![]() Para Sempre Medo
Original:Keeper
Ano:2025•País:Canadá Direção:Osgood Perkins Roteiro:Nick Lepard Produção:Jesse Savath, Chris Ferguson, Spencer Zimmerman, Penny Lin Elenco:Tatiana Maslany, Rossif Sutherland, Birkett Turton, Eden Weiss, Cassandra Ebner, Tess Degenstein, Erin Boyes, Gina Vultaggio, Claire Friesen, Christin Park |
Depois do grande sucesso de Longlegs em 2024, o diretor Osgood Perkins vem se mantendo ocupado e diversificado. No início do ano seguinte, tivemos o lançamento de O Macaco, que dividiu críticos por ser, essencialmente, uma comédia escrachada com tons de horror. O segundo semestre nos reservaria uma produção totalmente distinta, um horror psicológico sobre relacionamentos intitulado Para Sempre Medo, sendo a segunda colaboração entre Perkins e Tatiana Maslany (que já havia tido participação importante em O Macaco).
Na trama, Liz (Maslany) e Malcolm (Rossif Sutherland) decidem comemorar um ano de namoro em uma cabana isolada. Apesar do gesto romântico em um relacionamento aparentemente estável, pessoas próximas a Liz questionam o quão bem ela conhece o namorado. Eles já conversaram sobre filhos? Quão bem ela conhece o passado de Malcolm? O que ele está escondendo sobre a relação com seu irritante primo Darren (Birkett Turton)? Todas essas questões já seriam o suficiente para deixar qualquer um no mínimo intrigado, mas quando Liz começa a ter estranhas visões com figuras encapuzadas, portas sem trancas e bolos envenenados, ela deve escapar daquela cabana antes que seja tarde.
Diferente do pique frenético do seu antecessor, o ritmo de Para Sempre Medo dificilmente agradará a todos, sendo lento e até arrastado às vezes. Perkins prefere não dar respostas durante boa parte do filme, focando principalmente na fotografia e na ambientação. Liz está sozinha, em uma cabana isolada no meio do nada, e isso já é assustador o suficiente. Ela está em perigo ou aquilo é apenas uma projeção das suas próprias inseguranças? Existe alguma ameaça naquela casa aparentemente inocente ou é tudo fruto da sua imaginação (e de grandes quantidades de vinho)?
Talvez essa seja a principal qualidade e um dos principais defeitos do filme. Realmente, a cabana e os arredores são arrepiantes, mas a distância entre o início do horror vivido por Liz e a conclusão acaba sendo longa demais. Os dois primeiros atos são utilizados praticamente para ilustrar a experiência da protagonista, só se dedicando a desenvolver o roteiro com mais de 70 minutos passados, uma eternidade. Por outro lado, o plot twist é interessante e a conclusão é satisfatória.
As atuações são um ponto forte aqui. A habilidade que Tatiana Maslany possui em interpretar personagens atormentadas é algo admirável, desde o começo dividindo com o espectador o seu desconforto naquela cabana. O personagem de Rossif Sutherland também me agrada, conseguindo despertar incômodo sem precisar dizer uma palavra sequer. Apesar de irregular, Para Sempre Medo é uma produção interessante que vale a pena dar uma chance. O filme estreia dia 19 de fevereiro nos cinemas brasileiros.






