Críticas

O Segredo do Mal (2014)

Só arrisque conhecer O Segredo do Mal se o subgênero “found footage” não tiver sido explorado por você antes!

O Segredo do Mal
Original:Secreto Matusita
Ano:2014•País:Peru
Direção:Dorian Fernández-Moris
Roteiro:Paco Bardales, Dorian Fernández-Moris, Ursula Vilca
Produção:Dorian Fernández-Moris
Elenco:Bruno Espejo, Lupita Mora, Eduardo Ramos, Willy Gutiérrez, Miguel Baldeón, Boris Sevelora, Rafael Pulgar

Não importa quantas vezes a mesma história tenha sido contada. Se houver uma casa maldita, com um passado de morte e violência, haverá uma equipe de produção de um programa de investigação sobrenatural no local. Tentará transmitir a verdade através de um letreiro inicial sobre o material de filmagem ter sido encontrado (o que originou o termo “found footage“), e apresentará personagens que insistem em manter a câmera ativa em qualquer circunstância com a desculpa de que “as pessoas precisam saber o que aconteceu aqui“. O Segredo do Mal (no original Secreto Matusita) é uma produção peruana, desenvolvida pelos realizadores do terror Cemitério Geral, 2013, que não procura inovar em praticamente nada, deixando apenas o espectador com a sensação de estar em uma nova volta em uma montanha-russa assombrada que ele já conhece o percurso e os sustos que acontecerão ao longo.

Um casarão velho, localizado no centro de Lima, em frente ao consulado americano, é considerado macabro. Mortes no passado trouxeram assombrações para cada novo morador, na expressão de desespero e falta de perspectiva no início do documentário. Para dar um aspecto “real“, inclui-se cenas de erros de filmagem que se tornaram frequentes desde [REC], e a narração dos jovens que conseguirão comprar uma passagem para o lado de dentro, com o segurança avisando que só serão permitidas visitas à noite. Fabián Vasteri (Bruno Espejo) é o idealizador da aventura e também o apresentador do programa “Mundo Sobrenatural” (que será entregue como um projeto final da faculdade), contando que a casa, conhecida como “Matusita“, esconde um passado perverso, uma vez que serviu de moradia para uma bruxa que teria sido queimada viva numa estaca e amaldiçoado o local. Assim, aqueles que ousaram comprar ou alugar o terreno foram influenciados por forças malignas a cometer crimes violentos – tendo como exemplo os últimos moradores, uma família de japoneses, de sobrenome “Matsushida” (daí se originou o apelido da morada).

Além de Fabian, a equipe é composta pela co-produtora Jimena (Lupita Mora) e o cinegrafista Luis (Eduardo Ramos). O trio convida um vidente (Willy Gutiérrez) para participar da investigação, servindo ao espectador como uma ponte de identificação dos fenômenos ocorridos. Espalham câmeras pelos cômodos – com algumas aparições ao fundo – e visitam cada ambiente, provocando as entidades a se manifestarem. Móveis começam a se agitar, uma criança fantasma cruza pela imagem da câmera, uma mulher com os olhos brilhantes é vista nos corredores. Tudo está devidamente no roteiro dessa e de outras produções similares, com a repetição da fórmula em cada frame até mesmo na primeira morte de um personagem. Quem viu Fenômenos Paranormais, Equipe Caça-Fantasmas, The Speak e tantos outros, já sabe o que vai acontecer e como tudo irá terminar.

Alguns efeitos até são interessantes, e os responsáveis tentam manter o público acordado a todo momento, evitando aqueles bocejos do estilo. Há também um toque macabro quando há menção do que acontecera a um bebê, com o seu choro sendo ouvido em seu quarto como uma provável causa das ações drásticas do patriarca japonês. Contudo, não são suficientes para justificar uma conferida. Nem mesmo a curiosidade em assistir a um filme de terror peruano, já que o sonolento La Entidad, de 2015, de Eduardo Schuldt, e o próprio trabalho anterior do diretor já foram disponibilizados na Netflix.

Sendo assim, só arrisque conhecer O Segredo do Mal se o subgênero dos found footage não tenha sido explorado por você antes. Caso contrário, procure por opções melhores no nosso guia do estilo, clicando aqui.

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