Críticas

Kill Command (2016)

Surpreende como um thriller claustrofóbico, que contrapõe um ambiente selvagem a máquinas assassinas modernas!

Kill Command
Original:Kill Command
Ano:2016•País:UK
Direção:Steven Gomez
Roteiro:Steven Gomez
Produção:Jim Spencer, James Richardson, Rupert Preston,
Elenco:Vanessa Kirby, David Ajala, Mike Noble, Bentley Kalu, Tom McKay, Osi Okerafor, Damian Kell, Tim Ahern

Às vezes o título não diz muito, nem muito menos a capa. Parece ser apenas mais um filme de ação futurista, com atuações robóticas e sem personalidade. No entanto, logo após o primeiro ato, você já está imerso em sua trama, relembrando de maneira saudosa outras obras como Predador (1987) e Hardware (1990), quando a criatividade conseguia superar limitações orçamentárias e eram trabalhos feitos com muita qualidade e dedicação. Kill Command simplesmente coloca um grupo de soldados em uma floresta, tentando sobreviver ao ataques de robôs preparados para o combate – e efetivamente diverte.

Vanessa Kirby interpreta Mills, uma androide que adquiriu o aspecto de máquina quando sofreu uma paralisia na infância. Implantaram em seu cérebro um chip que permite que ela identifique a presença de robôs e ainda consiga escanear qualquer pessoa que esteja próxima dela. Consciente de que as máquinas estão desenvolvendo inteligência artificial e podem estar prestes a se rebelar contra os humanos, ela parte em uma missão de treinamento com um pelotão em naves modernas até a ilha Harbinger I. Os soldados devem enfrentar os robôs do local, cujas armas não são letais, comumente inofensivos, servindo apenas como alvo, mas, não é bem o que encontram por lá. Inimigos poderosos, com treinamento militar e muita disposição pelo domínio, estão organizados na mata para receber os humanos de maneira hostil.

Entre os militares, destaca-se o Capitão Bukes (Thure Lindhardt), que parece sentir que Mills esconde informações do grupo. Enxergando-a de maneira fria e descartável, aos poucos ele começa a se importar com a androide, unindo-se no combate aos inimigos metálicos. Desde a incômoda aparição dos drones, que servem como observadores, os soldados – Drifter (David Ajala), Robinson (Bentley Kalu), Cutbill (Tom McKay), Goodwin (Mike Noble), Hackett (Kelly Gough)
e Loftus (Osi Okerafor) – vão sendo eliminados um a um, obrigando os sobreviventes a agir com inteligência para enfrentá-los nessa guerra desigual.

Primeiro longa de Steven Gomez, especialista em efeitos visuais, Kill Command surpreende como um thriller claustrofóbico, que contrapõe um ambiente selvagem a máquinas assassinas modernas. Boa qualidade técnica, com efeitos simples mas convincentes, ele chama a atenção pelas boas atuações, principalmente de Kirby, e pelo enredo bem desenvolvido, pecando apenas na última e desnecessária cena. Se houvesse uma variação de inimigos e explorassem a ilha, sem partir para as instalações do governo, seria ainda mais bem conceituado.

Disponível na Netflix, Kill Command é uma ótima surpresa entre tantos títulos ruins. Esqueça a capa e até a sinopse comum, e se divirta com essa aventura cyber bem realizada.

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