Críticas, Televisão

O Exorcista (2016): Chapter Ten: Three Rooms

Referências, sedução demoníaca, uma Regan possuída e exorcismos pirotécnicos provam que os realizadores quiseram dar ao público o que ele queria ver.

O Exorcista (2016): Chapter Ten: Three Rooms

O Exorcista
Original:The Exorcist
Ano:2016•País:EUA
Direção:Jason Ensler
Roteiro:Jeremy Slater
Produção:
Elenco:Alfonso Herrera, Ben Daniels, Hannah Kasulka, Brianne Howey, Kurt Egyiawan, Alan Ruck, Geena Davis, Camille Guaty, Francis Guinan, Matthew Velasquez, Melissa Russell

Vamos dar a eles o que eles querem.“, disse Casey (Hannah Kasulka) em seu último exorcismo, pouco antes de virar o pescoço ameaçando quebrá-lo. Angela/Regan (Geena Davis) fez então o pedido que o público de casa aguardava ansiosamente, abrindo as portas para que Pazuzu (Robert Emmet Lunney) entrasse em seu corpo. Assim foi a série O Exorcista, que desde seu primeiro capítulo insinuava ao espectador de que teríamos grandes referências ao filme clássico. E elas vieram em um número grandioso. Faltava apenas, realmente, a volta do demônio à velha casa, em uma possessão próxima da chamada “integração“, quando a alma do hospedeiro se perde para sempre.

Para facilitar o entendimento sobre a ocupação sobre a carcaça, o recurso utilizado foi simbolizá-lo como um universo paralelo, onde Regan tentava manter uma porta fechada, enquanto era seduzida por Pazuzu, em sua forma original. Essa luta interna rivalizou com a do padre Tomás (Alfonso Herrera), enquanto a possuída esperava o momento certo de finalizar seu corpo. Finalmente foi revelado quem seria “o exorcista” do título, surpreendendo quem imaginava que poderia ser Marcus (Ben Daniels), um padre mais experiente e sem tantas falhas. A pirotecnia do exorcismo foi bem realizada, embora tenha um impacto inferior ao realizado no filme original, talvez pela necessidade do uso de efeitos digitais, sem a grande atuação de Ellen Burstyn, Max von Sydow, Jason Miller e Linda Blair.

Enquanto a batalha épica acontecia na residência da família, Marcus, preso a uma cadeira juntamente com o guerreiro Bennett (Kurt Egyiawan), sob a assistência de
Maria Walters (Kirsten Fitzgerald), aguardava o demônio que iria possuir um dos dois. Com a lábia afiada, ele consegue convencer Maria de que aquele era seu momento, fazendo uma belíssima comparação com Renfield, de Drácula, aquele que ajudava para depois ser descartado como uma ferramenta. É ela quem recebe a entidade demoníaca, ao passo que resta a Marcus evitar que o Papa seja alvo de um atentado.

O atentado não foi muito bem realizado. Embora houvesse uma tentativa de torná-lo grandioso, a presença de um padre trópego – e que havia sido excomungado – é a prova de que qualquer um poderia ter agido contra a Santidade. Poderiam ter se espelhado na série 11.22.63, dando ao episódio um momento mais tenso e realista.

Assim, apesar da baixa audiência, a série O Exorcista chega ao seu final com um ar de minissérie. Enquanto surgem abaixo-assinados pedindo para que seja noticiada uma segunda temporada (precisa?), uma análise do resultado final é bem positiva. Referências, sedução demoníaca, sangue em profusão e exorcismos trouxeram bons momentos para os dez capítulos, bem dirigidos e com roteiros bem afinados, provando que os realizadores se preocuparam em dar ao público o que ele queria ver.

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16 Comentários

  1. William

    A série me surpreendeu positivamente, pude notar que a cada episódio a história foi se desenrolando e a tensão aumentando. No inicio como muitos desconfiava de algumas atuações que se superaram com o passar da história. Acho que podemos ter um gancho para uma segunda temporada, acho que seria muito legal ver o treinamento de um exorcista, saber um pouco mais da história e mítica por trás de tudo isso!

  2. Matheus F

    Gostei da série, respeita o original de 1973 fazendo referências e homenagens mas sem pretensão de se igualar ao mesmo. As atuações são no geral boas, em especial de Geena Davis, que se prestarem atenção SPOILER , lembrar até alguns momentos da Regan, como a risada que ela dá depois que o padre Merrin é encontrado morto.

    A série serve como uma continuação do filme clássico, funcionando bem melhor que os filmes que foram feitos depois do de 1973. Recomendo para verem a série sem ficar comparando com o filme pois nunca foi o objetivo da série se igualar ao mesmo.

    Achei o último episodio mediano pois tava na expectativa de ver a Angela Rance apodrecendo que nem no filme original mas paciência, foi bom mesmo assim.

  3. Thirteen

    Assisti e gostei do capítulo, mas dava para perceber que algo estava errado. Pois se analisarmos a conduta dos dois padres, um é adultero e o outro ” aparentemente ” é homossexual, no caso condutas condenadas pela Igreja Católica. Agora, vamos aguardar os dois próximos capítulos para ver o que o futuro reserva …

    • joao henrique da silveira monteiro

      Me supreendeu positivamente a série, não vejo necessidade de uma nova temporada. Melhor série de terror dos últimos anos, desde a a segunda temporada AHS.

