Ringu x The Ring: Qual é o melhor Chamado?

Enquanto Ringu investe no medo em sua forma mais pura, a refilmagem americana, The Ring, usa trilha sonora sinistra, efeitos sonoros diversos, cortes rápidos e muitos efeitos especiais de todos os tipos na tentativa de assustar o espectador. Tem, também, muito mais ação e sustos do que o original, mas mesmo assim perde feio para o filme japonês, que continua mais assustador. Nesta página, o interessado em saber mais sobre os dois filmes vai descobrir que ambos têm muitas diferenças, embora mantenham os melhores detalhes do roteiro original. Mas não se atreva a continuar lendo caso ainda não tenha visto o filme original ou sua refilmagem. Não se esqueça: saber os detalhes sobre a história e seus segredos será frustrante na hora de assistir a esta obra-prima.

– O INÍCIO:

Os dois filmes começam idênticos, com uma dupla de amigas conversando sobre a lenda da fita amaldiçoada que supostamente mata todos que a assistem em sete dias. Uma delas (Tomoko no original, Katie na refilmagem) revela ter visto a fita e morre misteriosamente no final da cena. No filme original, isso é representado de forma criativa com um close no rosto da vítima com uma expressão de pavor, e a imagem ficando congelada até mudar para um tom de preto-e-branco. A refilmagem, obviamente, tenta assustar o espectador com um festival de cortes rápidos e cenas desconexas, dando o tom da morte sobrenatural. Em Ringu a jovem vítima não encontra poças de água pela casa, como acontece em The Ring, antecipando um detalhe que só seria revelado no final da história.

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– AS MOTIVAÇÕES:

A repórter que é a personagem central dos dois filmes (Reiko Asakawa no original e Rachel Keller na refilmagem) tem motivações distintas. Em Ringu, ela inicia o filme fazendo uma reportagem sobre uma lenda urbana que vem circulando pela cidade – justamente a história da fita amaldiçoada que mata seus espectadores após uma semana! Na refilmagem, Rachel só vai ouvir falar da existência desta fita no funeral de sua sobrinha Katie, quando escuta suas amigas falando sobre o assunto. Percebe-se que em The Ring a repórter é motivada apenas pelo lado pessoal de tentar descobrir como morreu a sobrinha, enquanto em Ringu Reiko também parece movida por uma curiosidade própria, levando em conta que ela já conhecia a história da fita e provavelmente pretendia descobrir, na prática, se a maldição era verdadeira – além de elucidar a misteriosa morte da sobrinha. E vai dizer que se eu lhe desse uma fita dizendo que era amaldiçoada você também não ficaria morrendo de curiosidade para saber o que ela contém, como a repórter em Ringu???

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– O FILHO:

O filho de Reiko/Rachel se chama Yoichi na versão original e Aidan na refilmagem. Enquanto em Ringu o menino demonstra ter o dom da clarividência (conversa com a prima Tomoko após sua morte, por exemplo), em The Ring Aidan é claramente paranormal: ele prevê a morte da prima Katie, conversa com a falecida, faz um desenho da casa onde Samara vivia, ajudando a mãe a encontrá-la, entre outras manifestações de poderes sobrenaturais. Infelizmente, a participação do menino é maior do que na versão original, o que deixa uma constrangedora cara de imitação de O Sexto Sentido na refilmagem. Sem falar que o ator que faz Aidan é muito fraco, limitando-se a aparecer sempre com os olhos esbugalhados.

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– OS JOVENS MORTOS:

Em Ringu, Reiko assiste a uma filmagem onde dois jovens mortos misteriosamente são retirados do interior de um carro, com horríveis expressões de pavor registradas em seus rostos. Em The Ring Rachel apenas lê reportagens sobre as mortes misteriosas, eliminando esta cena de impacto da versão japonesa.

– A FITA:

Reiko/Rachel assiste à fita amaldiçoada no chalé. As imagens são diferentes, mas muito mais perturbadoras na versão japonesa. A fita japonesa começa com um círculo misterioso (que, vai se descobrir mais tarde, é a visão de Sadako do interior do poço); passa para a tradicional imagem de uma mulher escovando os cabelos em frente ao espelho, observada por um vulto ao fundo; muda para estranhos caracteres chineses que se mexem por toda a tela formando a palavra erupção; passa para vultos de pessoas se arrastando ao contrário; muda para o close de um olho com um caractere chinês que significa Sada (Sadako); e mostra uma misteriosa figura, com um pano branco cobrindo seu rosto, apontando para o infinito, até concluir com a tradicional imagem de um poço em meio à floresta. As imagens do vídeo japonês podem ser vistas por qualquer corajoso que queria fazer o download, no seguinte endereço: aqui. Já a versão americana utiliza apenas alguns destes elementos: começa com um círculo luminoso (o poço onde Samara foi jogada) e mostra imagens de uma ilha, uma escada, uma árvore, a mulher escovando os cabelos, um dedo sendo cortado, uma caixa cheia de dedos decepados, vermes que se transformam em pessoas se arrastando, uma paisagem onde voa um mosca, uma mulher se jogando de um precipício, cavalos mortos na beira do mar e o tradicional poço em meio à floresta.

