O Exorcista (2016): Chapter Ten: Three Rooms

O Exorcista (2016): Chapter Eight: The Griefbearers

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O Exorcista
Original:The Exorcist
Ano:2016•País:EUA
Direção:Louis Shaw Milito
Roteiro:Marcus Gardley
Produção:
Elenco:Alfonso Herrera, Ben Daniels, Hannah Kasulka, Brianne Howey, Kurt Egyiawan, Alan Ruck, Geena Davis, Camille Guaty, Francis Guinan, Matthew Velasquez, Melissa Russell

Um dos momentos mais marcantes e representativos do clássico O Exorcista, de 73, é o giro de 360 graus do pescoço e da cabeça da garota possuída Regan. Apesar de toda a sua importância, a série The Exorcist optou por algo mais realista, servindo de suicídio demoníaco (e até assassinato), conforme aconteceu com o garoto no primeiro capítulo. Essa torção do pescoço adquire uma importância dupla no oitavo episódio da série, intitulado The Griefbearers, o melhor da temporada.

Quando a Madre Bernadette (Deanna Dunagan) desistiu das tentativas de recuperação de Casey (Hannah Kasulka), sugerindo uma eutanásia, mesmo a contragosto do sofredor Marcus (Ben Daniels, dando um show de interpretação), foi permitida a despedida de Angela/Regan (Geena Davis) e dos demais membros da família, evidenciando uma reação diferente na possuída. Regan sabia como agir, até porque havia entendido como terminara a sua própria possessão, portanto decidiu preparar seu marido Henry (Alan Ruck) e a filha Kat (Brianne Howey) para uma viagem às pressas, uma vez que Casey seria alvo da mídia e principalmente da polícia pelo assassinato de dois paramédicos durante sua fuga. Até a decisão silenciosa, ela permitiu mais uma vez o combate, com direito a levitação, móveis chacoalhando e corpos sendo atirados para todos os lados, em sequências bem realizadas e emocionantes.

O demônio, no papel do Vendedor (Robert Emmet Lunney), resolveu então conduzi-la a uma viagem temporal, até o momento do seu primeiro contato, ainda criança, com a tábua Ouija e a descoberta do amigo imaginário Capitão Howdy. Regan pode testemunhar sua inocência diante do vilão desconhecido, e até a caracterização real do tal Capitão, alguém com quem a menina tivera um encontro rápido antes. Tudo isso para confirmar o que já era imaginado: o demônio que estava destruindo Casey era, na verdade, o mesmo do passado, como uma vingança contra o modo como tudo se resolveu drasticamente.

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Se a interpretação de Ben Daniels está sendo um diferencial na série, a de Geena Davis, em contrapartida, tem sido apenas um papel estereotipado, de uma mãe aflita pelo sofrimento da filha. Já o pouco mencionado Tomas (Alfonso Herrera) teve uma revelação importante quando retornou à Igreja e encontrou Jessica (Mouzam Makkar) e o marido, consciente de que a relação conturbada do casal tem um responsável. Provavelmente, a solução envolverá um ato ousado da garota, ainda que a atitude talvez condene seu relacionamento com o padre.

Também merece uma menção especial o Padre Bennett (Kurt Egyiawan), que, como foi dito no episódio anterior, conquistou a simpatia do público ao demonstrar seu lado heroico. Ele também conseguiu levar a polícia até o local dos corpos (ou do resto deles), mas descobriu tardiamente que não há em quem confiar nessa guerra.

Com The Griefbearers, de Louis Shaw Milito, a série alcançou seu ponto mais alto, levando muitos espectadores a questionar o porquê da não confirmação até o momento de uma segunda temporada. Não sei se existe tema para mais um ano, mas as emoções deste estão bem empolgantes realmente. Vamos torcer (não o pescoço) para que uma boa notícia seja dada nas próximas semanas.

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Marcelo Milici

Marcelo Milici

Fundou o Boca do Inferno em 2001. Formado em Letras, fez sua monografia sobre o Horror Gótico na Literatura. É autor do livro "Medo de Palhaço", além de ter participado de várias antologias de horror!

16 comentários em “O Exorcista (2016): Chapter Ten: Three Rooms

  • 24/12/2016 em 09:37
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    A série me surpreendeu positivamente, pude notar que a cada episódio a história foi se desenrolando e a tensão aumentando. No inicio como muitos desconfiava de algumas atuações que se superaram com o passar da história. Acho que podemos ter um gancho para uma segunda temporada, acho que seria muito legal ver o treinamento de um exorcista, saber um pouco mais da história e mítica por trás de tudo isso!

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  • 23/12/2016 em 17:13
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    Gostei da série, respeita o original de 1973 fazendo referências e homenagens mas sem pretensão de se igualar ao mesmo. As atuações são no geral boas, em especial de Geena Davis, que se prestarem atenção SPOILER , lembrar até alguns momentos da Regan, como a risada que ela dá depois que o padre Merrin é encontrado morto.

    A série serve como uma continuação do filme clássico, funcionando bem melhor que os filmes que foram feitos depois do de 1973. Recomendo para verem a série sem ficar comparando com o filme pois nunca foi o objetivo da série se igualar ao mesmo.

    Achei o último episodio mediano pois tava na expectativa de ver a Angela Rance apodrecendo que nem no filme original mas paciência, foi bom mesmo assim.

