Críticas

Come and Find Me (2016)

Seu típico thriller de sábado à noite que poderia se chamar “Flashback: O Filme”.

Come and Find Me
Original:Come and Find Me
Ano:2016•País:EUA
Direção:Zack Whedon
Roteiro:Zack Whedon
Produção:Leon Clarance, Chris Ferguson, Brian Kavanaugh-Jones
Elenco:Annabelle Wallis , Aaron Paul, Garret Dillahunt, Zachary Knighton, Terry Chen, Chris Chalk

Um homem normal desesperado para encontrar sua namorada/esposa que repentinamente desapareceu, porém aos poucos vai descobrindo um segredo que vai fazê-lo correr muitos perigos. Não, não é a sinopse de Garota Exemplar (2014) ou do filme genérico que vai passar no próximo sábado no Supercine, mas de Come and Find Me, recente produção dirigida e roteirizada por Zack Whedon, irmão menos famoso de Joss Whedon, em sua estreia na cadeira de diretor.

A abertura mostra os dois personagens centrais em uma espécie de perseguição pelo metrô e pelas ruas escuras da cidade, um ritual que o público não conhece e imprime um tom que só acontece nestes tipos de filmes ruins e que ignoram completamente a inteligência e a confiança do espectador. É nesta mistura de uma boa premissa de roteiro e reviravoltas, com clichês exaustivos, que vamos navegar pela próxima hora e meia.

Nosso herói acima de qualquer suspeita é David (Aaron Paul, vencedor do Emmy por Breaking Bad), um designer gráfico que vive no subúrbio de Los Angeles com sua namorada fotógrafa Claire (Annabelle Wallis, Annabelle). Tudo parece bem e o casal está feliz até o momento em que ele acorda uma manhã e ela misteriosamente sumiu, sem deixar qualquer bilhete ou pistas sobre o que possa ter acontecido.

David não sabe o que fazer e as tentativas da polícia, representada pelo detetive Chris Sloan (Terry Chen), se provam infrutíferas. Um ano depois do evento, David resolve investigar por si mesmo o paradeiro da namorada, começando por uma visita a um desmanche de automóveis que foi fotografado por Claire, apenas para descobrir que o local é comandado pela máfia russa e que eles não estão felizes de receberem um intruso xereta. Mas isto é apenas a ponta do Iceberg, e em breve o rapaz verá que as conexões de Claire com criminosos e forças governamentais são mais obscuras do que a pacata fotógrafa seria capaz de revelar.

Ainda que a trama de suspense tenha pontos interessantes e a busca de David por respostas vai ganhando contornos bem sombrios, a insistência do conjunto edição/direção em colocar uma quantidade imensa de flashbacks mostrando como David e Claire se conheceram até se relacionarem, comprarem uma casa juntos, decorarem a casa, terem suas brigas e reconciliações causa uma quebra terrível na cadência de eventos, mostrando predominantemente uma história superficial de romance, depois de suspense.

Esta tentativa de Zack Whedon de sublinhar insistentemente em flashbacks de onde David tira tanta força de vontade para arriscar sua vida em favor de uma mulher que mal conhece, contra todos os indicativos e qualquer fagulha de bom senso, ainda que conte com uma performance muito sólida do ator Aaron Paul, é tão rasa que não sobrevive a um segundo pensamento. Whedon tem boas ideias que não se desenvolvem e na tentativa de criar um thriller cheio de reviravoltas e um romance cativante, o resultado final cai na insossa coluna do meio ao não fazer bem nem uma coisa, nem outra.

Leia também:

1 Comentário

  1. Pedro

    Filme fraco mas loirinha tesuda e gostosa…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *