Limbo (2010)

Limbo
Original:Limbo
Ano:2010•País:Dinamarca
Desenvolvedora:Playdead•Distribuidora: Microsoft Game Studios e Playdead

Numa era em que os chamados jogos AAA (de grande orçamento) passaram a dominar o mercado e chamar a atenção do grande público e sites de notícias, um movimento criado por produtoras independentes começou a fazer a diferença em meados de 2010 ao lançar jogos indies utilizando recursos clássicos, mas de forma reinventada. E Limbo é uma das pequenas obras primas desse interessante período.

A premissa de Limbo é bastante simples. Você controla um garotinho por um cenário cinza e sombrio que precisa fugir de ameaças humanas e inumanas sem cessar. Sim, é só isso. É a sua imaginação a responsável por desenhar o que está acontecendo ali. Será esse um mundo pós-apocalíptico? O que são as aranhas gigantes? Por que os outros humanos desejam nos matar? Tudo isso é você quem terá que dar as próprias respostas ao longo do jogo.

Limbo é um jogo de plataforma em 2D com uma sensação de angústia que permeará toda a sua jornada. Seu personagem não pode ficar parado. As cores daquele mundo, seus sons, suas ameaças… Tudo gera um clima de urgência frenética e por isso a única opção é ir em frente independente dos perigos.

Com pluzzes e desafios incontáveis, Limbo a priori parece fácil, mas à medida que vamos avançando, as coisas no jogo vão ficando muito difíceis. Do simples ato de apertar um botão no momento certo no início da jornada, passamos a complexa missão de entender toda a física do jogo para avançarmos de um ponto que parece impossível, tornando o jogo bastante desafiador, com alguns pontos que chegam a ser frustrantes.

E o mundo de Limbo é de notável sofrimento. Ao longo do jogo, você encontrará crianças mortas pelo caminho e outras que querem lhe matar. As máquinas desse estranho universo também não estão ali à toa também. São invenções poderosas, mas abandonadas, que parecem se alimentar do sofrimento do personagem que precisa ultrapassá-las, além de um parasita capaz de controlar nossos movimentos e causar verdadeiro ódio nos jogadores.

E ainda tem as mortes. Por mais que seja triste ver nosso sofrido personagem morrendo, temos que admitir que cada uma delas é um show visual a parte. Mesmo num jogo preto e branco, as mortes são bem desenhadas, cada uma a sua maneira, sem economia em decapitações, membros quebrando, ou tripas aparecendo após esmagamentos.

Talvez o maior medo que Limbo seja capaz de transmitir ao seu jogador seja o da solidão constante. Aos poucos, torcemos muito por nosso personagem. Queremos que ele saia dali, encontre um refúgio, simplesmente tenha paz.

O tempo de duração de Limbo, seus irritantes pluzzes finais e seu desfecho são de longe os pontos mais dignos de crítica do jogo. A obra é curta e seu final bastante controverso ao nos dar o mesmo número de respostas dadas ao longo do jogo: zero. Mesmo repleto de poesia, seu final beira a melancolia. E acreditem, depois de tanto sofrimento, queríamos algo realmente palpável para nosso herói.

Limbo está disponível para Xbox 360, Xbox One, PlayStation 3, Playstation 4, Xbox One, PC, PlayStation Vita, iOS, OnLive e Android. A análise foi feita em um Playstation 4.

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Samuel Bryan

Samuel Bryan

Jornalista, acreano, tão fã de filmes, games, livros e HQs de terror, que se não fosse ateu, teria sérios problemas com o ocultismo. Contato: games@bocadoinferno.com.br

2 comentários em “Limbo (2010)

  • 12/02/2017 em 10:02
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    Um dos meus jogos preferidos.. mto conceitual..

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  • 12/02/2017 em 10:00
    Permalink

    Um dos meus jogos preferidos.. mto conceitual.. mto foda

    Resposta

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