
![]() Destruição Final - O Último Refúgio
Original:Greenland
Ano:2020•País:EUA, UK Direção:Ric Roman Waugh Roteiro:Chris Sparling Produção:Gerard Butler, Basil Iwanyk, Sébastien Raybaud, Alan Siegel Elenco:Gerard Butler, Morena Baccarin, Roger Dale Floyd, Scott Glenn, Rick Pasqualone, Nicola Lambo, Alan Pietruszewski, Scott Poythress, Claire Bronson, Madison Johnson, Gary Weeks, Tracey Bonner, Merrin Dungey |

Groelândia, o filme, é mais um que traz Gerard Butler às voltas com o fim do mundo. Diferente do exageradamente fantástico Tempestade: Planeta em Fúria (Geostorm, 2017), desta vez ele não pode fazer nada além de proteger sua família. Não vai ao espaço, não precisará salvar o Presidente e nem defenderá Esparta, tendo como principal preocupação levar seu filho Nathan (Roger Dale Floyd) e sua ex-esposa Allison (a meio brasileira Morena Baccarin, de A Linha da Extinção, 2024) para um abrigo na Groelândia — hoje, uma ação mais do que irônica —, com a iminência da queda do cometa Clarke. Para tal, precisará enfrentar cidadãos desesperados e interromper a decolagem de um voo, antes que o mundo acabe.
O longa tem a direção de Ric Roman Waugh (Missão de Sobrevivência, 2023, também com Butler), sem envolvimento de Roland Emmerich e Michael Bay. Já o roteiro ficou a cargo de Chris Sparling (Enterrado Vivo, 2010), trazendo Butler como o engenheiro estrutural John Garrity, residente em Atlanta, Geórgia. Ao saber da queda de destroços de Clarke e do próprio cometa, ele recebe uma mensagem do Departamento de Segurança Interna convocando-o para ir à Base da Força Aérea de Robins em evacuação, rumo a um abrigo no título. Ele, a ex e seu filho diabético partem para o aeroporto, tendo que atravessar uma multidão desesperada e conseguir que seu QR Code do celular seja lido e eles ganhem uma fitinha de autorização de viagem.

No processo, eles acabam perdendo a medicação de Nathan, e John é obrigado a retornar ao veículo, sem saber que Allison e seu filho foram barrados pela condição do garoto. Expulsos do local de voo, em vez de esperar no carro por um possível retorno de John, ela tem a brilhante ideia de ir à casa do pai, em Lexington, Kentucky, e deixa um bilhete no para-brisa. John quase embarca em um dos aviões, quando a multidão invade o local e ocasiona uma explosão. Ele consegue carona com um caminhoneiro rumo ao Canadá, enquanto Allison a ajuda temporária de Ralph (David Denman) e Judy (Hope Davis). Quando descobrem as pulseiras, ambos enfrentam a fúria de cidadãos que querem o item ou até levam o garoto como passaporte de acesso a um abrigo.
Boa parte dos conflitos envolvem o desespero das pessoas pela sobrevivência. Já o cometa, visto na televisão e iluminando o céu, permite que seus fragmentos causem algumas destruições, vaporizando Tampa, Flórida, e atacando a família quando partia para o aeroporto. É claro que ambos contam com a sorte em reencontros improváveis, típicos de um blockbuster-catástrofe, e a busca pelo abrigo irá render momentos de tensão em seu último ato.

Como também é um clichê de produções do subgênero, o longa também reserva algumas doses de dramaticidade pelas vidas que serão deixadas para trás, como a de Dale (Scott Glenn), pai de Allison, e que ajuda o espectador a entender as razões da separação de John e Allison, em mais uma prova de que o ator está habituado a interpretar personagens em relacionamentos problemáticos. Sem surpresas no rumo da narrativa, o filme se beneficia do carisma do protagonista e dos bons efeitos especiais, além, claro, de suas facilidades como a sobrevida dos personagens em situações extremas como a da queda de um avião.

Com a excelente arrecadação, principalmente pelo filme ter estreado em plena época da epidemia do COVID, e as críticas positivas, Destruição Final: O Último Refúgio (Greenland, 2020) incentivou a continuação Destruição Final 2 (Greenland 2: Migration), com estreia prevista para 5 de fevereiro. Com o comando novamente de Ric Roman Waugh, a parte 2 trará Butler e Morena Baccarin às voltas com um mundo destruído pela queda do cometa Clarke, precisando buscar um novo abrigo. Provavelmente, mais uma vez a ideia principal será mostrar o ser humano como principal ameaça de convivência, algo que não é novidade desde sempre na Sétima Arte e nem na vida real.

