Listas

10 Slasher Movies que Valem a Pena

Excluindo títulos óbvios, como Halloween, Pânico e Sexta-feira 13

ACAMPAMENTO SINISTRO (Sleepaway Camp 2: Unhappy Campers, 1988, EUA)
Direção: Michael A. Simpson. Com Pamela Springsteen, Renee Estevez e Walter Gottell
Este filme na verdade é o segundo da série, mas foi lançado no Brasil como se fosse o primeiro. Considerando o nível das cópias de Sexta-feira 13, aqui está uma que realmente diverte. Angela (Pamela, que é irmã do músico Bruce Springsteen) é uma monitora de acampamento de férias e também psicopata, que extermina brutalmente todos os jovens que não são “bonzinhos“, ou seja, os que fazem sexo, brigam, falam palavrões e usam drogas. Isso quer dizer metade do elenco, obviamente. Apenas uma série de mortes criativas e sangrentas, mas com bom ritmo e as tradicionais tiradas divertidas da assassina, à la Freddy Krueger. O ótimo filme original permanece inédito no país e a terceira parte (lançada aqui como Acampamento Sinistro 2) é muito ruim.
POR QUE VER: pela cena onde Angela enfia uma garota invejosa e patricinha dentro de uma privada repleta de bosta e sanguessugas, fazendo com que ela afunde na imundície a pauladas!

CHAMAS DA MORTE (The Burning, 1981, EUA)
Direção: Tony Maylam. Com Brian Matthews, Leah Ayres e Holly Hunter
Cropsy, um sádico monitor de acampamento de férias (lógico), fica horrivelmente queimado após sacanagem aprontada por alguns garotos. Ele passa um tempo no hospital e, quando tem alta, revela-se um psicopata em busca de vingança, que volta ao acampamento para esquartejar adolescentes usando uma enorme tesoura de jardineiro. Um dos mais interessantes “slasher movies” do período, com todos os clichês da época (casais indo transar no mato, o assassino saindo da água para atacar jovens num barco). Mas ainda assim consegue manter o suspense e tem uma dose tão grande de sangue que consegue ser mais ainda mais violento do que o primeiro Sexta-feira 13, feito no ano anterior.
POR QUE VER: pela excelente maquiagem de Tom Savini, que nos entrega sangrentas cenas de pescoços cortados e dedos decepados a tesouradas.

MANSÃO DA MORTE (Sorority House Massacre, 1987, EUA)
Direção: Carol Frank. Com Angela O´Neill, Wendy Martel e Nicole Rio
A distribuidora nacional não sabia o que era uma “sorority house” (casa de fraternidade) e tascou o ridículo título em português. Esta é a mais vergonhosa cópia de Halloween já feita, e produzida pelo mestre da picaretagem Roger Corman. Beth é uma garota que sobreviveu ao massacre da sua família, mas não lembra do fato traumático. Enquanto isso, seu irmão psicopata, John, está trancafiado num hospício, pensando em completar a chacina total dos parentes (Michael Myers, alguém?). Quando Angela entra para uma fraternidade feminina, John escapa, pega um facão e prepara-se para liquidar um monte de garotas peitudas vestidas apenas de calcinha e sutiã. É só isso. E por isso mesmo é divertido!
POR QUE VER: porque o filme tem tantos clichês do gênero “slasher” que chega a ser divertido, mas conta também com boas cenas de pesadelos da personagem principal.

O MASSACRE (Slumber Party Massacre, 1982, EUA)
Direção: Amy Holden Jones. Com Michelle Michaels, Robin Stille e Michael Villella
A essência dos slasher movies se encontra nesse filme, também produzido por Corman: começa com um close em um jornal dizendo que um perigoso serial killer fugiu do hospício. Sem perder tempo, e sem maiores explicações ou apresentações dos personagens, o tal matador aparece armado com uma furadeira e passa a sistematicamente matar garotas depois de elas tomarem banho, fazerem sexo ou fumarem maconha. História tola, mas com tantas cenas de violência e sangue – e ao mesmo tempo uma curiosa metáfora para a entrada na vida adulta – que não tem como não gostar. Toda a equipe técnica principal (direção, roteiro) é feminina.
POR QUE VER: pela cena onde as meninas abrem a porta da frente de casa e encontram o entregador de pizza com os olhos furados pelo assassino.

