Críticas

Bestia (2017)

Bestia faz um bom trabalho ao mostrar que o desconhecido e o que não podemos ver são mais assustadores do que o que está na nossa cara

Bestia
Original:Bestia
Ano:2017•País:Canadá
Direção:Gigi Saul Guerrero
Roteiro:Gigi Saul Guerrero, Raynor Shima
Produção:Raynor Shima
Elenco:Mathias Retamal

A diretora mexicana Gigi Saul Guerrero e sua LuchaGore Productions vêm chamando atenção há alguns anos, com curtas-metragens sangrentos arrebatando prêmios em festivais de cinema de todo o mundo. No Brasil ela já teve exibidos filmes como México Bárbaro, El Gigante e Madre de Dios (os dois últimos parte da programação do Festival Boca do Inferno em 2015 e 2016, respectivamente), e neste ano volta com um novo projeto, intitulado Bestia.

No curta de cerca de oito minutos acompanhamos um personagem solitário e sem nome, interpretado por Mathias Retamal. Ele é o único sobrevivente de um desastre (também não identificado), isolado em uma paisagem fria, e logo percebe que está sendo perseguido por uma criatura que nunca aparece em seu campo de visão – mas este não é seu único problema.

Assim como nos curtas anteriores de Guerrero, em Bestia praticamente não há falas, mas os efeitos sonoros são parte muito importante da trama. Já visualmente, Guerrero abandona as cores fortes que costumam marcar seus trabalhos, substituindo-as por uma paisagem clara e gelada, que acentua a sensação de isolamento do protagonista.

Bestia faz um bom trabalho ao mostrar que o desconhecido e o que não podemos ver são mais assustadores do que o que está na nossa cara. Guerrero soube transformar este medo em imagens com a ajuda de Retamal, que consegue transmitir ao espectador toda a agonia de se encontrar sozinho em uma situação mortal.

Não deixe de conferir Bestia no FBI4: Festival Boca do Inferno, no próximo fim de semana, em São Paulo!

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