Saiba como foi o 7º CineFantasy!

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Festivais são sempre uma ótima pedida para quem quer experimentar o gênero em sua vestimenta independente. Sem os grandes orçamentos que chegam ao circuito tradicional dos cinemas de shopping, são produções que esbanjam criatividade e talento como uma amostra de farol, o que não significa que sejam ruins ou mal-feitas. Muitos diretores que hoje trabalham em blockbusters e são reconhecidos pelos fãs do estilo vieram de curtas-metragens ou produções que passearam por pequenos festivais antes de se tornarem populares. Sam Raimi, James Cameron, Peter Jackson, entre muitos outros, começaram assim, do mesmo modo que produções como A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project, 1999) também despontaram inicialmente em festivais com plateia de menos de cem espectadores. É uma oportunidade – muitas vezes única – de conferir trabalhos que depois se transformariam em longas ou que ampliariam a carreira dos envolvidos, sempre com muito respeito e qualidade.

A maior vitrine de São Paulo, o fantástico CineFantasy, havia dado um tempo. Desde 2011, os paulistanos estavam carentes de uma oportunidade grandiosa como a proposta pelo festival. Por essa ausência temporária e com o intuito de suprir os desejos dos fãs do gênero, nasceu e se estabeleceu o FBI (Festival Boca do Inferno), cuja terceira edição ainda acontecerá esse ano. Com o anúncio do retorno e a ambientação no Museu da Imagem e do Som (MIS), finalmente a cidade poderia voltar a viver a fantasia, o inexplicável, da maneira eficiente. De 6 a 11 de setembro, mais de 100 produções foram exibidas, explorando países diversos e de várias regiões do Brasil, além de eventos paralelos que abordavam a magia de Harry Potter, o fenômeno Stranger Things, as criaturas indizíveis de Lovecraft na belíssima palestra de Irana Gaia, a criação fantástica de Raphael Draccon, as historietas assombradas de Victor Hugo Borges, a busca dos Pokèmons perdidos nas ruas paulistanas e o panorama da produção nacional com a equipe do Boca do Inferno, no encerramento da sétima edição.

Tantas atrações que saltavam aos olhos dos espectadores, animados pelo encontro de fãs de Star Wars e Star Trek em duas exposições. Tudo isso, além da oportunidade de se esbarrar em cineastas brasileiros, youtubers, blogueiros, e muita gente que respira o horror e o fantástico! O sétimo CineFantasy foi realmente inesquecível, proporcionando momentos únicos para quem aprecia qualidade, entretenimento e informação. Dentre os destaques do cinema independente vale a pena mencionar a animação francesa Fantoche, assim como a brasileira Miss & Grubs, produções de ficção científica como o criativo Apollo81 e Vostok, ambas da Espanha, e o horror nacional de Embaraço e o americano The Flesh of my Lovers. Também foram exibidos longas interessantes como A Percepção do Medo e O Diabo Mora Aqui e o hilário Bunny, the Killer Thing. Muitas dessas produções serão resenhadas pelo Boca do Inferno para que o infernauta possa experimentar um pouco do que o festival proporcionou.

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De acordo com os idealizadores, Eduardo Santana e Vivi Brithy, sempre atenciosos com cada visitante, 2017 promete ampliar as sensações e trazer diversão e cultura numa potência ainda maior. O gênero fantástico agradece! CineFantasy definitivamente está de volta, com as portas abertas além da imaginação!

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Marcelo Milici

Professor e crítico de cinema há vinte anos, fundou o site Boca do Inferno, uma das principais referências do gênero fantástico no Brasil. Foi colunista do site Omelete, articulista da revista Amazing e jurado dos festivais Cinefantasy, Espantomania, SP Terror e do sarau da Casa das Rosas. Possui publicações em diversas antologias como “Terra Morta”, Arquivos do Mal”, “Galáxias Ocultas”, “A Hora Morta” e “Insanidade”, além de composições poéticas no livro “A Sociedade dos Poetas Vivos”. É um dos autores da enciclopédia “Medo de Palhaço”, lançado pela editora Évora.

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