Críticas

The Rezort (2015)

Um resort pós-apocalíptico traz uma diversão passageira aos ricos e ao espectador!

The Rezort
Original:The Rezort
Ano:2015•País:UK, Espanha, Bélgica
Direção:Steve Barker
Roteiro:Paul Gerstenberger
Produção:Nick Gillott, Karl Richards, Charlotte Walls
Elenco:Dougray Scott, Jessica De Gouw, Martin McCann, Claire Goose, Elen Rhys, Jassa Ahluwalia, Kevin Shen

Desde 1933, o cinema ensinou que manter qualquer criatura presa para exibição pública é um mau negócio. Michael Crichton sabia disso quando concebeu seus parques temáticos – de Westworld ao Jurassic Park -, desde sua visita a Disneylândia. E o mesmo pode não funcionar para mortos-vivos, quando uma grande empresa decide fazer uso dos resquícios de um apocalipse zumbi para desenvolver uma atração para milionários. The Rezort é ambientado numa ilha paradisíaca, onde os zumbis são mantidos em setores específicos para que sirvam de tiro-ao-alvo para aqueles que não tem mais o que fazer na vida.

Comandado pela gananciosa Valerie Wilton (Claire Goose), o espaço promove algumas etapas até o passeio pelo parque, como orientação sobre uso de armas de fogo e segurança. Nesse cenário de entretenimento, estão os personagens que conduzirão à aventura: Melanie (Jessica De Gouw, da série Drácula, 2013) tem um trauma com zumbis e a perda do pai; Lewis (Martin McCann, de Fúria de Titãs, 2010) é seu marido e ex-soldado; Archer (o veterano Dougray Scott, de Exorcistas do Vaticano, 2015) é um especialista em matar; Sadie (Elen Rhys, de Guerra Mundial Z, 2013) é uma misteriosa participante, que esconde seus próprios segredos; Jack (Jassa Ahluwalia) e Alfie (Lawrence Walker) são dois jovens que venceram uma competição e conseguiram o ingresso para a perigosa diversão.

Durante a apresentação da anfitriã, Sadie invade o ambiente tecnológico que comanda a atração – extremamente mal protegido – e copia alguns arquivos com o pendrive. Sua missão pessoal acaba bagunçando os computadores e liberando as portas, ocasionando uma invasão zumbi por todos os ambientes. Como procedimento de segurança, quando ocorre o pane, automaticamente o sistema inicia o protocolo “brimstone” (ou “enxofre“, na tradução da Netflix), convocando em poucas horas um ataque aéreo que destruirá toda a vida na ilha. Assim, os sobreviventes terão que correr pelo parque, entre pequenas vilas e mata fechada, para chegar ao litoral antes que façam parte das estatísticas de vítimas dos zumbis.

Se há algo que vale a pena em The Rezort, é a sensação de desconforto proporcionado pelos mortos em grande número no local. E também a mensagem sobre o preconceito contra refugiados é bem válida, principalmente na atualidade. Há um esforço bem interessante do elenco carismático em demonstrar desespero e instinto de sobrevivência, embora fique claro desde o começo quem são os heróis do jogo. A direção de Steve Barker (Outpost 2: Inferno Negro, 2012) não compromete o resultado, principalmente pela acertada escolha de não fazê-lo com câmera subjetiva como acontece no começo.

Já o enredo de Paul Gerstenberger (Bad Meat, 2011) faz o arroz com feijão do gênero, repetindo os velhos clichês dos personagens que mostram sua verdadeira natureza em situações de perigo. É interessante a ideia de conectar a garotinha do pequeno urso com uma sequência no último ato (como o casaco vermelho da pequena de A Lista de Schindler, 1993), e também manter o foco em uma zumbi, durante todo o filme, dando-lhe o direito de uma vingança sangrenta. A concepção dos zumbis é interessante, passando dos apenas maquiados para os completamente deteriorados – com uma boa ideia na justificativa de seu envelhecimento.

Um passeio por um parque temático diferente, The Rezort é uma diversão passageira, colocando o espectador nos jipes que cruzarão o ambiente selvagem. Se não esperar muito, pode ser que você se diverta também!

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2 Comentários

  1. Juninho

    Não é ruim, Não é memoravel mas não é ruim, Algumas situações tipicas desse tipo de filme. Vale como uma diversão passageira no sábado a noite

  2. Davi Mercatelli

    Vi e não gostei.

    Um filme bem genérico com uma história rasa. E a invasão do sistema de segurança, sem nenhum monitoramento e nível de proteção, é ridícula.

    Não recomendo.

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