MANIAC (Maniac, 1980, EUA)
Direção: William Lustig. Com Joe Spinell, Caroline Munro e Kelly Piper
Frank Zito é um gordo escroto que leva uma vida medíocre e solitária, rodeado de manequins. Para compensar, sai pelas ruas à noite matando e esquartejando belas mulheres, cujo cabelo arranca para adornar seus manequins. Uma modelo (a belíssima Caroline Munro) é seu próximo alvo. Filme extremamente simplório e sensacionalista, estrelado por um personagem impossível de simpatizar, e tentando contar a história do ponto de vista de um assassino louco. É extremamente violento, num tipo de produção realista que dificilmente seria feita nos dias de hoje. Efeitos especiais de Tom Savini, que faz uma ponta.
POR QUE VER: só pela cena onde o malucão explode a cabeça de um mané (o próprio Savini) com uma espingarda, em momento tão graficamente detalhado quanto a famosa cena de cabeça explodindo em Scanners.

Tom Savini

A NOITE DAS BRINCADEIRAS MORTAIS (April Fool´s Day, 1986, EUA)
Direção: Fred Walton. Com Deborah Foreman, Ken Olandt e Amy Steel
Garota reúne seus colegas de universidade numa ilha, onde um assassino psicopata passa a exterminá-los um a um, durante o dia 1º de abril (o famoso “Dia da Mentira“). A distribuidora nacional achou melhor não traduzir o título para “Dia 1º de Abril” ou “Dia da Mentira“, estampando a bobagem relativa a “brincadeiras mortais“. Acontece que o fato da história se passar num 1º de abril tem extrema importância na surpreendente revelação final, que pode ser chocante para alguns espectadores, idiota para outros. Na média dos “slasher movies“, este diverte pela química entre os atores, que realmente parecem amigos festejando. Também tem boas cenas de suspense, sem exagerar na violência.
POR QUE VER: pela cena onde uma mocinha cai em um velho poço e pedaços de cadáveres começam a boiar ao seu redor.

O PÁSSARO SANGRENTO (Aquarius, 1987, Itália)
Direção: Michele Soavi. Com David Brandon, Barbara Cupisti e Giovanni Lombardo Radicci
Precisou aparecer um cineasta italiano (no caso, o talentoso Soavi, em seu filme de estreia) para dar uma aula aos americanos de como se faz um verdadeiro “slasher movie“, sem apelar para garotas peitudas ou acampamentos de férias. Uma companhia de teatro ensaia peça sobre os assassinatos de um famoso psicopata chamado Irving Wallace, que usa uma máscara de coruja, num velho teatro trancado. O que eles não sabem é que o verdadeiro serial killer infiltrou-se no grupo, passando a matá-los com machados, picaretas, brocas, serras elétricas e por aí vai. Cenas de extrema violência são acessórias do suspense e da divertida mistura entre realidade e ficção, com um final macabro onde a única sobrevivente sofre o pão que o diabo amassou. Um dos melhores “slasher movies” já realizados, dá até vergonha de gostar de Sexta-feira 13.
POR QUE VER: pela cena onde o personagem mais arrogante do filme tem seu braço cortado com uma serra elétrica e depois a cabeça decepada por uma machadada.

PSYCHOCOP: NINGUÉM ESTÁ EM SEGURANÇA (Psychocop, 1988, EUA)
Direção: Wallace Potts. Com Robert R. Shafer, Jeff Qualle e Palmer Lee Todd
OK, OK, este é mais um filme classe B sem grandes novidades. O vilão é um policial satânico (???) que vendeu a alma ao demônio e sai matando pessoas pelas ruas. Ele persegue obsessivamente um grupo de jovens que investiu em ações da bolsa (argh!) e faturou alto, resolvendo comemorar com um final de semana numa casa de campo. Tirando o personagem do policial, é um “slasher movie” como todos os outros, com mortes a facadas e machadadas, um vilão implacável que nunca morre e perseguições na floresta. Vale justamente pelos excessos e pelas piadinhas feitas pelo policial assassino. Mas o clima demoníaco, com música “satânica“, também agradará aos fãs.
POR QUE VER: pela cena onde um mané, ao ver o policial doidão com um machado nas mãos, diz: “Não pode ser verdade“, e o assassino devolve: “Mas é!” antes de enfiar-lhe o machado na cabeça!

