Unmasked – Part 25 (1988)

Unmasked (1988)
E se o Jason tivesse uma crise existencial?
Unmasked - Part 25
Original:Unmasked - Part 25
Ano:1988•País:UK
Direção:Anders Palm
Roteiro: Mark Cutforth
Produção:Mark Cutforth
Elenco:Gregory Cox, Fiona Evans, Edward Brayshaw, Debbie Lee London, Kim Fenton, Anna Conrich, Robin Welch, Christian Brando, Adrian Hough

Imagine-se por um momento naquela bucólica Crystal Lake mostrada nos filmes Sexta-Feira 13 – Parte 2, Parte 3 e Parte 4, produzidos entre 1981 e 1984. Neste período, nosso velho amigo Jason Voorhees ainda era um ser humano normal, embora deformado e com certa tendência a resistir a ferimentos graves, como machadadas na cabeça e enforcamentos. Mas enfim, ainda não era um zumbi carcomido que morre e ressuscita conforme a necessidade. Bem, lá está o velho Jason ainda humano, sentado em sua cabana de madeira no meio do bosque próximo ao acampamento de férias, olhando para a cabeça decepada e mumificada da sra. Pamela Voorhees, e pensando: “Porra, o que é que eu estou fazendo? Comecei a matar para vingar a morte da minha querida mãe, mas nos últimos dias já matei, além da própria assassina dela, pelo menos mais umas 35 pessoas que não fizeram absolutamente nada de errado além de aparecer por aqui. Será que minha vingança já não está de bom tamanho? Quantos mais eu precisarei matar? Por que não posso ficar aqui quieto, descansando e brincando sozinho no bosque, como fiz nos últimos 30 anos da minha vida? Caramba, esse lance de matar já está me dando nos nervos! Bem que eu queria uma vidinha normal, quem sabe achar uma boa garota que me aceite como sou e começar um relacionamento sério. Minha cabana tem espaço para começar uma família. Quem sabe…“.

Seria uma loucura, não? Pois então saiba que, se Jason realmente tivesse uma crise existencial, o resultado seria algo bem próximo de Unmasked – Part 25, uma estranhíssima, desmiolada e bastante criativa, além de completamente desconhecida, produção independente inglesa realizada em 1988. Pela proposta parece, mas não se trata de uma comédia; trata-se, isso sim, de um filme de horror diferente, satírico e auto-referencial, feito alguns anos antes de isso virar moda no cinema de gênero norte-americano (com os posteriores Popcorn, de 1991, a franquia Pânico, produzida na mesma década, e o recente Por Trás da Máscara – O Surgimento de Leslie Vernon, de 2007, que por sinal tem muito em comum com Unmasked – Part 25).

Apesar do título, é óbvio que nunca existiram outros 24 filmes chamados Unmasked antes. Esta é apenas a primeira das brincadeiras do roteirista Mark Cutforth (este é seu único crédito na função) e do diretor Anders Palm (este é o primeiro de seus três filmes, mas ninguém nunca ouviu falar deste ou dos outros), satirizando as intermináveis franquias de slasher movies que eram produzidos nos Estados Unidos da época. Basta lembrar que, naquele ano de 1988, a série Sexta-Feira 13 estava em seu sétimo filme (Sexta-Feira 13 – Parte 7: A Matança Continua, de Jon Carl Buechler), e as franquias Halloween e A Hora do Pesadelo acabavam de engatar um quarto episódio cada (A Hora do Pesadelo 4 – O Mestre dos Sonhos, de Renny Harlin, e Halloween 4 – O Retorno de Michael Myers, de Dwight H. Little).

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Por isso, ao batizarem seu filme com um absurdo e fictício “Parte 25” no título, Palm e Cutforth estavam ironizando o fato de estas franquias serem intermináveis à medida que exista um público ferrenho que pague para acompanhá-las, não importa a sua qualidade. E, de certa forma, estes dois ingleses estavam prevendo o futuro, já que cada uma destas séries citadas anteriormente ganhou novas continuações e remakes: A Hora do Pesadelo, Halloween e Sexta-Feira 13. Isso sem contar A Colheita Maldita Hellraiser. Alguém duvida que logo logo alguma destas franquias intermináveis realmente estará chegando à Parte 25 que, no caso de Unmasked – Part 25, era apenas uma piada irônica???

