Críticas

A Babá (2017)

Mesmo passando despercebido dentre as várias produções próprias da Netflix, A Babá é uma grata surpresa em sua mistura de relacionamentos, humor negro e gore

A Babá
Original:The Babysitter
Ano:2017•País:EUA
Direção:McG
Roteiro:Brian Duffield
Produção:McG, Mary Viola
Elenco:Judah Lewis, Samara Weaving, Robbie Amell, Hana Mae Lee, Bella Thorne, Andrew Bachelor, Emily Alyn Lind, Leslie Bibb, Ken Marino

A Babá foi uma das apostas da Netflix para o mês do Halloween, que acabou passando despercebida diante das adaptações de Stephen King feitas pelo serviço: Jogo Perigoso (2017) e 1922 (2017). Não são comparações válidas, nesse caso, já que são escolhas narrativas completamente diferentes. Mas será que The Babysitter vale a pena?

A trama acompanha Cole (Judah Lewis), um garoto de 12 anos, nerd e cheio de medos e manias (mistura de um light Sheldon Cooper, de The Big Bang Theory [2007-2017] e Columbus de Zumbilândia [2009]). Cole é o único de sua escola que ainda uma possui uma babá para os dias em que seus pais ficam fora de casa. Mas, Bee (Samara Weaving) não é qualquer babá: ela é linda, engraçada, gosta de coisas nerds e o defende dos valentões da escola. Por isso, Cole é apaixonado por Bee e a idolatra. Uma noite, Cole é convencido por sua vizinha/amiga Melanie (Emily Alyn Lind) que, depois que ele dorme, Bee costuma levar namorados para a casa e o desafia a ficar acordado para pegá-la no flagra. Cole aceita o desafio, mas o que ele encontra é bem mais inacreditável que isso.

O filme é dividido em três momentos. O primeiro mostra a relação e admiração de Cole por Bee, o segundo acompanha a revelação e o envolvimento de Bee na espécie de um culto satânico e o terceiro momento tem o estopim para o embate final. A narrativa se constrói de forma natural por esses atos, sendo envolta por cenas cômicas absurdas e mortes no melhor estilo gore.

Conseguimos captar no longa referências aos slashers dos anos 80, as metáforas de Pânico (1996), o tom irônico de A Morte te dá Parabéns (2017) e, a produção da casa, Santa Clarita Diet (2017). O estilo de McG fica muito evidente no longa: cores vibrantes, trilha sonora acelerada e exagero nas situações. Não é um diretor do horror, mas quando pensamos em suas outras produções e olhamos para A Babá sua marca fica evidente: direção de As Panteras (2000) e de diversos videoclipes da banda The Offspring, como Pretty Fly (for a white guy) (1998).

Entretanto, os personagens são rasos. Não é a intenção do longa entrar em detalhes da personalidade de cada um deles, mas, principalmente quanto ao grupo envolvido no culto; uma abordagem um pouco maior talvez nos ajudasse a entender suas motivações para estarem ali. Porém, o risco de entrar em justificativas poderia tornar o filme maçante e óbvio. E a intenção não foi essa. A Babá é para se divertir, sem ambições de vanguarda.

O filme tem uma cena no meio dos créditos finais que traz um plot twist desnecessário à trama, justamente pela falta de aprofundamento do personagem envolvido na cena. Fica algo vazio e um absurdo mais improvável que a pegada cômica tida no restante do longa.

Mesmo passando despercebido dentre as várias produções próprias da Netflix, A Babá é uma grata surpresa em sua mistura de relacionamentos, humor negro e gore. Um horror para fazer rir.

Leia também: Babás do Inferno

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3 Comentários

  1. ed

    Apesar de não gostar muito de terrir este aqui deu pra curtir.

  2. Paulinha

    Comédia??? Vou pular fora desse.

  3. felipe

    eu curti!.. foi divertido

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