The Greasy Strangler (2016)

The Greasy Strangler
Original:The Greasy Strangler
Ano:2016•País:EUA
Direção:Jim Hosking
Roteiro:Toby Harvard, Jim Hosking
Produção:Daniel Noah, Andrew Starke, Ant Timpson, Josh C. Waller, Elijah Wood
Elenco:Sky Elobar, Michael St Michaels, Elizabeth De Razzo, Gil Gex

Quão estranho é The Greasy Strangler? Talvez esta resposta possa demorar um pouco…

Brayden (Sky Elobar) é um cara triste, de meia idade, que vive com seu revoltante pai, Ronnie (Michael St Michaels), um amante da finada fase Disco (que parece um Spalding Gray bronzeado com uma peruca de Beethoven) e que Brayden suspeita – corretamente – de ser o notório “Estrangulador Gorduroso”, um assassino em série que cobre de gordura seu corpo nu antes de vagar pelas ruas matando pessoas sem nenhum motivo aparente. No decorrer da história a confiança da “família feliz” é desmontada com o surgimento de uma sexy garota(?), interpretada por Elizabeth De Razzo (The 33, Eastbound & Down) que toma o coração dos protagonistas. A partir daí uma avalanche non-sense (que já não era pouca!) toma conta do filme, levando o espectador à uma viagem tão absurda quanto uma rodada de piña colada feita num penico com LSD e inseticida…

Eu hesito em chamar The Greasy Strangler de uma comédia de horror porque o filme é mais surreal do que humorista. A distinção fundamental entre humor e surrealidade é se uma brincadeira é julgada ou não pelas risadas. Muitas das gags em The Greasy Strangler não são realmente engraçadas, mas sim repulsivas confusas e muito, muito irritantes. Confesso que a parte onde os turistas discutem a procedência das “batatas fritas Chips” quase me fez jogar uma bota na TV…

Pode parecer impossível, mas os fãs de filmes cult (que conseguirem assistir pelo menos meia-hora do filme, hehehehehe) reconhecerão grandes clássicos do cinema transgressor. Não faltam humanos esquisitos como em Eraserhead. Ele também casa horror e pornografia como The Sinful Dwarf e outros filmes sexualizados do gênero. Tem um monstro antagonista memorável, como em Basket Case e traz uma espécie de violência tão caricaturada quanto os clássicos da TROMA.

Greasy Strangler recebeu opiniões positivas dos críticos até certo ponto. Tem uma pontuação de 64% no Rotten Tomatoes, com base em 42 avaliações. O consenso do site afirma: “Greasy Strangler definitivamente não é para todos, mas os fãs de cinema experimental devem se preparar para uma experiência cinematográfica singular“. Na Metacritic, o filme tem 58 de 100 ratings, com base em 13 críticas, indicando “comentários mistos ou médios“.

Peter Bradshaw, crítico de cinema do jornal britânico The Guardian, descreveu o filme como “maluco e intransigente“. No entanto, escrevendo no mesmo artigo, Wendy Ide o classificou como zero de cinco, comparando-o com “um filme estilo John Waters, mas sem a mesma sofisticação“.

Essas “doces palavras de apoio” são coisas sem importância para Jim Hosking, o diretor de The Greasy Strangler, que teve sua estreia em Sundance. Hosking disse que encontrou inspiração para sua estreia nos filmes misteriosamente astutos de David Lynch, na sitcom britânica The Young Ones dos anos 80 e em cineastas que são distintivos e diferentes e que optaram por seguir a mão contrária na arte de se fazer filmes.

Curiosamente, encontrar atores dispostos a ficarem grotescamente pelados e ensaiar atos indescritíveis com suas partes pudicas não foi um desafio tão grande quanto o Sr. Hosking esperava. “As pessoas provavelmente se sentiram expostas e desafiadas, mas acharam o material engraçado e único“, disse ele. “Eu mesmo tentei ser gentil e sensível enquanto faziam algo que pedia muito. Todos nós sentimos algum desconforto às vezes“.

Um dos artistas que topou o desafio sem medo algum foi Michael St. Michaels, um ator veterano mais conhecido pelo seu papel como Henry Jordan no divertidíssimo The Video Dead (1987). Em The Greasy Strangler, St. Michaels foi convidado não só para desnudar-se com frequência, mas também usar um pênis protético que mais parece com um tubarão desidratado de cabeça vermelha.

Em suma, o mau gosto é extremamente explorado a partir deste filme deliciosamente revoltante, como pedaços envenenados de carne provindos de um moedor de carne enferrujado. Uma exibição macabra do grotesco, com um toque de John Waters, Harmony Korine, David Walliams e Matt Lucas.

The Greasy Strangler estreou no Sundance Film Festival em 22 de janeiro de 2016 e foi lançado em 7 de outubro de 2016, pela FilmRise.

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Iam Godoy

Iam Godoy

Escritor, colunista, fotógrafo, libertino, subversivo e um porra-louca sem noção do perigo. Comanda desde 2013 o site Gore Boulevard, antro de clássicos e bagaceiras sangrentas.

Um comentário em “The Greasy Strangler (2016)

  • 19/02/2018 em 18:39
    Permalink

    Tsc, tsc, tsc…
    Fico com os dois pés atrás quando leio a crítica de um filme e me deparo com coisas como a pontuação que o filme teve no Rotten Tomatoes”, na Metacritic ou a opinião de um tal de Peter Bradshaw, crítico de cinema do jornal britânico The Guardian.
    Qual a importância disso aí?
    Fica parecendo que cê tá procurando um respaldo prá justificar o que você acha do filme, Iam. Foi mal, cara…

    Resposta

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