Críticas

Assombra (2017)

Assombra é um ótimo exercício-experimento em linguagem cinematográfica, e em suspense

Assombra
Original:Assombra
Ano:2017•País:Brasil
Direção:Filipe Falcão
Roteiro:Filipe Falcão
Produção:Filipe Falcão, Rafael Marinho
Elenco:Flávia Rocha, Yuri Fernando

O pernambucano Filipe Falcão, que também escreve para o Boca do Inferno, é um amplo conhecedor do cinema de horror oriental. Parte da sua bagagem como pesquisador no tema pode ser conferida em Assombra, um curta-metragem que, durante seus cinco minutos de projeção, demonstra os melhores aspectos do suspense que os cineastas asiáticos sabem como ninguém fazer.

Num apartamento, uma mulher percebe uma estranha presença na casa. De roteiro simples, Falcão aposta na boa fotografia de Rafael Marinho para, com cuidado e sem nenhuma pressa, estabelecer a ótima atmosfera de inquietude que traga o espectador para dentro do curta. Quando vemos, por exemplo, o enquadramento visto de um corredor, de uma mulher com o braço pendendo de uma cama, não sabemos do que se trata, quem é aquela mulher, ou mesmo se ela é a vilã do filme. Aliás, os estreitos corredores do apartamento no qual o curta se passa são usados com inteligência. A partir dos enquadramentos escolhidos pelo cineasta, nunca sabemos de onde o perigo pode vir, nem quando… Não se preocupando em fornecer respostas para as situações que oferece, Assombra é um ótimo exercício-experimento em linguagem cinematográfica, e em suspense.

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3 Comentários

  1. Ed

    Disponível onde?

    • Silvana Perez Silvana Perez

      Você é de São Paulo, Ed? Vai rolar no Festival Boca do Inferno neste fim de semana 🙂

      • Ed

        Não sou de São Paulo.
        Grato pela resposta.

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