Channel Zero: Candle Cove (2016) – 1×06: Welcome Home

Channel Zero: Candle Cove (2016) – 1×01: You Have to Go Inside

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Channel Zero: Candle Cove
Original:Channel Zero: Candle Cove
Ano:2016•País:EUA
Direção:Craig William Macneill
Roteiro:Nick Antosca
Produção:Nick Antosca, Craig William Macneill
Elenco:Paul Schneider, Fiona Shaw, Shaun Benson, Natalie Brown, Luca Villacis, Greyden Bohotchuk, Cassandra Consiglio, Luisa D'Oliveira, Annika Elyse Irving

As creepypastas se popularizaram nos últimos anos, levando Lendas Urbanas para o território digital. De macabros “episódios perdidos” à lenda do Slender Man, as histórias assustam e divertem, e muitas renderiam uma boa base para filmes e séries. Aí entra Channel Zero, a nova série de terror do canal Syfy, criada por Nick Antosca e dirigida por Craig William Macneill, cuja primeira temporada é inspirada na creepypasta Candle Cove, escrita por Kris Straub.

Straub escreveu o texto em formato de posts em um fórum. Um usuário cria um tópico perguntando se alguém se lembra de um programa infantil chamado Candle Cove, que ele costumava assistir quando criança. Outros usuários vão lembrando de detalhes do show, que mostrava um grupo de bonecos piratas perturbadores. Finalmente, um deles diz ter perguntado à mãe se ela se lembrava do programa, ao que ela respondeu que estava impressionada por ele se lembrar, já que ele ligava a televisão em um canal que só mostrava estática e assistia à tela por 30 minutos.

Channel Zero: Candle Cove acompanha o psicólogo infantil Mike Painter (Paul Schneider), que, quando criança, passou por um forte trauma em sua cidade natal, Iron Hill: em 1988, várias crianças desapareceram e, mais tarde, seus corpos foram encontrados sem os dentes. Um dos desaparecidos foi seu irmão gêmeo, Eddie (Luca Villacis), mas dele nunca foram encontrados vestígios. Mike se mudou da cidade e nunca mais voltou… até agora. Flashbacks mostram que ele teve um surto, o que o fez voltar para a casa de sua mãe (Fiona Shaw) na tentativa de lidar com o acontecido.

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A primeira temporada da série será uma história fechada, como acontece em American Horror Story, por exemplo. O primeiro episódio, You Have to Go Inside, começa com uma cena que resume o passado de Mike e estabelece uma atmosfera perturbadora que dita o tom do que virá adiante. No retorno ao lar, o psicólogo reencontra velhos amigos, com quem fala sobre Candle Cove, e percebe que o programa voltou a assombrar a nova geração de Iron Hill, culminando com o desaparecimento de uma garotinha. Mas o presente de Mike é intercalado com flashbacks de sua infância, do tempo com Eddie, do bullying, do comportamento cada vez mais estranho de seu irmão, de seu surto. E como saber se tanto os flashbacks como os acontecimentos presentes em Iron Hill são inteiramente reais ou se fazem parte da imaginação de Mike?

Channel Zero: Candle Cove tem muito em comum com produções como It e Stranger Things, e vem com uma qualidade com a qual não estamos acostumados em produções do Syfy – aqui merece destaque o especialmente perturbador Monstro de Dentes. O primeiro episódio começa a expandir habilmente o conceito da creepypasta original. Resta saber se haverá história suficiente para se prolongar por seis episódios.

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Silvana Perez

Silvana Perez

Escolheu alguns caminhos errados e acabou vindo parar na Boca do Inferno.

2 comentários em “Channel Zero: Candle Cove (2016) – 1×06: Welcome Home

  • 31/01/2019 em 01:37
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    Não sei. Um plot muito fascinante, fotografia respeitável, mas o texto das falas me soou muito pouco natural. Vcs podem notar como é raro uma personagem ter uma fala com mais de uma frase. Às personagens às vezes parecem não conversar, mas apenas reagir uma à fala da outra. Outras vezes a sensação é de que as conversas são excessivamente objetivas. Cada personagem fala o que tem de falar com muito propósito e isso chega a criar um efeito bizarro (no sentido nâo muito positivo) de q todo mundo na história parece consciente de estar numa série de tv e não no universo ficcional do roteiro. Enfim, como adaptação achei muito criativa. À irônica exceção das crianças, nunca vi personagens tão esquisitinhas

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  • 23/11/2016 em 15:37
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    Muito boa essa série!
    Pouca apelação com efeitos especiais e pirotecnia com uma história bem convincente.
    Recomendo.

    Resposta

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