Críticas

A Noiva Assassina (1993)

Produção para a televisão num thriller básico, com história clichê e entediante

A Noiva Assassina
Original:Praying Mantis
Ano:1993•País:EUA
Direção:James Keach
Roteiro:William Delligan e Duane Poole, William Delligan
Produção:Marjie Lundell, Robert M. Rolsky
Elenco:Jane Seymour, Barry Bostwick, Chad Allen, Frances Fisher, Colby Chester, Michael MacRae

Existe uma infinidade de filmes com histórias tão banais e comuns que assisti-los é um desgastante exercício de paciência. A Noiva Assassina (Praying Mantis, 1993) é uma produção para a televisão apenas recomendada para aqueles que estão dispostos a ver filmes ruins de suspense como simples curiosidade ou para conhecer tudo dentro do gênero, mesmo as porcarias que não divertem.

Com direção de James Keach, é um thriller básico, com história clichê e entediante, que foi lançado no Brasil em vídeo VHS pela “CIC” e lembra os tipos de filmes ruins exibidos na sessão “Supercine” da TV Globo. Uma suposta escritora, Linda Crandell (Jane Seymour), conhece um homem viúvo, Don McAndrews (Barry Bostwick), dono de uma rede de livrarias, e pai do adolescente Bobby (Chad Allen). Eles se apaixonam e decidem inicialmente morar juntos, e depois se casar, para o descontentamento da cunhada Betty (Frances Fisher), que desconfia do caráter da nova mulher.

Paralelamente, uma dupla de detetives do FBI, Johnson (Colby Chester) e Broderick (Michael MacRae), estão investigando uma série de assassinatos de homens logo após seus casamentos, e suspeitam que a autora dos crimes é sempre a mesma mulher, conhecida como “A Noiva Assassina” (do título nacional). Ou “Praying Mantis” (do título original), cuja tradução do inglês é o inseto “louva-a-deus”, que tem o hábito incomum das fêmeas matarem e devorarem os machos logo após o acasalamento. Enquanto os agentes da polícia tentam encontrar o rastro da assassina, a família de Don recebe sua nova namorada não imaginando o perigo e a ameaça mortal que se instalaria em sua casa.

O filme, carregado de clichês e situações previsíveis, não apresenta nada que já não se tenha visto antes em filmes de suspense com mulheres assassinas que demonstram perturbação, agressividade, ciúme exagerado e poder de manipulação, com um passado trágico na infância que influenciaria em sua personalidade doentia. Enganando todos a sua volta com falsas impressões de educação e bom caráter, e eliminando as pessoas inocentes que tiveram o infortúnio de cruzarem seu caminho, atrapalhando seus planos de vingança pessoal contra os homens. Dispensável.

Curiosamente, os atores Jane Seymour, Barry Bostwick e Frances Fisher são agora veteranos com extensas filmografias e carreiras bem sucedidas no cinema.

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