Críticas

A Caverna (2016)

No interior, no local mais escuro e desprotegido do ser humano, há segredos que podem despertar o seu lado selvagem!

A Caverna
Original:Cave
Ano:2016•País:Noruega
Direção:Henrik Martin Dahlsbakken
Roteiro:Henrik Martin Dahlsbakken
Produção:Henrik Martin Dahlsbakken
Elenco:Heidi Toini, Mads Sjøgård Pettersen, Benjamin Helstad, Ingar Helge Gimle

Não precisa escavar muito na Netflix para encontrar a sugestão do thriller norueguês A Caverna. O título óbvio pode confundir o espectador com aquele terror divertido de 2005, de Bruce Hunt, que também está disponível no serviço de streamming, bastando apenas uma leitura mais atenta na sinopse ou a busca de alguma informação adicional para perceber que se trata de uma obra diferente daquela, mas similar a muitas outras. Mesmo com a premissa embebida em clichês, você talvez arrisque uma verificada pela atração por produções claustrofóbicas e com poucos personagens – e tendo sempre em mente dois filmaços do estilo La Cueva e Abismo do Medo.

Nem um, nem outro. Este longa de Henrik Martin Dahlsbakken (de Late Summer, 2016) traz uma boa referência ao clássico Amargo Pesadelo, sem avançar para além do que se propõe. Aliás, chega a ser curioso a cena em que estão descendo de caiaque por um rio e um deles avista um homem se movimentando na floresta próxima. Cada um brinca com a possibilidade de assumir o papel de Jon Voight, Burt Reynolds e Ned Beatty, lembrando até que este último é estuprado pelos estranhos que cruzam o caminho. A brincadeira acaba aí. O trio escala uma parede íngreme, e atravessa passagens rochosas até encontra a entrada da caverna que pretendem explorar, conhecida por uma série de desaparecimentos.

O principal obstáculo do passeio é uma relação mal acabada. Viktor (Benjamin Helstad) namora com Charlie (Heidi Toini), que é ansiada por Adrian (Mads Sjøgård Pettersen). Mesmo sabendo da relação anterior do amigo com sua atual namorada, Viktor não vê mal algum em deixá-los sozinhos por diversos momentos, sem se preocupar com as intenções do rapaz. Esse segredo não é tão bem escondido quanto o objeto de interesse do trio, o que já permite ao espectador desenvolver algumas possibilidades. Quando notam que o local parece ter sido visitado recentemente, você até torce para que o filme se aproxime de Vertigem, o que infelizmente não acontece.

O ambiente é interessante lembrando a caverna de A Fortaleza, aquele filme da professora, seus alunos e um grupo de bandidos. Contudo, a boa fotografia e o carisma do elenco não são suficientes para transparecer a sensação de que você já esteve naquele local e não gostaria de visitá-lo novamente.

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2 Comentários

  1. Camilo

    Concordo plenamente com a crítica.

  2. PEDRO E. MATOS

    Fraco. Parece até bom, mas não desenvolve e acaba por se perder.

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