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– O CHAMADO:

Assim que a fita acaba, o telefone toca nos dois filmes. Reiko escuta apenas ruídos macabros em Ringu, mas tem a certeza de ter sido amaldiçoada, já que depois seu ex-marido Ryuji tira sua fotografia e descobre que a imagem de seu rosto está deformada, como havia acontecido com os jovens mortos antes. Já Rachel, em The Ring, atende ao telefone e ouve nitidamente uma voz macabra dizer: Sete dias. Enquanto a foto de Reiko foi feita com uma Polaroid, a de Rachel foi tirada em uma câmera digital (é a modernidade!).

– O HOMEM:

O ex-marido de Reiko/Rachel se chama Ryuji em Ringu e Noah em The Ring. Ryuji é professor universitário, e Noah um videomaker. A refilmagem demora mais de uma hora para esclarecer que Noah era marido de Rachel, enquanto esta informação aparece logo no começo de Ringu.

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– A PROVA:

Ryuji/Noah assistem à fita amaldiçoada e ajudam a ex-mulher na sua investigação sobre a origem das imagens. Em The Ring, logo após Noah assistir a fita, uma ligação não-atendida aparece na secretária eletrônica de Rachel. Até então, seu ex-marido duvida da maldição. Mas, ao entrar em uma loja de conveniência, vê seu rosto deformado nas imagens de uma câmera de vigilância – semelhante ao que acontece nas fotos tiradas de pessoas atingidas pela maldição. Noah então se convence de que tem uma semana de vida para resolver o mistério. Em Ringu, Ryuji inicialmente não se convence que a maldição realmente existe, pois o telefone não toca depois que ele vê a fita e nenhuma foto é feita do seu rosto para ver se ele apareceria, ou não, deformado. Mesmo no final do filme, quando falta pouco para o prazo de Reiko terminar, Ryuji diz: Se a maldição for verdadeira, você ainda tem algumas horas de vida, demonstrando que ainda não estava 100% convencido.

– O TELEFONEMA:

A ligação telefônica que recebem as pessoas que viram a fita amaldiçoada é um detalhe interessante que mostra bem a diferença entre as histórias do original e da refilmagem: em Ringu, o telefone só tocava no chalé construído sobre o poço onde Sadako estava sepultada, e onde Tomoko e seus amigos, assim como Reiko, assistiram à fita amaldiçoada. Este detalhe será de extrema importância na descoberta do mistério no final. Ryuji viu a fita na casa de Reiko, por isso o telefone não tocou – mas ele estava amaldiçoado mesmo assim! Em The Ring, o telefone tocaria em qualquer parte do planeta informando sua vítima de que tinha apenas sete dias de vida.

– A DESCOBERTA:

A própria Rachel examina as imagens misteriosas da fita em The Ring, enquanto em Ringu Reiko e Ryuji fazem o trabalho juntos. Na refilmagem, Rachel descobre que a chave do mistério está em uma ilha ao analisar uma cena cortada do quadro na fita. Em Ringu, Ryuji ouve sons misteriosos em um trecho da fita e consegue isolá-los, escutando uma profecia – Frolic in brine, goblins be thine – que é pronunciada em um estranho dialeto. O professor investiga e descobre que o dialeto é falado na ilha de Oshima. Ali existe um vulcão que entrou em erupção e, coincidentemente, os caracteres que aparecem nas imagens da fita maldita formam a palavra erupção.

– A VERDADE:

Em Ringu, o mistério da fita amaldiçoada envolve uma mulher com poderes paranormais chamada Shizuko Yamamura (a mulher que aparece escovando o cabelo nas imagens da fita), que teria vivido na ilha de Oshima nos anos 60, quando fez a previsão de que o vulcão da ilha iria entrar em erupção. A vidente, entretanto, cometeu suicídio, jogando-se na boca do vulcão. Reiko e Ryuji descobrem, mais tarde, que Shizuko tinha uma filha chamada Sadako, uma menina misteriosa com poderes destrutivos, capaz de matar pessoas simplesmente com o olhar. Em The Ring, a história por trás do mistério é outra: uma misteriosa peste ataca o Rancho Morgan, fazendo com que os cavalos fujam dos celeiros para se suicidar, atirando-se ao mar. Anna Morgan, a criadora dos cavalos, se suicida atirando-se de um precipício. Ela tinha uma filha, Samara, com os mesmos poderes destrutivos de Sadako, que foi a responsável pela matança dos cavalos. Samara chegou a ser internada em um manicômio porque nunca dormia.

