Críticas

As Bonecas da Morte (1966)

Produção da Amicus, de Freddie Francis e Robert Bloch, sobre assassinatos misteriosos e bonecas!

As Bonecas da Morte
Original:The Psychopath
Ano:1966•País:UK
Direção:Freddie Francis
Roteiro:Robert Bloch
Produção:Max Rosenberg, Milton Subotsky
Elenco:Patrick Wymark, Margaret Johnston, John Standing, Alexander Knox, Judy Huxtable, Don Borisenko, Thorley Walters, Robert Crewdson

“Mãe, eu posso sair para matar?”

A produtora inglesa “Amicus” foi uma valiosa rival da mais cultuada “Hammer”, e sua lista de filmes do gênero fantástico têm quase três dezenas, presenteando os apreciadores do estilo com preciosidades como As Profecias do Dr. Terror (1965), A Maldição da Caveira (1965), As Torturas do Dr. Diabolo (1967), A Casa Que Pingava Sangue (1971), Vozes do Além (1972), A Casa do Terror (1974), entre vários outros. E atores consagrados como Christopher Lee, Peter Cushing e Vincent Price fizeram parte de vários filmes da “Amicus”.

As Bonecas da Morte (1966) tem direção de Freddie Francis (1917-2007), um nome conhecido principalmente no cinema de horror das décadas de 1960 e 70, e o roteiro é de autoria de Robert Bloch (1917-1994), autor do livro que inspirou o clássico Psicose (1960), de Alfred Hitchcock.

Um grupo de músicos ingleses enfrenta a ira de um assassino brutal que tem a característica bizarra de deixar sempre uma boneca com a aparência da vítima nas cenas dos crimes, intrigando a polícia. Eles faziam parte de uma comissão aliada que julgava criminosos de guerra alemães após a Segunda Guerra Mundial, e escondia um segredo misterioso do passado.

O grupo era formado por Reinhardt Klermer (John Harvey), pelo aposentado Frank Saville (Alexander Knox), pelo escultor Victor Ledoux (Robert Crewdson) e pelo funcionário da embaixada holandesa Martin Roth (Thorley Walters). As mortes eram investigadas pelo Detetive Inspetor Holloway (Patrick Wymark), auxiliado pelo Sargento Morgan (Tim Barrett). E as suspeitas recaíram para a idosa cadeirante Ilsa Von Sturm (Margaret Johnston), colecionadora de bonecas, e seu filho Mark (John Standing). Eles tinham fortes motivos para vingança por causa do suicídio do patriarca da família, um industrial que foi preso por crimes de guerra julgados pela comissão formada pelos músicos, que alegavam que ele utilizava trabalho escravo em suas fábricas.

Outros suspeitos investigados pela polícia eram o casal formado por Louise Saville (Judy Huxtable), desenhista de bonecas e filha de um dos violinistas assassinados, e seu noivo Donald Loftis (Don Borisenko), um estudante de medicina.

O filme é uma tradicional história de detetive com elementos de horror em mortes “off screen”, com uma ideia central sobre assassinatos misteriosos cometidos por um psicopata (do título original), e uma árdua investigação policial analisando os suspeitos. Apesar da previsibilidade dos eventos, dos inevitáveis clichês e da narrativa lenta em alguns momentos, ainda temos uma atmosfera de mistério interessante com um clima sinistro envolvendo os assassinatos, além de desfecho memorável e perturbador. Indicado para os fãs dos antigos filmes ingleses da “Amicus” e “Hammer”.

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