  4. Ueslei Pinheiro

    Comecei a acompanhar a série desde semana passada, e por conta das reviews do Boca, no qual sou fã assíduo do site.
    Sou admirador do filme Exorcista, e estou gostando muito da série de relacionar com o filme. Explicando alguns fatos fora não explicados no filme. Gostaria muito que a série continuasse em uma nova temporada. Porém minha dúvida é: É o Pazuzu que está na garota?

    • jason

      Com certeza é nosos Pazuzu sim rsrsrs

  5. Bruno

    Como um fã do longa de 1973, fiquei empolgado em assistir à série homônima. Esperava encontrar uma história independente, mas com algumas referências ao filme, como por exemplo citarem o caso de possessão em Georgetown. Enfim, estava acreditando que os autores fossem capazes de produzir algo por si sós. Infelizmente, no capítulo 5 tive a ingrata surpresa de trazerem o longa para dentro da série. Não que eu não goste do longa – longe disso – mas reafirmo: gostaria de algo mais independente. Angela ser a Reagan com o nome mudado? Forçaram, não foi? Tenho medo que isso se torne um “O Exorcita II – O Herege” e “O Exorcista III”.

  6. joao henrique da silveira monteiro

    Começei assistindo com o pé atrás, mas a série está me supreendendo com o desenvolvimento dos personagens. So achei o ator do Padre Thomas meio fraco. Espero ver o que vai acontecer.

    • Eduardo Chiesa Abreu

      Concordo, caro amigo! O desenvolvimento dos personagens estão muito bem encaixados no roteiro. O padre Thomas precisa de algo a mais… Mas o papel de “padre do pecado” está se tornando cada vez mais interessante! Tomara que sejamos agraciados por episódios mais intensos e um roteiro ainda mais surpreendente! Um abraço.

  7. Vitor Marcelo

    acabei vendo alguns episódios porque passa antes do THE STRAIN, alguns efeitos feitos em computador me incomodam um pouco , porem o elenco é muito bom e carismático o que torna o clima mais pesado pelo drama e sofrimento dos personagens!

  8. Yuri Camargo

    Tente mostrar o filme original pra um moleque de 12 anos, se ele não dormir ou se distrair com o celular, vai rir da nossa cara… os tempos são outros, eu acho impossível levar uma série com o “timing” do filme original… é preciso prender o telespectador a cada episodio e pra gente é amor, mas para os produtores é dinheiro.

    Por enquanto a série está bem honesta, desenrolando mais uns 2 ou 3 capítulos já da pra perceber se vale a pena continuar…

  9. Como fã do original, achei horrível esse piloto. O charme de ”O Exorcista” era ir trabalhando a possessão aos poucos, sem pressa, e aqui, como já era de se esperar, vemos logo de cara um exorcismo cheio de CGI, uma garota se retorcendo num sótão (mais clichê impossível), e outras coisas desnecessárias, como os sonhos do padre Tomas. Não acho que essa séria merecia levar o título e a trilha do original, afinal mesmo tratando do mesmo tema, não se passa no mesmo universo, e nem parece ter o mesmo demônio atuando nas possessões. Acho que pelo menos os simbolismos do original podiam aparecer aqui, como aquela correntinha de São José… Da de ver de cara que vai ser um desastre, como foi Scream. To vendo que o padre Tomas logo vai se transformar num Constantine, lutando com demõnios de CGI…

  10. José Cláudio Carvalho reis

    O que realmente me incomodou, foi a forma apressada com que os acontecimentos sucedem. Padre Tomas se convence das ações demoníacas sem nenhuma prova contundente – o mesmo pode ser dito sobre a mãe das garotas. O desenvolvimento podia ser mais paulatino. Ainda assim, vou acompanhar. Minha curiosidade é se haverá algum diálogo com a história da Regan.

    • Bruno

      José Cláudio, isso também me incomodou bastante. A resposta do padre para o exorcismo foi mais rápida do que no filme!

  11. Ricardo

    Acho que se compararmos com o RIP Damien e The Outcast, até que foi legal. Temos que levar em consideração que tem tanto filme de possessão hoje em dia que fica difícil criar algo novo (se bem que O Exorcista é o pai da grande maioria deles). Gostei da atuação dos dois padres. Vamos esperar mais uns capítulos pra ver!
    Só aproveitando o espaço… E sem relação com o assunto, assisti um filme quando beeeem mais novo (já sou quarentão), em que a classe rica faziam uns tipos de orgia, onde eles se fundiam, ficavam parecendo uma massa disforme, e depois separavam. Efeitos bem anos 80 mesmo. Vocês por acaso sabem o nome desse filme?

    • Agradeço os comentários, Ricardo! Também estou com “fé” (haha) que a série vai melhorar.

      O filme que você perguntou a respeito é A Sociedade dos Amigos do Diabo, de Brian Yuzna.

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