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Diferente do que muitos acreditam, a primeira vampira a surgir na literatura não foi Carmilla, de Sheridan Le Fanu. A mais influente, sim, mas não a pioneira. Mais de meia década anos antes da vampira de Le Fanu, existiram muitas outras.

A editora Clepsidra tem o costume de trazer obras que ficaram por anos esquecidas – ou não tem o devido reconhecimento que merecem – para o Brasil, com publicações inéditas e a missão de trazer à luz fatos e clássicos pouco reeditados.  Seu novo projeto é justamente sobre as vampiras que vieram antes de Carmilla, intitulado A Noiva Morta e Outras Vampiras Anteriores a Carmilla, já disponível no Catarse.

Com curadoria de Cid Vale Ferreira, traduções de Felipe Vale da Silva (inglês e alemão) e Sabrine Ferreira (francês), a obra conta com os seguintes contos:

“A História de uma Vampira” (1820) – [atribuída a] Gabrielle de Paban (França)

Sinopse: Reconto do episódio “A História de Sidi-Nouman”, que integra As Mil e Uma Noites, no qual um recém-casado estranha o fato de sua esposa Nadilla quase nunca se alimentar. Ao seguir uma de suas escapadas noturnas, ele acaba flagrando uma faceta terrível da rotina noturna dela, com consequências trágicas.

“A Noiva Morta” (1820) – Gottfried Peter Rauschnik (Prússia)

Sinopse: Uma família nobre se desespera ao não conseguir impedir que seus membros definhem misteriosamente, falecendo um após o outro. Sua esperança de continuidade reside no casamento de um dos jovens da linhagem, mas a visita da sedutora marquesa de Val Umbrosa descortina a chocante razão da maldição ancestral.

“Vampirismo” (1821) – E. T. A. Hoffmann (Prússia)

Sinopse: Pouco depois de conhecer e desposar a baronesa Aurélia, uma jovem de beleza etérea e frágil, o conde Hipólito percebe que a presença dela parece drenar a vitalidade de todos que a cercam. Incapaz de esclarecer se a causa do fenômeno é mental, patológica ou sobrenatural, ele decide empreender uma arriscada investigação.

“Deixem os Mortos Repousar” (1823) – Ernst Raupach (Prússia)

Sinopse: Dilacerado pela perda prematura da esposa Brunhilde, um viúvo recusa-se a aceitar a morte e insiste em violar o descanso do túmulo para mantê-la por perto com o uso de artes arcanas. O retorno da amada, porém, traz consigo sinais cada vez mais sinistros, à medida que a profanação do cadáver revela que o reencontro não será dos mais tranquilos.

“Gemmalie” (1825) – Anônimo(s) (França)

Sinopse: Dois amigos ingleses conhecem Gemmalie, uma grega de formidável beleza e inteligência que, estranhamente, está sempre próxima a catástrofes. Um deles a pede em casamento, enquanto o outro busca alertá-lo sobre traços preocupantes que percebe nela, como sua atração por funerais e estranhos hábitos noturnos.

“A Vampira de Vourla” (1845) – Anônimo (Reino Unido)

Sinopse: Tripulantes de um navio britânico veem um de seus oficiais começar a definhar depois de atender aos convites noturnos de Heira, uma enigmática grega com quem ele se encontra em segredo na costa. À medida que o romance avança, sua saúde se esvai perigosamente, e tudo piora quando um enorme morcego entra em cena.

“A Noiva Vampira” (1850) – Edwin F. Roberts (Reino Unido)

Sinopse: Na Hungria, o castelo da condessa Gouvina (baseada na condessa Báthory) inspira preocupação depois do desaparecimento de centenas de camponesas. Enquanto a população sussurra sobre vampirismo, uma investigação revela os terríveis rituais destinados a preservar a juventude da aristocrata.

A campanha já está aberta no Catarse e vai até o dia 30/03, contando com metas estendidas e brindes exclusivos, como ecobag, pôster e marcadores. Apoiadores que garantirem seu exemplar até o dia 25/02 ainda tem a chance de conseguir os combos com desconto.

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