Repleto daquele peculiar senso de humor inglês, Unmasked – Part 25 faz com os slasher movies o que Shaun of the Dead fez posteriormente com os filmes de zumbis – embora sem a mesma graça e com um resultado muito inferior à obra dirigida por Edgar Wright. Em outras palavras, para quem não viu Shaun of the Dead, o argumento raso típico de um slasher movie aqui ganha toques de comédia romântica (!!!), numa brincadeira divertida que satiriza impiedosamente os clichês de ambos os gêneros.

O roteiro nos apresenta um psicopata inglês chamado “Jackson” (tire duas letras e veja o que sobra…), interpretado por Gregory Cox. É ele, e não as incontáveis vítimas adolescentes que serão esquartejadas, o verdadeiro protagonista do filme. Como um certo psicopata de uma certa franquia norte-americana de sucesso, Jackson também nasceu com o rosto deformado, e por isso usa uma máscara de hockey (!!!) para escondê-lo. Também como um certo vilão bem conhecido do cinema de horror, Jackson supostamente se afogou num acampamento de férias quando era criança, mas conseguiu sobreviver e passou o resto da vida matando e esquartejando pessoas. Afinal, ele é um homem deformado, sinistro, mascarado e sobrevivente de um afogamento numa colônia de férias, portanto matar os outros é exatamente o que se espera que ele faça, certo?

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Quando o filme começa, percebemos um pouco do talento de Jackson através de algumas mortes bastante exageradas e sangrentas – ironicamente, mais violentas do que aquelas que eram mostradas na série Sexta-Feira 13 até então!!! Já aos seis minutos, por exemplo, ele aniquila aquele típico personagem brincalhão, que fica aprontando sacanagens com os amigos, arrancando a pele do seu rosto com as mãos, e depois atravessando seu tórax com um soco (!!!) e, no processo, arrancando o coração do infeliz, ainda batendo! Depois, Jackson se dedica a esquartejar friamente um grupo de casais moderninhos que se reuniu para uma festinha numa velha casa abandonada, que calha de ser, claro, o lar do psicopata. Em menos de 15 minutos todos estarão mortos, sem faltar nem o casal transando que é empalado com uma lança (estilo Banho de Sangue e Sexta-Feira 13 – Parte 2).

Resta apenas uma garota cega chamada Shelly (Fiona Evans, em seu único filme). Quando Jackson está para enfiar uma faca na garota e concluir a noite de “trabalho“, eis que Shelly se aproxima dele para um abraço afetuoso, confundindo-o com um outro rapaz que havia sido convidado para ser seu par na festa (provavelmente o brincalhão que foi esquartejado por primeiro). Sem saber o que fazer, já que ninguém nunca lhe deu carinho e atenção antes, Jackson deixa-se levar pela moça, acompanhando-a até sua casa (!!!).

É quando descobrimos que o psicopata, até então mudo como um tal de Jason Voorhees, na verdade sabe falar, é articulado nas conversas e, quem diria, sentimental!!! Segue-se um papo-cabeça com Shelly, e a moça consegue convencer o vilão a aceitar suas diferenças (!!!) e entregar-se a um grande amor. Ele então tira sua máscara de hockey, mostrando pela primeira vez o rosto terrivelmente deformado (bem parecido com o do Toxic Avenger, da famosa série produzida pela Troma), e ambos se beijam, num nojento e inesperado momento romântico!!! (Aliás, a situação toda do ser monstruoso namorando uma cega também parece saída diretamente do “clássico The Toxic Avenger)

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A partir de então, o que tinha iniciado como um slasher movie padrão dá uma guinada completa. Jackson começa a questionar sua vida de matança interminável e silenciosa, e inclusive se reaproxima do pai, um maluco bebum (interpretado por Edward Brayshaw), para expor seus dúvidas existenciais. Não dá para segurar a gargalhada em cenas “românticas” como a de Shelly e Jackson caminhando à beira de um lago ao pôr-do-sol (ele, claro, com o rosto escondido pela sua máscara de hockey), ou a da moça comprando uma máscara igual à do seu amado para poder passear na rua com ele sem que ninguém estranhe!!! Mais adiante, a coisa fica REALMENTE bizarra quando compartilhamos um momento de intimidade do casal, ele vestido com uma ridícula cuequinha vermelha (onde se lê “Bad Boy“!!!), e ela tentando convencê-lo a praticar sadomasoquismo!!!

