Críticas, Quadrinhos

Monstro do Pântano – Semente Ruim (2006)

Andy Diggle arruma a casa e coloca o personagem nos trilhos em um divertido encadernado

Monstro do Pântano - Semente Ruim
Original:Swamp Thing – Bad Seed
Ano:2006•País:EUA
Páginas:156• Autor:Andy Diggle, Enrique Breccia, Martin Breccia•Editora: Devir

Após toda a fase pirada dos anos 90 do Monstro do Pântano na Vertigo, atualmente sendo publicada pela Panini, e que acabou cancelada nos EUA na edição de número 171 de Outubro de 1996. Uma terceira encarnação da revista Swamp Thing, nome original do personagem, foi publicada pela DC sob a tutela de Brian K. Vaughan. Este terceiro volume da série focava em Tefé, a filha do Monstro, e durou apenas vinte edições entre maio de 2000 e dezembro de 2001. Quatro anos depois, Andy Diggle assumiria a tarefa de arrumar a casa no quarto volume do personagem.

A história começa com Abby Cable indo ao encontro do elemental adormecido para tentar trazê-lo de volta à razão enquanto John Constantine ressuscita Alec Holland com o plano de reconecta-lo ao deus do pântano. Enquanto isso, Tefé segue rejeitando seus poderes e seu destino e acaba cruzando o caminho de um antigo vilão que promete ajuda-la com suas habilidades. Os caminhos de todos irão se cruzar novamente e toda a história se desenvolve a partir daí com o Monstro do Pântano totalmente descontrolado sem sua alma humana, sua filha cada vez mais poderosa e rebelde e um antigo inimigo buscando lucrar em meio a esta briga de família.

Andy Diggle assume a batata-quente que é arrumar a casa depois dos dois volumes anteriores do personagem e aproveita para resolver o enrosco com Tefé, filha do Monstro com Abby Cable, que, com o tempo, acabou complicando demais as coisas para os roteiristas, uma vez que a garota se tornou mais poderosa e importante que seu pai, o Monstro do Pântano. A história não é tão ousada quanto seus antecessores, mas é competente e mantém a carga sobrenatural e messiânica do personagem. O ponto alto do encadernado é a arte belíssima do argentino Enrique Breccia, complementada pela colorização de seu filho, Martin Breccia, que, mesmo não acertando a mão no design do personagem, enche os olhos com seus cenários e figuras humanas. A edição ainda se encerra com um ótimo apanhado de tudo que foi publicado antes para aqueles que estão começando no universo do deus do pântano.

Esta foi a primeira e única edição do personagem pela Devir, que teve mais algumas poucas edições deste volume publicadas pela Pixel até os direitos da Vertigo caírem nas mãos da Panini. Apesar de ter saído após as edições que compõem este encadernado Andy Diggle consegue colocar o personagem de volta aos trilhos e entrega uma aventura divertida de rápida e agradável leitura. Esperamos que após o encerramento da fase do Millar, a Panini publique esta fase na íntegra. Que os deuses do pântano nos ouçam!

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