– A VILÃ:

The Ring peca especialmente na caracterização de Samara. Enquanto em Ringu a misteriosa Sadako nunca fala uma palavra e nem mostra o rosto – só aparece de relance e com seus longos cabelos negros cobrindo o rosto -, na refilmagem o roteiro insiste em humanizar a grande vilã do filme: não só seu rosto aparece, como ela ainda tem vários diálogos, o que tira um pouco do horror do filme original. Afinal, Samara parece apenas uma menina igual a todas as outras, e não uma entidade diabólica, como a mostrada em Ringu.

O Chamado (2002) (1)

– A INVESTIGAÇÃO:

Reiko e Ryuji vão juntos à ilha de Oshima para investigar o mistério da fita, em Ringu. Na refilmagem, Rachel vai à ilha e Noah fica na cidade em busca de mais informações sobre Samara, a filha de Anna Morgan. Na balsa que leva a repórter para a ilha, um cavalo percebe a presença maligna de Samara (por meio da amaldiçoada Rachel) e se atira ao mar, morrendo, em uma interessante cena que não existia no filme original.

– OS PODERES DE RYUJI:

O ex-marido de Reiko tem poderes de clarividência no filme original, o que provavelmente não seria bem recebido pelo público ocidental – e a informação foi eliminada do roteiro da refilmagem. É por causa dos poderes do pai que o filho, Yoichi, também manifesta alguns dons semelhantes. Ryuji e Reiko descobrem a existência de Sadako por meio dos poderes do professor. Quando estão na ilha, Ryuji conversa com um morador do local e tem uma visão de Shizuko Yamamura sendo analisada por cientistas e jornalistas, demonstrando seus dons paranormais. Então, um dos jornalistas se levanta e começa a gritar que tudo é uma farsa, até cair fulminado, morto, com uma expressão de horror no rosto. Shizuko fica apavorada e grita, olhando para as cortinas: Sadako! Foi você que fez isso?, e então a misteriosa menina foge, com o rosto coberto pelos longos cabelos negros. Como o Noah em The Ring não tem poderes paranormais, no filme americano é a própria Rachel quem descobre sobre a existência de Samara e seus poderes falando com o marido de Anna Morgan, Richard, pouco antes de ele se suicidar entrando com cabos elétricos dentro da banheira. Esta cena não existe em Ringu.

– A APARIÇÃO:

Graças aos seus poderes paranormais, Ryuji enxerga um vulto de Sadako em uma das cenas de Ringu não aproveitadas na refilmagem. Ele está sentado em um parque, fazendo anotações, quando sente uma presença maléfica. A câmera então faz um plano do chão, onde surge um par de pés com sapatos de criança. Assustado, Ryuji não ergue os olhos para ver quem é. Quanto finalmente toma coragem de olhar, não enxerga mais ninguém. Trata-se de uma aparição de Sadako.

– O CRIME:

Um cientista que tinha relação amorosa com Shizuko Yamamura, o dr. Heihachiro Ikuma, foi o responsável pela morte de Sadako em Ringu. Ele dá uma paulada na cabeça da menina e joga para dentro do poço. Em The Ring, quem joga Samara no poço é sua própria mãe, Anna Morgan, que depois se suicida em arrependimento.

– O POÇO:

A forma como os heróis descobrem o poço onde Sadako/Samara foi jogada é diferente nas duas versões. Em Ringu, Reiko pede aos seus contatos para localizar qualquer informação a respeito do dr. Ikuma ou de Sadako (até então, ela não sabia que a menina estava morta). Como nada é encontrado, Reiko perde a esperança de resolver o mistério, até que começa a chorar bem ao lado do telefone… E quando conclui que a chave do mistério está no chalé em Izu, pois o telefonema informando que ela iria morrer só ocorreu ali (quando Ryuji viu a fita na sua casa, o telefone não tocou). Em The Ring, a solução está bem mais na cara: Rachel e Noah vão ao celeiro do Rancho Morgan e encontram um pequeno quartinho onde Samara era presa pelo pai Richard. De algum jeito que só acontece em filmes, Rachel descobre que há um desenho por trás do papel de parede original. Trata-se da imagem de uma árvore, e a repórter então se lembra que já viu aquela árvore antes, no chalé onde tinha assistido a fita amaldiçoada. Não parece uma solução muito forçada? Afinal, lembrar de uma árvore (alguém consegue realmente fazer isso?) apenas pelo desenho em uma parede exige uma memória realmente excelente!

