Críticas

A Maldição de El Diablo (1989)

O filme é arrastado e quase sem elementos de horror, perdendo a oportunidade de explorar melhor a lenda de um navio satânico maldito!

A Maldição de El Diablo
Original:The Evil Below
Ano:1989•País:EUA
Direção:Jean-Claude Dubois, Wayne Crawford
Roteiro:Arthur Payne
Produção:
Elenco:Wayne Crawford, June Chadwick, Sheri Able, Ted Le Platt, Graham Clarke

Algumas coisas são melhores deixadas sozinhas

A frase acima é uma tradução literal de uma tagline promocional do filme A Maldição de El Diablo (The Evil Below, 1989), e podemos alterar para algo como “Alguns filmes são tão descartáveis que não valem a pena assistir”. Lançado em vídeo VHS em nosso mercado pela “Top Tape”, o filme foi dirigido por Jean-Claude Dubois, em seu único trabalho.

Max Cash (Wayne Crawford) tem um barco e leva turistas para pescar em alto mar, auxiliado pela jovem assistente Tracy (Sheri Able). Endividado, ele aceita o convite de uma bela mulher, a professora de Arte Sarah Livingstone (June Chadwick), para alugar seu barco por uma semana na tentativa de localizar um suposto tesouro perdido num navio espanhol que naufragou em 1683. O navio carregava artefatos religiosos roubados por um grupo de padres hereges renegados do catolicismo, inspirados por Lúcifer. Por causa disso, o navio afundado, conhecido por “El Diablo” (do título nacional), tinha fama de amaldiçoado e seu paradeiro no fundo do mar era desconhecido e protegido por um misterioso guardião sobrenatural, Adrian Barlow (Ted Le Platt).

A ideia central do roteiro nem é tão ruim, com potencial para uma boa história. Porém, não é o que acontece com A Maldição de El Diablo, cujo título original numa tradução literal seria algo como “O Mal Abaixo”. O filme é arrastado e quase sem elementos de horror, perdendo a oportunidade de explorar melhor a lenda de um navio satânico maldito e as conseqüências para todos que se atreviam a tentar roubar seus tesouros. Tem poucas mortes e sangue, quase sempre fora da tela, e a parte “mistério sobrenatural” não consegue empolgar, num inevitável convite ao sono.

Curiosamente, no mesmo período foram lançados vários filmes com temática sub-aquática como por exemplo Abismo do Terror (Deep Star Six), de Sean S. Cunningham, e Leviathan, de George P. Cosmatos, que pelo menos divertem muito mais que a bagaceira analisada nesse breve texto.

Convém não mexer em certas coisas, senão você morre misteriosamente” – tagline promocional da fita VHS lançada no Brasil. Acho que ficaria melhor assim: “Convém não ver esse filme, senão você pode dormir de tédio.

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