Halloween – O Início (2007)

Qual versão é a pior?

Confira as diferenças entre as versões que Rob Zombie editou do seu remake de Halloween. São três no total: a primeira, chamada de Workprint, vazou na internet por volta de outubro de 2007, um mês antes do lançamento do filme nos cinemas. Zombie se baseou nas críticas massacrantes dos internautas para mudar uma série de coisas no filme antes de lançá-lo definitivamente. Por isso, a versão que chegou aos cinemas é radicalmente diferente, inclusive com um novo final. Mas o diretor, não-convencido, mudou tudo de novo para a Director’s Cut lançada mais tarde em DVD. Analise as versões e tente decidir qual é a pior.

WORKPRINT (disponível na internet, mas nunca lançada)

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  • Existe uma seqüência de créditos iniciais que foi retirada das outras duas versões: os nomes dos atores aparecem durante a cena em que Michael sai correndo da escola e antes do seu encontro com o valentão no bosque. Ao fundo escutamos mais diálogos entre o dr. Loomis e a sra. Myers.

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  • Uma cena entre Michael e sua mãe no manicômio explica porque o garoto ficou mudo. Ele diz para a mãe que quer sair do hospicio. Quando Deborah explica que isso não vai acontecer, o garoto responde: “Então não tenho mais nada a dizer“, e realmente não fala mais nada até o final do filme. A cena foi cortada nas outras versões.
  • A legenda “15 anos depois” é seguida do fragmento de uma reportagem de TV falando sobre a possibilidade de Michael Myers ser transferido para um outro sanatório, incluindo entrevistas com os doutores Walker (Udo Kier), Koplenson (Clint Howard) e Redgrave (Tom Towles), onde eles dizem que Michael deve passar o resto da vida trancado. Esta cena é seguida por uma reunião entre os três, com Michael algemado à sua frente, onde eles conversam sobre os poucos progressos do tratamento de Michael pelo dr. Loomis. O pedido de transferência do psicopata é negado por Walker. Esta cena, cortada nas outras versões, é seguida por aquela em que Loomis anuncia a Michael que não será mais seu psiquiatra.

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  • A fuga de Michael do sanatório é diferente das outras versões: dois enfermeiros levam uma paciente para estuprar na cela do psicopata. Quando um deles toca nas máscaras de papel-machê, Michael enlouquece, mata os dois e rouba as chaves que um deles tem no cinturão, saindo calmamente pelo corredor. Ele não mata mais ninguém no percurso, e, nesta versão, o enfermeiro Ismael Cruz escapa vivo.
  • Após a palestra do dr. Loomis sobre seu livro, há uma cena em que ele caminha pelo campus conversando com um fã de seu livro, quando ele recebe um telefonema do dr. Walker avisando sobre a fuga de Michael. Nas outras versões, Loomis está dormindo quando recebe o telefonema.

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    • Quando somos apresentados às três garotas de Haddonfield, uma cena adicional mostra Lynda vingando-se de uma colega de escola, jogando um copo de bebida no seu cabelo.

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    Halloween (2007) (42)

    • Ao contrário das versões anteriores, onde vemos apenas uma forma indefinida quando as três garotas encontram Michael na rua, a workprint tem takes mostrando o assassino já mascarado.
  • Outra cena cortada nas versões posteriores mostra Michael no cemitério, arrancando a lápide do túmulo de sua irmã, Judith.

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    • O dr. Loomis encontra o xerife Brackett num cemitério. O diálogo entre os dois é completamente diferente das outras versões: na Workprint, Brackett diz que comprou o livro de Loomis, mas ainda não o leu, e ambos conversam sobre o que está escrito na contracapa; na Director’s Cut, o xerife leu o livro e não gostou.

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    • A cena do ataque à família Strode é antecedida por takes de Michael atravessando a rua em direção à casa. Ao contrário das outras versões, nesta o pai adotivo de Laurie vê o assassino se aproximando, mas acredita que é alguém que vai lhe pedir “travessuras ou gostosuras” (trick or treat).
  • Bob Simms (Nick Mennell), o namorado de Lynda, é morto de maneira totalmente diferente nesta versão, quando vai pegar cerveja para a garota e encontra Michael escondido em sua van. Nas outras edições, Bob é morto da mesma forma que no original de 1978: cravado numa parede com um facão enterrado no peito.

  • Depois que Loomis atira em Michael na piscina, deixando-o “morto“, a cena dele caminhando até o carro de polícia com Laurie é mais longa, e serve para comprovar que o psiquiatra sente-se culpado por não ter conseguido ajudar o assassino quando pôde.

