Críticas, Quadrinhos

Dylan Dog 2 – Manchas Solares (2017)

Com um enredo cheio de surpresas, Dylan Dog chega a um excelente segundo volume.

Dylan Dog 2 - Manchas Solares
Original:Macchie Solari
Ano:2002•País:Itália
Páginas:100• Autor:Ruju, Brindisi•Editora: Lorentz

Tendo estreado com um excelente primeiro número, a Editora Lorentz segue com sua proposta “trilogia” de novas edições de Dylan Dog. Dando continuidade à proposta de trazer somente histórias inéditas e de fases distintas do personagem, este segundo volume busca seu conteúdo lá em 2002, mais precisamente na edição de número 192 do título original.

Escrita por Ruju e ilustrada por Brindisi, Manchas Solares já começa intrigante ao iniciar o enredo com Dylan Dog sendo enterrado vivo por seus próprios amigos em versões zumbis. A partir daí, a história é contada em flashback, mostrando como o detetive do pesadelo se meteu nessa enrascada durante uma investigação envolvendo uma onda de violência supostamente gerada por manchas solares.

O enredo vai se tornando cada vez mais complexo, cheio de reviravoltas e mistérios que prendem o leitor até a última página. Uma das melhores características das aventuras do personagem em todos esses anos. Seus roteiros são inventivos, fogem do clichê e, muitas vezes, seguem a lógica surreal dos pesadelos, tornando suas aventuras, quando não genais, pelo menos intrigantes.

A segunda edição da coleção Dylan Dog da Lorentz supera sua antecessora, pois apresenta uma história fechada que pode ser lida por qualquer leitor que queira conhecer o personagem ou apenas ler uma boa história. Ao contrário de Retorno ao Crepúsculo, que era uma continuação, Manchas Solares pode ser lida como uma aventura isolada, sem a necessidade de prévio conhecimento do personagem.

O roteiro de Ruju é funcional e entrega a trama aos poucos, fazendo com que o leitor desvende o mistério junto do personagem principal, culminando em um final inesperado, característico das aventuras de Dylan Dog. A arte de Brindisi é competente, mas confusa em alguns momentos onde os quadros estão mais carregados de elementos.

Após permanecer fora das bancas brasileiras por mais de onze anos, Dylan Dog voltou para ficar! Pelo menos se depender da qualidade do trabalho feito pela estreante Editora Lorentz, que tomou para si a missão de trazer o detetive do pesadelo definitivamente de volta ao Brasil, os fãs já podem comemorar.

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