Críticas, Literatura

Labirinto (2016)

A novelização do filme de Jim Henson em mais uma edição primorosa da DarkSide Books

Labirinto
Original:Labyrinth
Ano:2016•País:EUA
Autor:A.C.H. Smith •Editora: DarkSide Books

Mesmo quem não cresceu com os Muppets ou Vila Sésamo deve conhecer Jim Henson. Seus bonecos fazem parte da cultura pop desde a década de 1950, e suas criações permaneceram mesmo após a morte prematura de seu criador, em 1990. Em 1986, Henson se uniu ao roteirista Terry Jones, do Monty Python, e a George Lucas, aqui como produtor, para dirigir Labirinto, filme de fantasia estrelado por uma jovem Jennifer Connelly e por David Bowie no marcante papel de Jareth, o Rei dos Duendes. O filme ganhou uma novelização por A. C. H. Smith e, em agosto deste ano, quando o longa completou 30 anos, a obra finalmente chegou às livrarias brasileiras pela DarkSide Books.

Labirinto pode ser considerado a versão de Jim Henson de Alice no País das Maravilhas e O Mágico de Oz. Mais sombrio que os outros trabalhos do diretor, o filme – e o livro – acompanham Sarah, uma adolescente mimada de 15 anos que é incumbida por seu pai e sua madrasta de cuidar de Toby, seu irmão mais novo. Irritada com a tarefa e com o choro do bebê, a garota pede ao Rei dos Duendes que leve o menino embora, e, para sua surpresa, é atendida. Imediatamente ela se arrepende, e é desafiada por Jareth a buscar o bebê em seu castelo. O problema é que, para chegar lá, ela deve passar por um extenso labirinto, e terá treze horas para conseguir. Se não o fizer, Toby será transformado em duende e viverá para sempre no reino de Jareth.

Em sua jornada, Sarah encontra as mais variadas criaturas: desde uma minhoca que lhe “ajuda” a seguir na direção certa, até os loucos Foguentos e suas cabeças voadoras. Algumas dessas criaturas acabam se tornando amigas de Sarah e a ajudam no caminho até o castelo: o covarde, porém fiel, Hoggle, o simpático monstro Ludo e o corajoso Sir Didimus. Em cenários mutáveis, em que transformações acontecem a cada esquina, encontramos o tema principal de Labirinto: amadurecer e aprender a deixar o passado para trás. Se Sarah começa o livro como uma menina egoísta e mimada, no fim da jornada ela se mostra uma jovem a caminho da vida adulta ciente de suas responsabilidades.

Como novelização, o trabalho de A. C. H. Smith é certeiro. Há poucas diferenças entre o livro e o filme, e as que existem servem para detalhar algumas passagens, como a relação de Sarah com sua mãe, o caminho até a entrada do labirinto e o baile de máscaras. O filme também é marcado pela música, com cenas que incluem clássicos como Magic Dance e As the World Falls Down, compostas pelo próprio Bowie. As músicas não foram incluídas na novelização, mas a leitura acompanhada pela trilha sonora incrementa a experiência.

Por fim, a edição de Labirinto da DarkSide Books é um chamativo à parte, a começar pela capa, que imita o livro que Sarah usa para ensaiar suas falas no início do filme. Além disso, o livro traz ilustrações inéditas de Brian Froud, que desenhou as criaturas transformadas em bonecos por Henson, e cinquenta páginas do Diário de Criação do idealizador, com anotações de ideias para cenários, nomes, aparência dos personagens e mais. Labirinto é um livro obrigatório para fãs de Henson e de fantasia.

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Silvana Perez

Silvana Perez

Escolheu alguns caminhos errados e acabou vindo parar na Boca do Inferno. Contato: [email protected]

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