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Mosquito
Original:Mosquito
Ano:1994•País:EUA
Direção:Gary Jones
Roteiro:Gary Jones, Steve Hodge, Tom Chaney
Produção:Eric Pascarelli, David Thiry
Elenco:Gunnar Hansen, Ron Asheton, Steve Dixon, Rachel Loiselle, Tim Lovelace, Mike Hard, Kenny Mugwump, Josh Becker, John Reneaud

Se o ataque de mosquitos gigantes já não surpreende mais devido aos excessivos exemplares desse subgênero, é provável que o único motivo que pode despertar o interesse de algum fã de horror seja a presença no elenco de Gunnar Hansen (1947-2015), o eterno Leatherface de O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chainsaw Massacre, 1974). E vem dele a melhor frase do filme, quando, ao pegar uma motosserra, ele diz: “Faz 20 anos desde que usei uma dessas.”.

Excluindo essa referência ao clássico assassino do Texas, o que resta é uma produção repleta de clichês, situações forçadas e efeitos especiais tão ruins que chegam a ser cômicos. Depois que mosquitos se alimentam do sangue de um alienígena morto em uma parque americano, eles crescem exageradamente e atacam um acampamento, restando apenas um dedetizador local, o atrapalhado Hendricks (Ron Asheton, líder da banda The Stooges). Ele se une a um casal de namorados, Ray (Tim Lovelace) e Megan (Rachelle Loiselle), que passava pela área e que acidentalmente atropelou um dos mosquitos mutantes, além de dois assaltantes de banco, Earl (Hansen) e Junior (Mike Hard), e Parks (Steve Dixon), que caçava um suposto meteorito que teria caído na região.

Esse grupo de heróis enfrentarão as dificuldades de convívio, principalmente pelo interesse dos bandidos em manter sigilo em relação ao assalto bem sucedido, e também os insetos gigantes que virão de vez em quando para atormentá-los. Na tentativa de se afastar das criaturas, eles buscarão abrigo num casarão próximo, sem saber que no porão está a fonte de todos os problemas. Curiosamente, um dos personagens diz que o inseto é um “Aedes Aegypti”, conhecido popularmente como mosquito-da-dengue, sem que isso faça diferença.

A estreia de Gary Jones na direção é bem ruim, embora com o tempo ele tenha piorado na função (Aranhas Assassinas, Crocodilo 2, O Pesadelo 3). Além de comandar amadoramente as cenas mais movimentadas, não sabendo o que fazer nos momentos que deveriam ser mais empolgantes, alguns posicionamentos de câmera e diálogos são muito mal escolhidos. Incomoda também os efeitos especiais ruins, quando os mosquitos aparecem voando como se fizessem parte de um desenho, algo que talvez funcionasse numa sátira ao estilo. Para compensar os defeitos técnicos, Mosquito tem cenas bem sangrentas envolvendo os ataques das criaturas, sem contar a exposição de alguns cadáveres.

Gary Jones chegou a cogitar a realização de uma continuação em 1998, mas as críticas negativas recebidas pelo seu longa de estreia impediram que mais mosquitos desenhados aparecessem. Sorte nossa!

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