![]() Cecilie
Original:Cecilie
Ano:2007•País:Dinamarca Direção:Fabian Wullenweber Roteiro:Rasmus Heisterberg, Nikolaj Arcel Produção:Stine Spang-Hansen Elenco:Sonja Richter, Anders W. Berthelsen, Claus Riis Østergaard, Kurt Ravn, Lars Mikkelsen, Morten Suurballe, Julie Grundtvig Wester, Thomas W. Gabrielsson |
Cecilie Larsen (a excelente Sonja Richter) e o marido Mads (Claus Riis Østergaard) se mudam para uma casa em busca de um recomeço. Dois anos antes, depois de uma sessão de cinema, ela tem na lembrança o momento em que foi atacada e violentada por um desconhecido em um parque. Sessões de terapias e remédios ajudaram a abrandar o episódio que não deixou qualquer sinal ou evidência que tenha realmente acontecido. Ela então agora tenta voltar a atuar como professora e afastar o passado traumático, mas parece que ele não quer abandoná-la tão cedo.
Assim que retorna à rotina, Cecilie passa ouvir batidas fortes na porta durante a madrugada e a ter visões de uma garota morta, atormentando-a onde quer que esteja, seja durante um banho ou na aplicação de uma prova, seja no Bosque dos Cervos ou nos corredores da escola. De alguma forma, ela parece conectada a um crime violento do passado, algo bastante noticiado em 1972, quando a jovem Camilla Simonsen (Julie Grundtvig Wester) fora estuprada e morta por Michael (Andreas Jessen). Sem o apoio do marido, ela só consegue buscar algumas respostas com o Dr. Hartmann (Anders W. Berthelsen), precisando provar que não está louca e qual a sua relação com Camilla.
Trata-se de um thriller sobrenatural, de mistério e investigação, com algumas semelhanças com Revelação (What Lies Beneath, 2000) e O Dom da Premonição (The Gift, 2000), mas que poucas pessoas viram – aliás, esta é uma das poucas análises que você irá encontrar na internet. Embora seja dinamarquês, resgata alguns lugares comuns do estilo como a protagonista desacreditada, uma floresta sinistra com mata densa e árvores com galhos secos nas proximidades, e, claro, um vilão a ser descoberto. Há algumas cenas de tensão e suspense, principalmente no último e óbvio ato, com uma revelação importante e pouco surpreendente.
Os destaque ficam por conta da ótima direção de Fabian Wullenweber, com alguns travellings interessantes, principalmente no que abre o filme, e boas rimas narrativas. E, claro, a atuação de Sonja Richter, indicada ao Prêmio Bodil como Melhor Atriz, representando uma mulher traumatizada, que não consegue se relacionar com o marido e nem permitir qualquer toque masculino em seu corpo. Ela é sem dúvida o chamariz a um filme bem realizado, mas comum e até esquecível, nos moldes das produções exibidas no Supercine.