Porém o clima romântico de namoricos e jantares à luz de velas está para terminar, pois uma Sexta-Feira 13 se aproxima (hahahaha) e Jackson começa a sentir aquela velha vontade de sair pela noite retalhando desconhecidos. Será que a força do amor será maior do que a sede de sangue do psicopata mascarado, ou ele acabará matando todos os amigos da namorada, que estão reunidos, muito convenientemente, numa velha cabana no meio da floresta?

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Bem, para começo de conversa, eu não vou tentar enganar o leitor dizendo que Unmasked – Part 25 é um grande filme. Não é, embora indiscutivelmente estejamos diante de uma obra bastante original, bastante diferente e, claro, bastante esquisita. É de se perguntar como não virou “cult movie” com o passar do tempo, ainda mais considerando o grau de sucesso da série Sexta-Feira 13, que este filme inglês satiriza abertamente e sem piedade. É de se perguntar, também, como o filme é tão desconhecido mesmo entre os fãs de terror em geral, já que são praticamente nulos os comentários ou críticas sobre ele, mesmo em inglês.

Embora tenha seus momentos, Unmasked – Part 25 na verdade é bastante irregular. Começa acelerado, com um banho de sangue, e então pisa fundo no freio para iniciar a “sessão psicologia” do psicopata, o que é inegavelmente engraçado. Entretanto, os realizadores esticaram demais a piada, e logo o que era criativo, diferente e interessante fica apenas chato. Nós já percebemos os conflitos de Jackson em relação a Shelly desde o início, e não era necessário enrolar a situação toda e as “discussões de relacionamento” (hahahaha) por mais de meia hora. Até porque as cenas românticas envolvendo o casal são engraçadas da primeira vez, mas logo também se tornam repetitivas.

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Parece que diretor e roteirista ampliaram uma boa premissa apenas para fechar o tempo de um longa-metragem, e a coisa só começa a ficar interessante de novo quando volta para o campo do slasher, com novo massacre no ato final. Mas fica evidente que não há muita história para contar, e a situação não se sustenta pelos oitenta e poucos minutos que o filme dura. Por isso, pode usar o fast-foward à vontade, porque a trama funcionaria bem melhor com uns 35 a 40 minutos, quem sabe como extra em alguma edição super-especial da série Sexta-Feira 13

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Porém, Unmasked – Part 25 tem seus méritos. Desde que o mundo é mundo, nerds e desocupados de todas as partes discutem questões altamente filosóficas como “Por onde o Surfista Prateado faz xixi?“, ou “O que o Jason faz quando não está matando adolescentes em Crystal Lake?“. O filme de Palm e Cutforth tenta responder a esta questão (a do Jason, não a do xixi do Surfista Prateado). Jackson, o psicopata que é uma óbvia versão cômica de Jason, começa o filme como uma máquina de matar silenciosa ao estilo do popular vilão de Crystal Lake; mas, à medida que a história evolui, vamos aprendendo mais sobre ele e sobre sua forma de pensar, o que transforma o psicopata num personagem muito mais rico que o próprio Jason.

Pois Jackson, quem diria, encara a matança como um trabalho. Tanto que, após matar uma loira ninfomaníaca (enfiando uma luminária na sua goela!!!), ele acende um cigarrinho, que fuma através de um dos buracos da sua máscara de hockey, como se tivesse acabado de fazer sexo! (Não por acaso, mais adiante descobrimos que Jackson é impotente ao tentar fazer sexo “comum“, já que obviamente sua satisfação sexual vem dos assassinatos.) Fiquei imaginando se o próprio Jason não fumaria um cigarrinho ou beberia uma cerveja após algum de seus assassinatos, já que as câmeras dos filmes da série Sexta-Feira 13 nunca se preocuparam em ficar filmando DEPOIS que o psicopata mata alguém.