  • O final é completamente diferente. Zombie apelidou-o de “Sonny Corleone Ending“, em referência à cena de James Caan em O Poderoso Chefão. Depois que Michael puxa Laurie para fora do carro, Loomis consegue conversar com o assassino e acalmá-lo. Neste momento, chegam dezenas de policiais liderados pelo xerife Brackett (furioso, já que sua filha quase foi morta pelo assassino). Loomis pede que os policiais não atirem e convence Michael a soltar Laurie. O psicopata faz o que Loomis pede e larga a faca. Loomis diz: “Você fez a coisa certa!“. Neste momento, os policiais começam a atirar, fuzilando Michael à queima-roupa com uns 30 tiros. Loomis grita, mas é inútil: o assassino cai morto aos seus pés, num belo take filmado de cima, e então entra em off a gravação do primeiro encontro do psiquiatra com Michael ainda menino no sanatório. The end. É o tipo de final ridículo que tenta fazer o espectador ficar com pena do vilão, atrocidade anteriormente cometida por Zombie na conclusão de Rejeitados pelo Diabo.

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    THEATRICAL VERSION (lançada nos cinemas um mês após a Workprint, já com mudanças)

    • Em relação a Workprint, cerca de 10 minutos de diálogos foram cortados pelo diretor, comprometendo ainda mais a apresentação de alguns personagens. Alguns destes minutos seriam recuperados na Director’s Cut. Outros (como a participação estendida de Udo Kier) iriam direto para a seção de Cenas Deletadas do DVD.
  • Num dos encontros entre Michael e o dr. Loomis no sanatório, o psiquiatra explica ao garoto que o preto, cor preferida de Michael, não é exatamente uma cor. A cena não existia na workprint e também está na director’s cut.

  • A fuga de Michael é diferente das duas outras versões. Ele está sendo transferido para um presídio normal, algemado, por seis policiais armados (entre eles, BIll Moseley e Leslie Easterbrook, que não aparecem na Workprint e nem na Director’s Cut; Tom Towles, que interpretava um médico na Workprint, agora aparece como um dos policiais, já que suas cenas antigas foram cortadas nesta versão). Durante a transferência, Michael consegue se libertar das algemas e mata rapidamente os seis policiais usando as próprias mãos, e então escapa tranquilamente pela porta aberta.

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    • Logo após matar os policiais, Michael mata também seu “amigoIsmael Cruz, que chegava para o turno da noite. Após tentar afogá-lo sem sucesso, o assassino esmaga a cabeça do enfermeiro com um televisor.
  • A cena em que Sid Haig tenta localizar o túmulo de Judith Myers no cemitério de Haddonfield, acompanhado pelo dr. Loomis, foi filmada especialmente para esta versão e também está na Director’s Cut.

  • A morte de Bob Simms é diferente e segue o filme original, com o rapaz sendo “pregado” na parede por Michael.

  • O encontro do dr. Loomis com o xerife Brackett desta vez acontece numa lanchonete, e o policial reclama que o psiquiatra explorou uma história dramática da cidade para ganhar dinheiro (referindo-se ao livro que Loomis escreveu sobre o caso Michael Myers). Esta cena também foi usada na Director’s Cut.

  • A cena de Loomis comprando uma arma antes de ir atrás de Michael foi filmada para esta versão e também está na Director’s Cut. Ela foi gravada na mesma loja de armas em que George A. Romero filmou a “cena da loja de armas” de Despertar dos Mortos!!!

  • O xerife Brackett explica ao dr. Loomis como a caçula dos Myers foi adotada pelos Strode. Esta cena, que também está na Director’s Cut, corrige um erro grosseiro da Workprint, onde o xerife ia direto até a casa dos Strode sem explicar como sabia que Laurie era irmã de Michael.

  • Nada de “Sonny Corleone Ending” aqui: após retirar Laurie do carro, Michael arrasta a moça até a antiga casa dos Myers. O dr. Loomis implora que ele solte a garota, dizendo que é tudo culpa dele por não ter conseguido ajudá-lo quando era seu psiquiatra. Descontrolado, Michael mata Loomis esmagando seu crânio (NÃOOOOO!!! HERESIAAAAA!!!), e persegue Laurie pela casa. O jogo de gato e rato termina com Laurie pegando a arma do falecido Loomis e explodindo a cabeça do irmão com um tiro. The end.

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    • UNRATED DIRECTOR’S CUT (até agora, a versão definitiva lançada em DVD)

    • Esta versão resgata várias cenas da Workprint que haviam sido cortadas da Versão para o Cinema, como: a enfermeira provocando o jovem Michael antes de ser atacada por ele; Ismael Cruz apresentando um novo enfermeiro a Michael; o café-da-manhã de Laurie Strode com seus pais adotivos; e diversos diálogos entre a família Myers e entre Loomis e seu paciente no manicômio.
  • A fuga de Michael volta a ser a ridícula versão da Workprint, com os dois enfermeiros tarados estuprando a paciente na cela do assassino. A diferença é que, após pegar as chaves do cinturão de um dos enfermeiros, Michael ainda mata uma enfermeira e o “amigoIsmael Cruz, como já fazia na Versão para o Cinema, antes de se mandar do hospício.

