Críticas

Sharkenstein (2016)

O meu cérebro gritou de tal forma que todo amor por bagaceiras foi despedaçado como num ataque de tubarões famintos!

Sharkenstein
Original:Sharkenstein
Ano:2016•País:EUA
Direção:Mark Polonia
Roteiro:J.K. Farlew
Produção:Mark Polonia
Elenco:Greta Volkova, James Carolus, Titus Himmelberger, Jeff Kirkendall, Ken Van Sant, Yolie Canales, Kathryn Sue Young, Steve Diasparra

Com a expectativa do lançamento de Meg (2018) o mundo voltou novamente para o fundo do mar e seus mistérios e nada mais justo do que falar sobre o terror dos sete mares e suas mandíbulas geradas por um pesadelo: o famigerado tubarão. Filmes sobre tubarões sempre geraram certo fascínio sobre os fãs do gênero horror e desde que Spielberg assombrou as praias norte-americanas com o clássico Tubarão (1975) esta sardinha assassina recebeu as mais diversas roupagens para o delírio dos fãs. Tivemos tubarões mutantes, furações de tubarões, tubarões de duas cabeças, do gelo, robôs e até (pasmem!) tubarões-fantasmas, zumbis e toupeiras, mas nada foi tão absurdo do que um tubarão assassino criado por nazistas (lógico!) a partir de pedaços de diversos tubarões. Sim, esta bizarrice existe e atende pelo nome de Sharkenstein.

Esta loucura foi criada por Mark Polonia (Bigfoot vs. Zombies) e estrelado por Greta Volkova (Tales of Dracula), James Carolus (Empire of the Apes) e Titus Himmelberger (Amityville Exorcism). O filme começa no meio da Segunda Guerra Mundial onde um cientista que trabalha com tubarões tenta transformá-los em criaturas mortíferas que podem lutar na guerra. O Terceiro Reich descobre seus planos e passa a controlar o doentio experimento. Esta tomada até que dá certa credibilidade para a película até que um loop temporal nos transporta até nossa época onde uma pequena cidade é atormentada por misteriosos assassinatos.

A atuação neste filme é o que você esperaria de um filme do Polonia. O elenco tem personagens extremamente animados que são quase uma paródia dos personagens clichês que você encontraria em filmes semelhantes a ele e que até que se esforçam para fazer um ótimo trabalho na entrega das performances, mas eles envelhecem rapidamente até sumir do contexto. Eles não têm a chance de agir ou mostrar ao mundo do que são capazes. Como um filme B Sharkenstein até tem certo charme e como eu disse acima, o enredo que começou na Segunda Guerra Mundial foi inteligente e acrescentou alguma profundidade à história, mas depois não temos mais nada acontecendo entre o aqui e o agora. Além disso, o filme tem muita dificuldade em construir uma liga que atraia o espectador. Temos algumas mortes aleatórias com turistas e, em seguida, mais cenas aleatórias das autoridades que chegam ao local do crime e bla…bla…bla.

E por falar em mortes, o filme tem sim algumas mortes, mas elas são produzidas por um CGI super capenga que as deixam muito ruins. E a coisa ainda consegue ficar beeeem pior…

As tomadas do tubarão animatrônico na água e o uso do movimento de parada nas suas aparições até que consegue distrair o espectador que adora assistir, mas quando a criatura evolui e começa a caminhar em terra com perninhas e bracinhos, o meu cérebro gritou de tal forma que todo amor pela bagaceira foi despedaçado como num ataque de tubarões famintos.

Sharkenstein é, obviamente, um filme que você não deve esperar muito. O título praticamente já diz o que você está prestes a encarar e se você está esperando um tipo de material SyFy, então você ainda tem suas expectativas um pouco altas demais. Alguns podem achar isso levemente divertido e se você gosta de filmes realmente ruins com monstros terríveis este é um prato cheio.

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