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Self-Help
Original:Self-Help
Ano:2025•País:EUA
Direção:Erik Bloomquist
Roteiro:Erik Bloomquist, Carson Bloomquist
Produção:Erik Bloomquist, Carson Bloomquist, Landry Bender, Jerry Daigle, Amy Hargreaves, William Kay, Tyler LaValley, Chris Woodward
Elenco:Jake Weber, Landry Bender, Madison Lintz, Amy Hargreaves, Erik Bloomquist, Carol Cadby, Blaque Fowler

A palavra seita vem do latim secta, que significa “facção” ou “escolha filosófica”. De fato, o dicionário Houaiss descreve a palavra seita como “doutrina ou sistema que se afasta da crença ou opinião geral”. Quando pensamos nesses movimentos fanáticos, como a Família Manson, Heaven’s Gate ou o Templo dos Povos, é fácil imaginarmos algo arcaico, antigo e distante da nossa realidade atual, daí o choque quando vieram à tona os horrores do culto NXIVM, em matéria publicada pela The New York Times, em 2017. Entre outras lideranças, o fundador Keith Raniere e a atriz Allison Mack (Smallville) foram presos pelo FBI por envolvimento em um esquema de pirâmide, que envolvia tráfico sexual e marcação das vítimas a ferro.

É nesse contexto que tivemos o lançamento de Self-Help, dirigido e roteirizado pelos irmãos Erik e Carson Bloomquist, responsáveis pelo slasher Founders Day. Na trama, a jovem Olivia (Landry Bender) concorda em fazer uma visita a um culto de autoajuda após descobrir que sua mãe está envolvida romanticamente com o guru responsável, Curtis Clark (Jake Weber). Inicialmente descrente com o tom sensacionalista do movimento, aos poucos Olivia vai percebendo que algo de macabro está acontecendo, e deve resgatar sua mãe antes que seja tarde.

Devo confessar que a quantidade de máscaras que aparecem no trailer me chamou a atenção, e fui conferir Self-Help com a esperança de que pudesse ser um slasher-like nos moldes de A Casa do Terror. Para minha decepção, não é isso que acontece aqui. Self-Help tenta fazer uma crítica ao fanatismo de seitas religiosas, e como pessoas que já perderam tudo podem cometer atos chocantes ao buscar sentido para a própria existência. O problema é que a obra dos irmãos Bloomquist não é profunda o suficiente para um bom drama e nem arrepiante o suficiente para um bom terror (apesar da incômoda cena envolvendo os olhos de um personagem, que acaba sendo a única realmente impactante).

As atuações também não convencem, e todos os personagens são descartáveis. Particularmente, a protagonista Olivia é chatíssima, e me surpreendi torcendo para que ela morresse logo para que alguma coisa interessante acontecesse. O resultado é um filme bobo e arrastado, fazendo sua curtíssima duração de 1h25 demorar uma eternidade. Definitivamente, não foi um dos destaques do ano de 2025.

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