  • Há mais cenas do “tratamento” de Michael por Loomis, inclusive usando cenas feitas com câmera amadora (supostamente pelo psiquiatra), enquanto Loomis explica, em off, a razão de Michael fazer e usar tantas máscaras.

  • Halloween (2007) (59)

    Halloween (2007) (60)

    • Uma cena da Workprint que havia sido cortada da Versão para o Cinema, em que Laurie volta da escola para casa e conversa com sua mãe enquanto ela monta a decoração de Halloween, é reutilizada de maneira mais longa, com mais diálogos entre as duas, tentando dar mais profundidade à personagem de Laurie.
  • Quando chega a noite de Halloween, entra uma tela preta com a legenda “Trick or Treat” (Travessuras ou Gosturas).

  • Há mais takes na cena de nudez de Lynda, momentos antes de ser morta por Michael.

  • O final novamente é diferente. Na essência, é o mesmo da Versão para o Cinema. Mas Loomis não morre após ter a cabeça esmagada pelo assassino (!!!). Seu corpo cai desfalecido, como na edição anterior. Porém, mais adiante, quando Michael persegue Laurie pela casa, há uma nova cena em que Loomis “acorda” e, ainda enfraquecido pela agressão, agarra o psicopata para que a garota consiga fugir. Michael então se solta e deixa Loomis para trás, vivo, e o personagem não aparece mais – mas presume-se que escapou com vida. Estes takes provavelmente foram incluídos na edição já pensando numa futura sequência com a volta do dr. Loomis, já que Malcolm McDowell assinou contrato para fazer três (!!!) filmes da série. Cruz-credo, desgraça pouca é bobagem!!!

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    Felipe M. Guerra

    Felipe M. Guerra

    Jornalista por profissão e Cineasta por paixão. Diretor da saga "Entrei em Pânico...", entre muitos outros. Escreve para o Blog Filmes para Doidos!

    30 comentários em “Halloween – O Início (2007)

    • 01/09/2018 em 01:39
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      Gostei pra caramba desse Jason Myers em sexta feira 29 de outubro, grandalhão hiperforte já era marca do Jason, que por sinal voltou atrás em 2009 com um Jason mais humano, aí me pegam um assassino calculista, que matava com inteligência e destreza e transformam em um brutamontes um menino gordinho até pequeno pela idade que não teria nem uma desculpa de como desenvolver tamanha força como o Jason por exemplo tem de ter crescido só no meio do mato, deve ter uma academia no sanatório ou algo assim. Mas se ficar muito puto com esse filme assista ao 2, rapidamente esse se torna uma obra de arte de altíssima grandeza

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    • 06/08/2018 em 23:15
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      Achei que não veria nada tão ruim na franquia quanto Halloween – Ressurreição, até que assisti Halloween – O início 🙁

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    • 30/06/2018 em 03:58
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      Preguiça de cinéfilo pedante deus me livre

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    • 14/11/2017 em 15:12
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      Antes de começar a ler a critica, eu já imaginava que teria a ver com o excesso de violência no filme, que você julga apelativo e desnecessário e que só arruinou a obra original. Mas temos que levar em consideração que o filme original é de 1978 e o remake de 2007. Os dois filmes têm praticamente 30 anos de diferença. Naquela época, o cinema era mais censurado. As cenas que naquela época tinham uma classificação indicativa de 18 anos, hoje são para 14. Também tem a questão dos recursos. Os efeitos especiais de antigamente nem se comparam com os dos dias atuais. Por conta disso tudo, é óbvio que as refilmagens terão mais violência que os filmes originais. Eu particularmente gostei muto do visual do ”Michael Roqueiro”. Conseguiram deixá-lo tão aterrorizante e intimidador quanto no filme original, e é isso o que importa!

      Os dois filmes são ótimos, tanto o original quanto o remake. O que acontece é que os mesmos são de épocas bastante distintas, consequentemente são bem diferentes um do outro.

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    • 11/05/2017 em 11:43
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      O filme original é de dar sono. Essa refilmagem foi muito melhor. Sem mimimi.

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    • 06/01/2017 em 15:29
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      Tiro o chapéu pro início desse filme, contaram bem a história do Myers e como ele chegou até o sanatório,uma boa sacada pra dar mais respostas ao enredo, a única parte que se salvou desse “remake”. Na parte dos atores eles erraram feio, infantilizaram a Laurie com essas bobagens que eles chamam de falas no filme, sem nenhuma comparação com a atuação da James Lee Curtis, e também o Dr. Loomis que nesse filme o ator teve uma boa atuação, mas que, convenhamos, Donald Pleasence marcou muito mais nesse personagem.
      De resto a gente vê um filme que está mais voltado em fazer as pessoas sentirem medo do que propriamente tentar refazer a história do Halloween I e II.

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