Ringu (1998) (4)

– O CADÁVER:

A localização do corpo de Sadako/Samara no poço também é ligeiramente diferente nas duas versões: tão logo o casal de heróis encontra o poço, em Ringu é Ryuji quem desce, com cordas, até o fundo, descobrindo que Sadako fora jogada ali ainda com vida. Ele então começa a encher baldes de água na tentativa de esvaziar o poço. Depois, a própria Reiko desce ao fundo, quando encontra o corpo putrefato de Sadako. No filme americano, a situação é meio dura de engolir: Rachel e Noah estão na boca do poço tentando verificar sua altura quando a TV no chalé liga misteriosamente e escorrega para a frente, derrubando Rachel dentro do poço. Lá no fundo, ela encontra o corpo de Samara.

– O FINAL:

A conclusão é ligeiramente diferente entre as duas versões: em The Ring, quando Rachel descobre que basta fazer uma cópia da fita para escapar da maldição, ela leva o filho Aidan para copiar o VHS. Ele então pede: E o que vai acontecer com a pessoa que assistir esta fita?, e aí o filme encerra. Trata-se de um final pessimista, mas não mais do que o do filme japonês, que mostra uma conversa entre Reiko e o filho Yoichi, enquanto a repórter está viajando de carro para a casa de seu pai, com um videocassete ao lado, para fazer uma nova cópia da fita. A repórter explica que esta é a única forma de escapar da maldição, e o garoto responde: Então quer dizer que nunca vai ter fim?.

– OS RISCOS:

Detalhes presentes no roteiro de The Ring não existem em Ringu, como a insistência das pessoas amaldiçoadas pela fita em riscar rostos de fotos ou desenhos (isso acontece com Katie e com o filho de Rachel, Aidan), e também a fixação em ficar desenhando círculos.

– OS EFEITOS ESPECIAIS:

Como não poderia deixar de ser, The Ring tem mais efeitos especiais do que Ringu – afinal, além de ser um filme americano, ainda foi produzido pela Dreamworks, a empresa de Steven Spielberg! Em alguns casos, infelizmente, os efeitos estragam ótimas cenas, como segue:

Em Ringu, os personagens mortos exibiam realistas expressões de horror em seus rostos, encenadas pelos próprios atores, sem a ajuda de maquiagem ou efeitos digitais. Em The Ring, o rosto das vítimas ficou exageradamente deformado por efeitos especiais, estragando o impacto do original.

Rachel tem uma visão de Samara sentada em uma cadeira na sala de sua casa. Ela agarra o braço da repórter, deixando uma marca que queima sua carne. Trata-se de um delírio desnecessário, que não existe em Ringu, e parece uma tentativa frustrada de tentar assustar o público.

Quando Rachel encontra o corpo de Samara no fundo do poço, ele está intacto. Aos poucos, graças a efeitos digitais, vai se decompondo nos braços da repórter. Em Ringu, a cena tem muito mais impacto SEM efeitos digitais: Asakawa retira um vulto coberto por longos cabelos negros do fundo do poço. Ao afastar os cabelos, depara-se com o crânio descarnado de Sadako.

Em Ringu, quando Sadako sai da TV para matar Ryuji, seu rosto permanece coberto pelos longos cabelos negros. A única coisa que é mostrada é um close de seu olho direito, que é monstruoso e grotesco. Assim, o espectador fica imaginando quão horrível é o rosto de Sadako para literalmente matar suas vítimas de medo. Em The Ring, a câmera dá um close no rosto decomposto de Samara, estragando a hipótese do próprio espectador imaginar o demônio que se esconde por trás dos cabelos negros.

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Também são gratuitas as cenas de água saindo de dentro da TV, pouco antes dos ataques de Samara na refilmagem.

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Felipe M. Guerra

Felipe M. Guerra

Jornalista por profissão e Cineasta por paixão. Diretor da saga "Entrei em Pânico...", entre muitos outros. Escreve para o Blog Filmes para Doidos!

29 comentários em “Ringu x The Ring: Qual é o melhor Chamado?

  • 17/10/2020 em 23:17
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    Não vi nada demais em Ringu. Não me assustei com nada. Há uma superestimação desses filmes asiáticos. O único que realmente assusta, e até hoje nada o superou no gênero terror, foi Espíritos, de 2004. Este sim, é de gelar a espinha.

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  • 15/07/2020 em 19:20
    Permalink

    Concordo, também prefiro a versão japonesa, já que esta para mim possui uma melhor atmosfera de suspense. Também acrescento que a fita amaldiçoada de Ringu parece algo mais misterioso, vindo diretamente de uma creepypasta. Enquanto em The Ring, parece mais profissional.

    Resposta

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