Críticas

7 Dias Para Viver (2000)

Para aqueles fãs não muito exigentes e que procuram uma diversão rápida, através de uma boa história de suspense com elementos sobrenaturais

7 Dias para Viver
Original:Seven Days to Live
Ano:2000•País:Alemanha, República Tcheca, EUA
Direção:Sebastian Niemann
Roteiro:Dirk Ahner
Produção:Christian Becker, Thomas Häberle
Elenco:Nick Brimble, Zdenek Maryska, Rich Gold, Amanda Plummer, Sean Pertwee, Gina Bellman, Sean Chapman, John Michael Higgins, Amanda Walker

A quantidade de filmes que são produzidos todos os anos abordando casas assombradas é tão grande que até torna-se difícil conseguir acompanhar o ritmo dos lançamentos. Histórias de fantasmas e assombrações sempre foram temas muito atraentes e bastante utilizados pelo cinema de horror, e em muitos casos com resultados bem satisfatórios.

Mais um exemplo positivo disso é o filme Sete Dias Para Viver (Seven Days to Live, 2000), uma produção simples e despretensiosa, que poderia estar tranquilamente perdida no meio das centenas de filmes de horror que surgem constantemente, mas que consegue contar uma história interessante e envolvente transformando-se num exemplo de thriller sobrenatural acima da média.

Dirigido pelo alemão Sebastian Niemann, escrito pelo também alemão Dirk Ahner, e numa co-produção entre Estados Unidos, República Tcheca e Alemanha, a história é sobre um casal formado pelo escritor Martin Shaw (o ator inglês Sean Pertwee, de Cães de Caça, 2002) e sua esposa Ellen (Amanda Plummer, de Os Anjos Rebeldes, 95), que se muda para um casarão abandonado há anos no meio do mato, para se isolarem da rotina das grandes cidades e tentar esquecer uma tragédia recente envolvendo a morte de seu único filho, em condições pouco comuns (o garoto de oito anos morreu asfixiado ao engasgar-se com um inseto acidentalmente). O retiro para as proximidades de uma cidade do interior tinha como objetivo também o encontro do sossego necessário para Martin poder escrever um novo livro de sucesso, pressionado por seu editor e amigo, Paul (Sean Chapman, de Hellraiser, 87, e Hellbound, 88), já que seus dois livros anteriores tinham sido um fracasso de mercado.

Porém, em vez de paz e tranquilidade, o casal encontra na nova moradia, uma sinistra e enorme casa com arquitetura gótica, um série de eventos sobrenaturais e fantasmagóricos informando misteriosamente para Ellen que ela teria apenas sete dias para viver (daí o nome original do filme, corretamente traduzido em sua forma literal), com esse número diminuindo gradativamente com o passar do tempo. Os estranhos sinais recebidos pela mulher variavam de uma placa na estrada informando quantos dias ainda tinha para viver, passando por uma mensagem no rádio e o aviso de uma senhora internada num hospício. Paralelamente a isso, Ellen também passa a ter alucinações e visões com seu filho morto, levando-a a questionar sobre sua própria sanidade, enquanto seu marido tenta escrever o livro demonstrando também um comportamento estranho, sendo cada vez mais agressivo em relação à esposa.

Ellen decide então procurar um médico na cidade, o Prof. Ed Saunders (Julian Curry), para discutir sobre a ocorrência das visões e dos fatos misteriosos, e também faz uma investigação para tentar descobrir alguma informação histórica sobre a estranha casa onde estão morando. Nisso ela entra em contato com o ex-policial Carl Farrell (Nick Brimble, que foi a criatura em Frankenstein, O Monstro das Trevas, 90, de Roger Corman), que havia enfrentado um misterioso caso de assassinato no mesmo local vinte e três anos antes, em 1976. A partir daí, Ellen descobre revelações interessantes com um antigo morador do casarão, Frank Kosinski (Chris Barnes), internado num manicômio acusado de assassinato da esposa, além de ter que lutar desesperadamente por sua vida enfrentando a fúria violenta do marido, possuído por uma força maligna, além da manifestação de uma legião de fantasmas atormentados de pessoas que foram mortas afogadas durante a Idade Média num sombrio pântano próximo à casa.

Sete Dias Para Viver não apresenta uma história original, e lembra filmes similares no estilo de O Iluminado (The Shinning, 1980) e Poltergeist, o Fenômeno (Poltergeist, 82), além de ideias já bem exploradas em filmes como o japonês Ringu (98), que mais tarde foi refilmado nos Estados Unidos como O Chamado (The Ring, 2002), principalmente no fato do anúncio dos sete dias até a morte da protagonista. Mas ainda assim, mesmo com os clichês habituais dos filmes de fantasmas, a história consegue prender a atenção durante todo o tempo, incitando o espectador a acompanhar o drama vivido por Ellen Shaw, traumatizada pela morte do filho em circunstâncias não convencionais, e que torna-se vítima de uma força maligna que habita sua nova casa. Entre os pontos positivos destacam-se a própria casa com seu visual de uma construção antiga e que parece ter vida própria, além das cenas de alucinações de Ellen, a aparição do fantasma de seu filho morto, e a sequência final com os espíritos atormentados no porão. De negativo, temos o óbvio desfecho previsível, numa escolha sempre equivocada da grande maioria dos cineastas em optar por mostrar uma conclusão feliz e convencional.

Porém, para aqueles fãs não muito exigentes e que procuram uma diversão rápida, através de uma boa história de suspense com elementos sobrenaturais, Sete Dias Para Viver é mais uma interessante recomendação.

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