Críticas

We Go On (2016)

Alguns acertos em seu acabamento e este poderia ser responsável pelas suas noites insones e luzes acesas!

We Go On
Original:We Go On
Ano:2016•País:EUA
Direção:Jesse Holland, Andy Mitton
Roteiro:Jesse Holland, Andy Mitton
Produção:Logan Brown, Richard W. King
Elenco:Annette O'Toole, Clark Freeman, John Glover, Giovanna Zacarías, Laura Heisler, Jay Dunn, David Bickford

A ideia é bem simples e eficiente: um rapaz que sofre de tanatofobia ou o Medo da Morte faz um anúncio em um jornal oferecendo 30 mil para aquele que conseguir provar que existe vida após a morte. Pode ser um vídeo envolvendo fantasmas ou até mesmo um convite para um ambiente realmente assombrado, desde que a evidência seja fidedigna, sem forjar uma situação falsa. Esse é o drama de Miles Grissom (Clark Freeman), que consegue o contato de milhares de pessoas, pedindo até a ajuda para a mãe, Charlotte (Annette O’Toole), na seleção das melhores opções.

Com tanto material fajuto ou oportunista, Miles consegue identificar grandes candidatos: o cientista Dr. Ellison (John Glover), a médium Josephina (Giovanna Zacarías) e um conhecido empresário, descartado antes mesmo do encontro. Quando sua teoria sobre a não existência de uma outra vida começa a prevalecer, ele recebe o telefonema de um estranho, o cuidador de aeroporto Nelson (Jay Dunn), que parece ter a resposta que ele procura. Nessa busca por alguma prova, Miles acabará abrindo portas indevidas e o resultado poderá acompanhá-lo para onde quer que ele vá.

O que mais chama a atenção em We Go On, além da premissa interessante, é a dupla de diretores por trás da produção: Jesse Holland e Andy Mitton, de YellowBrickRoad (2010), e de um dos segmentos de Chilling Visions: 5 Senses of Fear (2013). Como nos demais trabalhos, este também envolve uma boa ideia desperdiçada na realização. Ao conferir ao novo filme você mais uma vez tem certeza do quanto ele poderia ser assustador se fizesse parte do cinema oriental. Basta estabelecer uma comparação inevitável com The Eye – A Herança para que seja fácil entender o que deveria ser feito. O roteiro por vezes lembra também o found footage A Possessão do Mal (2014), sobre aquele rapaz que tenta provar que nada existe, evocando demônios de todas as religiões.

Há alguns momentos levemente assustadores aqui, mas o trailer acaba entregando boa parte deles. Um acréscimo maior de cenas noturnas e de isolamento pleno e o filme teria um resultado ainda melhor. Ao final, vale a recomendação pelo conceito interessante, e pelo modo como tudo se conduz, mas está bem distante de se tornar uma produção inesquecível do gênero. E quero ver quem me prova o contrário.

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