Críticas, Televisão

The 100 – 4ª Temporada (2017)

Um novo apocalipse se aproxima…, trazendo conflitos, mortes inesperadas e um enclave! The 100 continua se reinventando!

The 100 - 4ª Temporada
Original:The 100 - Season 4
Ano:2017•País:EUA
Direção:P.J. Pesce, Ed Fraiman, John F. Showalter, Mairzee Almas, Omar Madha
Roteiro:Heidi Cole McAdams, Kim Shumway, Justine Juel Gillmer, Charmaine De Grate, Lauren MuirJulie Benson, Shawna Benson, Aaron Ginsburg
Produção:Rasheed Newson, T.J. Brady, Kim Shumway, Wade McIntyre, Aaron Ginsburg
Elenco:Eliza Taylor, Paige Turco, Bob Morley, Marie Avgeropoulos, Henry Ian Cusick, Christopher Larkin, Lindsey Morgan, Richard Harmon

Dentre suas principais características, duas definiram a série The 100 ao longo das três primeiras temporadas: a capacidade de mudança narrativa e a ousadia de eliminar personagens considerados importantes. Aquela série que parecia um produto apenas adolescente e que traria seus conflitos de colégio como substanciais foi amadurecendo com o elenco, ao mesmo tempo em que alguns personagens tinham o destino traçado em mortes surpreendentes. A primeira temporada apostou na claustrofobia e na dificuldade de relacionamento dos jovens ao colocar 100 exemplares como cobaias de um teste de sobrevivência no Planeta Terra, pós sua destruição nuclear. Clarke (Eliza Taylor) e Bellamy Blake (Bob Morley), entre brigas por liderança em razões opostas, descobririam que há humanos sobreviventes no Planeta, agindo como selvagens na divisão por clãs.

Na segunda, descobriu-se uma instituição avançada que continha pessoas sobreviventes a partir de experiências e doações involuntárias. O Monte Weather se mantinha enclausurado na busca por uma medicina que pudesse proteger seus habitantes da radiação, sequestrando selvagens para a retirada de sangue e medula. Para a destruição desse espaço, foi necessária a ação ousada de Clarke, e o intermédio de líderes como Lexa (Alycia Debnam-Carey), nos combates e enfrentamentos. Enquanto acontecia essa luta pela sobrevivência, Thelonious Jaha (Isaiah Washington) e Murphy (Richard Harmon) partiam para um local utópico conhecido como Cidade das Luzes. Ele ativa um sistema avançado de tecnologia que permite, com a ingestão de uma cápsula, um estado de dormência e dominação, lembrando a franquia Matrix.

É esse domínio, ao estilo Invasores de Corpos, que regeu a terceira temporada. Enquanto Clarke se escondia na mata pelas mortes causadas, e ganhava o apelido de Wanheda, a inteligência artificial denominada A.L.I.E (Erica Cerra) tentava tomar conta da civilização humana, do “povo do Céu“, oriundo da Arca, com a proposta de se defender de outros ataques nucleares, consciente que o Homem é o único ser capaz de destruir a si mesmo. Quando boa parte de seus conhecidos já se encontravam hipnotizados, Clarke conseguiu desativar a chave que mantinha o computador ativo e libertou a todos. Assim, tem início a quarta temporada, com o episódio Echoes, dirigido por Dean White, estreando no dia primeiro de fevereiro.

Com o fim de A.L.I.E, todos despertam de seu estado de dormência e começam a colher frutos de suas ações desastrosas. As nações, principalmente a do Gelo, apontam o Povo do Céu como responsável pelas mortes, enquanto Clarke, Bellamy, a Dra. Abigail (Paige Turco), Kane (Henry Ian Cusick) e Octavia (Marie Avgeropoulos) tentam manter estabelecida a união dos clãs, precisando salvar o ferido rei Roan (Zach McGowan) da morte. A paz é temporariamente estabelecida, mas não resolve o principal problema da temporada e que trará conflitos internos: ao desativar a inteligência artificial, Clarke destruiu o sistema de proteção e o Planeta sofrerá outro ataque nuclear em até seis meses.

Raven (Lindsey Morgan) descobre que o problema é ainda maior, e que a Terra tem menos de dois meses de vida, antes de ser atingida por uma onda radioativa destruidora. Embora ela e Monty (Christopher Larkin) tentem criar um abrigo a partir da nave que deu nome à cidade de Arkadia, por outro lado Jasper (Devon Bostick) está em vias de se suicidar, e pensa em aproveitar os últimos dias de vida, vivendo intensamente. Quando os últimos remanescentes do Povo do Barco morrem de radiação, Luna (Nadia Hilker) demonstra que seu Sangue da Noite é capaz de resistir ao problema, surgindo uma possibilidade de transfusão de medula, mas seria preciso fazer testes e ainda contar com o apoio da guerreira.

Essa busca os conduzirá até a base da Cidade das Luzes, onde terão problemas com os Drones de defesa, ao passo que Roan acaba sendo convencido por Emory (Luisa D’Oliveira) a tomar Arkadia para seu povo. São essas constantes situações de guerra que mantém a força da temporada. E também instiga com mistérios como a procura por um abrigo capaz de habitar 1200 pessoas, a partir das inscrições “das cinzas ele irá ressurgir.” Sem ter como decidir quem ocupará o espaço, Clarke elabora uma lista com 100 pessoas do Povo do Céu, o que gera mais tensão e conflitos na luta pela sobrevivência. Roan e Indra (Adina Porter) despertam um enclave entre guerreiros das doze nações num confronto que lembra bastante Jogos Vorazes, a essência inicial da série The 100.

É claro que é preciso aceitar muitas das ideias desenvolvidas, como a facilidade de elaborar testes científicos e comandar foguetes; assim como a cura rápida a sintomas de radiação e até derrame – algo que já vinha desde a segunda temporada. A liberdade criativa é o que nos faz considerar divertido o modo como as pessoas resistem facilmente à chamada “chuva negra” ou “chuva radioativa“, sendo que o mínimo contato já seria suficiente para causar estragos internos. A boa direção, incluindo a do nome sempre presente P.J. Pesce, também contribuiu para que a série de Jason Rothenberg se mantenha com a qualidade que se espera, sem uma grande diferença entre as temporadas, como geralmente acontece. E há a promessa de novas mudanças narrativas para a quinta, a partir do epílogo, mantendo o nível de diversão e curiosidade.

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