DIA DOS NAMORADOS MACABRO (My Bloody Valentine, 1981, Canadá)
Direção: George Mihalka. Com Paul Kelman, Lori Hallier e Neil Affleck
Mais uma data comemorativa vira pretexto para a matança: depois de sexta-feira 13, dia das bruxas, 1º de abril, Natal, ano novo e Páscoa, agora o assassino ataca no dia dos namorados. Em uma pequena cidade que vive da exploração de uma mina, festas de dia dos namorados estão proibidas depois que um psicopata andou matando pessoas e enviando seus corações em caixas de bombons. É claro que os jovens da geração atual (ou seja, dos anos 80) não acreditam na lenda e resolvem fazer sua festinha, onde serão atacados pelo assassino – um minerador louco, armado com uma picareta. Infelizmente, a cópia em VHS lançada no Brasil está com vários cortes… Mas o filme é razoável, apesar de certa lentidão no desenvolvimento da história.
POR QUE VER: pela cena onde um grupo de sobreviventes está escalando uma enorme escada e o assassino atira, de lá de cima, uma das vítimas, amarrada a uma corda pelo pescoço.

O MUTILADOR (The Mutilator, 1985, EUA)
Direção: Buddy Cooper. Com Matt Mitler, Ruth Martinez e Bill Hitchcock
Aqui está um filme que quase chegou lá, com um clima sádico e mortes realmente sangrentas. O problema é que a história é ridícula e, sinceramente, não há qualquer desenvolvimento ou roteiro (os personagens apenas caminham de um lado para o outro e são mortos eventualmente). Ou seja, é um filme que vale unicamente pelo sangue e gore (lembrando os Sexta-feira 13 da vida). A “trama” já entrega de cara o assassino, pai de um dos personagens, cuja esposa foi morta acidentalmente pelo filho. Anos depois, o garoto, já crescido, convida os amigos para passar o fim de semana em sua casa de praia, onde todos serão mortos pelo “mutilador“. O excesso de sangue compensa a ausência de suspense, mas não há como perdoar as situações triviais – personagens entrando em lugares escuros, indo checar sozinhos os barulhos estranhos, etc.
POR QUE VER: podia ser pela cena onde um rapaz é eviscerado por um motor de barco, mas eu não podia deixar de citar a magnificamente sádica e sangrenta cena onde o mutilador enfia um gigantesco gancho de pesca na vagina de uma garota e torce o ferro, fazendo jorrar um rio de sangue!!!

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4 Comentários

  1. FREDERICO PERAZZINI

    PyschoCop passava no saudoso cine trash as tardes da band. Tinha 13 anos, saudades dessa época! ja deixava meu cigarro e papel higiênico preparados para os filmes rsrsrs.

  2. Daniel

    O que Psychocop e Maniac tem incomum são duas porcarias que passaram na Band tipo quele filme que se o cara esta sem sono acaba ficando ao ver esses filmes e a coisas mais imbecis em Psychocop pentagramas e rituais que o policial faz como se aquilo chocasse que nada imbecilidade so faltou o diretor colocar uma camisa da banda slayer no corpo do policial pra completar e no Maniac parece idêntico ao Mansão da morte acho que os diretores desses filmes tem trauma de mulheres e só colocaram a mulherada para ser vitima quanto ao acampamento sinistro deixa pra la agora o Resto matou a pau O Pássaro de 1987 tem muitas diferenças o Assassino parece mais esperto e a historia chama muito a atenção fico até triste que não existe versão dublada desse filme e A Noite das Brincadeiras Mortais se eu não me engano tem duas versões deste filme que se eu não me engano uma passou na Globo outra No Sbt bom demais!!!! Jason,Scanners,Chamas Da Morte e O massacre serão filmes que estarão sempre na memoria para serem assistidos novamente!!!

  3. Otima lista, amo filmes slashers, faz uma lista com os melhores slashers atuais!!!

  4. Anselmo Luiz

    Só filme filmaço desse citados nunca consegui achar um exemplar em VHS de Passaro Sangrento e esse PsychoCop – Ninguem está em Segurança , nunca assisti á ambos os filmes, o resto desse lista está perfeito todos outros eu assisti nos bons tempos da locadoras ou ate na TV Aberta e á grande maioria desse filmes desta lista ,eu possuo um exemplar deles em VHS.

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