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  • 01/12/2016 em 21:03
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    Assisti e gostei do capítulo, mas dava para perceber que algo estava errado. Pois se analisarmos a conduta dos dois padres, um é adultero e o outro ” aparentemente ” é homossexual, no caso condutas condenadas pela Igreja Católica. Agora, vamos aguardar os dois próximos capítulos para ver o que o futuro reserva …

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    • 21/12/2016 em 20:17
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      Me supreendeu positivamente a série, não vejo necessidade de uma nova temporada. Melhor série de terror dos últimos anos, desde a a segunda temporada AHS.

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  • 23/11/2016 em 13:08
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    Comecei a acompanhar a série desde semana passada, e por conta das reviews do Boca, no qual sou fã assíduo do site.
    Sou admirador do filme Exorcista, e estou gostando muito da série de relacionar com o filme. Explicando alguns fatos fora não explicados no filme. Gostaria muito que a série continuasse em uma nova temporada. Porém minha dúvida é: É o Pazuzu que está na garota?

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  • 28/10/2016 em 09:08
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    Como um fã do longa de 1973, fiquei empolgado em assistir à série homônima. Esperava encontrar uma história independente, mas com algumas referências ao filme, como por exemplo citarem o caso de possessão em Georgetown. Enfim, estava acreditando que os autores fossem capazes de produzir algo por si sós. Infelizmente, no capítulo 5 tive a ingrata surpresa de trazerem o longa para dentro da série. Não que eu não goste do longa – longe disso – mas reafirmo: gostaria de algo mais independente. Angela ser a Reagan com o nome mudado? Forçaram, não foi? Tenho medo que isso se torne um “O Exorcita II – O Herege” e “O Exorcista III”.

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  • 18/10/2016 em 18:50
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    Começei assistindo com o pé atrás, mas a série está me supreendendo com o desenvolvimento dos personagens. So achei o ator do Padre Thomas meio fraco. Espero ver o que vai acontecer.

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    • 05/11/2016 em 21:20
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      Concordo, caro amigo! O desenvolvimento dos personagens estão muito bem encaixados no roteiro. O padre Thomas precisa de algo a mais… Mas o papel de “padre do pecado” está se tornando cada vez mais interessante! Tomara que sejamos agraciados por episódios mais intensos e um roteiro ainda mais surpreendente! Um abraço.

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  • 08/10/2016 em 03:12
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    acabei vendo alguns episódios porque passa antes do THE STRAIN, alguns efeitos feitos em computador me incomodam um pouco , porem o elenco é muito bom e carismático o que torna o clima mais pesado pelo drama e sofrimento dos personagens!

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  • 05/10/2016 em 17:48
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    Tente mostrar o filme original pra um moleque de 12 anos, se ele não dormir ou se distrair com o celular, vai rir da nossa cara… os tempos são outros, eu acho impossível levar uma série com o “timing” do filme original… é preciso prender o telespectador a cada episodio e pra gente é amor, mas para os produtores é dinheiro.

    Por enquanto a série está bem honesta, desenrolando mais uns 2 ou 3 capítulos já da pra perceber se vale a pena continuar…

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  • 25/09/2016 em 23:11
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    Como fã do original, achei horrível esse piloto. O charme de ”O Exorcista” era ir trabalhando a possessão aos poucos, sem pressa, e aqui, como já era de se esperar, vemos logo de cara um exorcismo cheio de CGI, uma garota se retorcendo num sótão (mais clichê impossível), e outras coisas desnecessárias, como os sonhos do padre Tomas. Não acho que essa séria merecia levar o título e a trilha do original, afinal mesmo tratando do mesmo tema, não se passa no mesmo universo, e nem parece ter o mesmo demônio atuando nas possessões. Acho que pelo menos os simbolismos do original podiam aparecer aqui, como aquela correntinha de São José… Da de ver de cara que vai ser um desastre, como foi Scream. To vendo que o padre Tomas logo vai se transformar num Constantine, lutando com demõnios de CGI…

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  • 25/09/2016 em 21:41
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    O que realmente me incomodou, foi a forma apressada com que os acontecimentos sucedem. Padre Tomas se convence das ações demoníacas sem nenhuma prova contundente – o mesmo pode ser dito sobre a mãe das garotas. O desenvolvimento podia ser mais paulatino. Ainda assim, vou acompanhar. Minha curiosidade é se haverá algum diálogo com a história da Regan.

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    • 28/10/2016 em 09:03
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      José Cláudio, isso também me incomodou bastante. A resposta do padre para o exorcismo foi mais rápida do que no filme!

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  • 25/09/2016 em 20:15
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    Acho que se compararmos com o RIP Damien e The Outcast, até que foi legal. Temos que levar em consideração que tem tanto filme de possessão hoje em dia que fica difícil criar algo novo (se bem que O Exorcista é o pai da grande maioria deles). Gostei da atuação dos dois padres. Vamos esperar mais uns capítulos pra ver!
    Só aproveitando o espaço… E sem relação com o assunto, assisti um filme quando beeeem mais novo (já sou quarentão), em que a classe rica faziam uns tipos de orgia, onde eles se fundiam, ficavam parecendo uma massa disforme, e depois separavam. Efeitos bem anos 80 mesmo. Vocês por acaso sabem o nome desse filme?

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    • Marcelo Milici
      25/09/2016 em 20:39
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      Agradeço os comentários, Ricardo! Também estou com “fé” (haha) que a série vai melhorar.

      O filme que você perguntou a respeito é A Sociedade dos Amigos do Diabo, de Brian Yuzna.

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