Clyne (James Badge Dale, de Guerra Mundial Z, 2013) é convocado para uma missão ultrassecreta. Depois da intervenção militar na área próxima da Romênia, soldados foram encontrados mortos, com os órgãos internos congelados, após um encontro com uma estranha assombração. Gravada em vídeo, a partir de um óculos desenvolvido por Clyne, o grupo de soldados, liderados pelo General Orland (Bruce Greenwood, Além da Escuridão: Star Trek, 2013) e auxiliados pela agente da CIA Fran Madison (Emily Mortimer, de Ilha do Medo, 2010), precisa encontrar um meio de enxergar os vilões espectrais e matá-los.

Não conseguindo identificar a origem das criaturas – alienígenas, armas de guerra? – eles caem como mosca, mesmo com o acessório que permite a visualização. As armas de fogo não os afetam, e a equipe montada parece confusa diante da capacidade de movimentação ágil dos inimigos. Presos em território hostil, com rebeldes escondidos nas áreas próximas, Clyne e os sobreviventes precisam se defender e tentar um combate, necessitando do apoio da ciência para reverter a grave situação.

É claro que um enredo tão fantástico quanto esse, escrito por George Nolfi, a partir do conceito co-criado por Nic Mathieu e Ian Fried, não deve ser levado tão a sério. Os absurdos circulam livremente, desde o desenvolvimento acelerado de arsenais a partir de ferro em pó como o condensador também produzido de uma hora para outra. Se não há nenhuma lógica – o cinema fantástico está repleto de liberdades poéticas – por outro lado sobra diversão. Inimigos ágeis, combate terrestre e boas cenas de ação manterão a atenção do espectador, somente incomodando os mais exigentes. Ora, se você é do tipo que procura explicação para tudo e quer enredos plausíveis e atuações impecáveis deveria passar longe de produções como esta. Se pressionou o Play, agora é só se divertir com os soldados fantasmas, saltando dos edifícios e atravessando paredes!

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