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E será que Jason fica apreciando o resultado do seu “trabalho“, fazendo desenhos no chão com o sangue que escorre dos cadáveres ou, quem sabe, planejando como será o próximo? Pois é através de Jackson que percebemos que psicopata de slasher movie, além de máquina de matar, também pensa. E raciocina. E tem cultura! Jackson aparece até recitando poemas de Lord Byron (!!!) a certa altura do filme. Será que Jason, na sua cabaninha no meio da floresta em Crystal Lake, lia Byron? Ou Camões? Ou, vá lá, alguma revista de fofoca? Nunca saberemos, mas através deste esquisito filme inglês descobrimos que, sim, psicopata de slasher movie também leva uma vida normal antes e depois de matar! Não é demais?

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Unmasked – Part 25 não é exatamente original em sua proposta de satirizar o universo dos slasher movies. Anteriormente, por exemplo, foi lançado outro slasher auto-referencial e satírico bastante divertido chamado Student Bodies (1981, dirigido por Mickey Rose e Michael Ritchie), que satiriza implacavelmente todos os clichês do gênero. Além deste, foram realizados vários outros menos conhecidos (veja uma listinha no final desta análise). E ainda tem gente que acha que Todo Mundo em Pânico é original…

Alguns dos momentos mais divertidos do filme inglês são justamente recriações de situações e lugares-comuns dos slashers, como o impagável diálogo que se desenrola quando Jackson surge diante de uma garota, na floresta, segurando um garfo de feno nas mãos: “Vamos lá, grite se você quiser. Para ser honesto, eu já estou começando a ficar entediado com tudo isso. É ridículo, não é? Quer dizer, eu tenho que matar, eu não tenho outra opção, e você acha que eles me deixariam tentar alguma outra coisa? Eu tenho outros talentos! E não adianta você tentar correr, de verdade. Você vai conseguir correr apenas alguns metros e logo vai cair ou tropeçar numa raiz de árvore!“. Claro que a garota não escuta o conselho do vilão e sai correndo… apenas para realmente tropeçar num galho alguns metros adiante e finalmente ser morta por Jackson, que ainda debocha: “Viu só? Eu não avisei?“.

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Praticamente 20 anos depois, George A. Romero fez uma piadinha parecida em Diário dos Mortos(aquela sobre garotas sempre tropeçarem quando fogem em filmes de horror). E, claro, todo mundo achou que o homem era um gênio…

E por falar em gênio, a parte mais genial de Unmasked – Part 25 é a sua conclusão. Eu não pretendo estragar a surpresa de ninguém, então se você é daqueles que não gosta de saber antes o final do filme, não leia este e nem os próximos dois parágrafos. (SPOILER) Eis que, num toque de metalinguagem absolutamente fantástico para o que até então parecia uma sátira simples, descobrimos que Jackson não é um psicopata, mas sim um personagem de filme de terror vivendo dentro de um filme de terror, protagonista de uma série de slasher movies de sucesso chamada “The Hand of Death” (que, por sinal, é o título alternativo do próprio filme). Isso quer dizer que, antes desta “Parte 25“, ele já tinha matado e esquartejado pessoas em outras 24, o que mais do que justifica a terrível crise existencial pela qual ele vem passando!

Ao final do filme, então, Jackson vê-se obrigado a matar todo mundo para ter a certeza de que finalmente poderá descansar. Pois, caminhando pelas ruas de Londres, ele acaba caindo ajoelhado e gritando um longo “Nãooooooo!!!” diante de uma sala de cinema que exibe, conforme mostra a fachada, “The Hand of Death – Part 26: Jackson Returns“. Entendeu? Mesmo atormentado por suas dúvidas existenciais, mesmo questionando seu destino como psicopata, mesmo cansado de matar, Jackson ao final simplesmente está amaldiçoado a “retornar” para uma nova sequência da sua interminável franquia, onde continuará matando sem nada poder fazer para escapar deste seu “triste destino“.

