Críticas

Rupture: Superando o Medo (2016)

Noomi Rapace precisa superar seu medo de aranha, num thriller de ficção científica convencional e repleto de falhas!

Rupture - Superando o Medo
Original:Rupture
Ano:2014•País:Canadá, EUA
Direção:Steven Shainberg
Roteiro:Brian Nelson, Steven Shainberg
Produção:Monika Bacardi, Andrea Iervolino, Andrew Lazar, Steven Shainberg, Christina Weiss Lurie
Elenco:Noomi Rapace, Michael Chiklis, Kerry Bishé, Peter Stormare, Ari Millen, Lesley Manville, Sergio Di Zio, Morgan Kelly, Mayko Nguyen

Uma maneira eficiente de superação do medo é a exposição gradual do objeto de aflição. Se você teme altura, uma olhada pela janela de cada andar de um prédio pode ser um bom início de tratamento da fobia, conforme pesquisamos no desenvolvimento do livro Medo de Palhaço. Em Rupture, a personagem de Noomi Rapace sofre de aracnofobia, mesmo mal que aterrorizou Jeff Daniels no longa de Frank Marshall, lançado em 1990, e tenta conduzir sua vida de mãe solteira sem maiores preocupações que não envolva a educação de seu filho.

Observada por câmeras escondidas e por estranhos em um veículo, no final de semana em que deverá deixar o rapaz sob a tutoria de seu ex-marido ela é sequestrada. O modo como acontece isso é comprometido pelas revelações do longa, soando bobo e sem sentido: eles colocam algo próximo do pneu para que ele estoure na estrada. Ao ser auxiliada por um estranho em um furgão, ele se revela como um dos que a levarão adormecida na traseira do veículo. Se eles conseguiram colocar câmeras nas ruas e dentro da casa dela, por que, então, não invadiram o local e a levaram de madrugada, precisando cometer o ato à luz do dia, sem pensar que o estouro do pneu poderia levar o carro a um acidente fatal?

Amordaçada, mas com um canivete que mantinha em seu bolso para um conserto caseiro, os estranhos tentam evitar qualquer comunicação, enquanto a levam para uma espécie de fábrica, onde outras pessoas também são mantidas nas mesmas condições. Renee (Rapace) participa desse projeto que envolve a aplicação de um estranho líquido em sua veia e a exposição gradual (e aterrorizante, diga-se de passagem) a aranhas. As intenções parecem mais profundas do que apenas um auxílio para que ela supere o seu medo, tornando-se mais complicado à medida em que descobre algo mais obscuro e exagerado, liderados por Terrence (Peter Stormare).

O longa de Steven Shainberg não pretende explicar muita coisa. Começa como um thriller claustrofóbico sobre uma mãe na procura por uma maneira de escapar de uma situação extrema e depois avança para uma Ficção Científica de graphic novel. Quando começa a ampliar o interesse do espectador, termina de maneira abrupta como se não soubessem como concluir ou pensando em uma continuação. O enredo foi escrito por Brian Nelson, que fez trabalhos melhores com Menina Má.Com (2005), 30 Dias de Noite (2007), Demônio (2010) e com um episódio da excelente minissérie 11.22.63 (2016).

Alguns furos e situações forçadas se somam a uma interpretação sem grande esforço de Rapace, um rosto querido pelo mundo pela belíssima atuação na trilogia Millenium, em Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras (2011), Prometheus (2012) e Crimes Ocultos (2015). Aqui pode-se apontar como um desvio de sua filmografia, um filme menor e que tinha potencial para grandes possibilidades, mas optou pelo básico, sem aprofundar em seu conteúdo curioso e angustiante.

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