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Em outras palavras, e aqui está a genialidade da sátira dos ingleses, os vilões de slasher movies, como o pobre Jackson, acabam eternamente presos às suas gigantescas franquias, movidas pelo lucro e pela ambição de produtores, e, por mais que matem, são sempre obrigados a retornar no próximo filme!!! Considerando o nível de muitos dos filmes da “sua” série, tenho certeza que o próprio Jason Voorhees também cairia de joelhos gritando “Nãoooooo!!!” ao final de mais um capítulo da franquia Sexta-Feira 13, sabendo que, mesmo que seja retalhado, corroído por lixo tóxico ou transportado para o espaço num futuro distante, em breve ele retornará para mais do mesmo, assim que algum produtor sedento por grana o desejar – por mais chato que isso possa parecer para o próprio Jason, caso ele fosse um personagem “pensante” como o inglês Jackson. Enfim, é uma brincadeira bastante inspirada que, por si só, já vale por todo Unmasked – Part 25. (FIM DO SPOILER)

Agora, se você é um fã de terror mais convencional e não conseguiu comprar esta ideia de serial killer tendo crise existencial, ainda assim Unmasked – Part 25 tem seu valor como slasher movie comum. Afinal, no início e no final, o filme mostra um psicopata mascarado (e com máscara de hockey, ainda por cima!) esquartejando brutalmente um montão de personagens tapados, e todos interpretados por péssimos atores, enquanto eles se separam para transar, tomar banho ou ir fazer xixi no meio da floresta em plena madrugada. Não falta nem o típico personagem meio maluco que tenta alertar as futuras vítimas para o seu destino, estilo “Crazy Ralph” de Sexta-Feira 13!

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Os realizadores conseguiram criar um ponto de equilíbrio entre a sátira e o horror, então é bom alertar aos desavisados que, apesar dos toques de humor e ironia, isso aqui continua sendo um filme de terror! Não faltam cenas bastante sangrentas (como escrevi lá em cima, algumas são melhores até que as mortes oficiais da série Sexta-Feira 13!!!), e não faltam nem as típicas cenas gratuitas de sexo e nudez, aqui naquele esquema “direitos iguais“: além de mulher pelada, também tem um rápido (graças a Deus!) take de um rapaz com o pingolim de fora. Claro, tudo depende da versão que você encontrar, já que tem uma “Rated“, bastante cortada, circulando por torrents da vida.

Para concluir, é óbvio que isso aqui está bem longe de ser um filme perfeito, ou mesmo um grande filme. Na verdade, o resultado é mais bizarro do que propriamente bom, e é óbvio que um roteirista e um diretor mais tarimbados poderiam fazer algo bem melhor com o mesmo material (incrível que ninguém tenha pensado em algo com o mesmo ângulo, antes ou depois). O próprio Por Trás da Máscara – O Surgimento de Leslie Vernon tem algumas piadas e situações muito mais interessantes. Mesmo assim, eu recomendo esta tralha para fãs de filmes esquisitos e maluquices diversas. Definitivamente, não é algo que a gente vê todo dia.

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Para encerrar, uma curiosidade que é tão irônica quanto a própria proposta do filme: quando Unmasked – Part 25 foi lançado em VHS no Japão, a galera de lá, numa daquelas picaretagens inacreditáveis, tascou uma foto do Jackson com a máscara de hockey bem grande na capinha e vendeu-o com o título Sexta-Feira 13 – Parte 25!!!! Tenho certeza que muito japa trocou gato por lebre e ficou imaginando o que é que o Jason Voorhees estaria fazendo pelas ruas de Londres!

Mas não importa: do jeito que anda a carruagem, em breve acho que realmente teremos um Sexta-Feira 13 – Parte 25 oficial. E aí a grande ironia dos realizadores de Unmasked – Part 25 vai finalmente fazer sentido. Pobre Jason, que, como o Jackson em sua “Parte 25“, não consegue aposentar os facões, machados, garfos de feno, serras elétricas, etc, etc, etc…

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Felipe M. Guerra

Felipe M. Guerra

Jornalista por profissão e Cineasta por paixão. Diretor da saga "Entrei em Pânico...", entre muitos outros. Escreve para o Blog Filmes para Doidos!

2 comentários em “Unmasked – Part 25 (1988)

  • 29/03/2014 em 18:10
    Permalink

    Apesar de ser uma cópia de The Toxic Avenger , numa mistura de humor , romance e gore esse filme deve ser louco , vou procurá – lo .

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