Scooby Doo (2002)

Scooby Doo (2002)

Scooby Doo
Original:Scooby Doo
Ano:2002•País:EUA, Austrália
Direção:Raja Gosnell
Roteiro:James Gunn, Craig Titley
Produção:Charles Roven, Richard Suckle
Elenco:Matthew Lillard, Freddie Prinze Jr., Sarah Michelle Gellar, Linda Cardellini, Rowan Atkinson, Isla Fisher, Miguel A. Núñez Jr., Steven Grives, Mark McGrath

Uma famosa e popular série de desenho animado criada em 1969 pela dupla William Hanna e Joseph Barbera foi transformada em filme pela produtora Warner e lançada nos cinemas brasileiros em 04/10/02. Scooby-Doo (Scooby-Doo) é um cachorro falante que acompanha um grupo de jovens detetives que viajam numa van chamada Máquina do Mistério envolvendo-se com supostos casos sobrenaturais, casas assombradas, aparecimento de fantasmas e monstros, que revelam-se posteriormente apenas encenações de criminosos falsários.

Essa é a temática básica do desenho animado que foi adaptado para o cinema num filme dirigido por Raja Gosnell e estrelado na maioria por jovens conhecidos em filmes de horror adolescente como Matthew Lillard (Pânico e 13 Fantasmas), que interpreta Salsicha, um rapaz alto, magro, medroso e sempre faminto; Freddie Prinze Jr. (Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado), como o playboy convencido Fred Jones; Sarah Michelle Gellar (Buffy – A Caça Vampiros), como Daphne Blake, a bonitinha e desastrada do grupo; e Linda Cardellini (Mórbido Silêncio), como a estudiosa e inteligente Velma Dinkley. Já o cachorro Scooby-Doo é totalmente criado por computador e sua voz original é dublada por Scott Innes.

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Juntos eles formam a agência de detetives Mistério S.A., que por desentendimentos de egos entre seus integrantes, estava temporariamente desativada até que retorna suas atividades quando todos recebem um convite para visitarem um obscuro parque de diversões com temática fantasmagórica chamado de Ilha do Terror (Spooky Island), comandado pelo vilão Emile Mondavarious (Rowan Atkinson, o popular comediante Mr. Bean da televisão inglesa). Chegando à ilha, eles são recrutados para uma missão de investigação de um mistério envolvendo um artefato mágico capaz de invocar uma antiga raça de criaturas demoníacas que desejam tomar o poder do planeta através de um macabro ritual de sacrifício de uma alma pura. Ao contrário das brincadeiras do parque, seu proprietário Mondavarious, como todo tradicional cientista louco, planeja conquistar o mundo com o auxílio de possíveis fantasmas reais que habitam o lugar.

Eu particularmente acompanhei o desenho animado no início dos anos 1970, assim como vários outros do mesmo período da dupla especialista Hanna & Barbera, e sempre gostei de Scooby-Doo apesar de que preferia que as soluções dos casos misteriosos tivessem realmente um motivo sobrenatural, que seria mais divertido e interessante, do que os desfechos banais desvendando as eventuais farsas por trás de tudo. E também não sou muito simpatizante de adaptações desses desenhos clássicos para o cinema com atores de carne e osso, fato que remete praticamente à ideia de interesse econômico dos produtores visando apenas seus sempre garantidos lucros, pois o orçamento de Scooby-Doo ficou em torno de US$ 84 milhões e a renda das bilheterias gerou cifras muito superiores ao investimento gasto.

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O filme de Scooby-Doo tem belos efeitos especiais, cenários coloridos, momentos engraçados (como a competição de gases entre o cachorro falante e seu amigo Salsicha, ou ainda a disputa entre eles para ver quem come mais pimentas, com um resultado catastrófico), porém a história é a mais óbvia possível, num desfile sucessivo de clichês que apenas garantem um divertimento rápido e descartável. Além de ser um filme comum, ainda tive a enorme dificuldade em conseguir assistir uma versão legendada, pois os distribuidores preferiram priorizar as cópias dubladas. Comercialmente eles até estão certos, pois o público claramente prefere a dublagem, fato que explica a sala vazia da minha sessão em que fui o único espectador.

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O Scooby-Doo do cinema valeu mais por relembrar a existência do desenho animado, que povoou o imaginário da infância de muita gente e por muito tempo, estimulando novamente um agradável sentimento de nostalgia. Fora isso, é apenas outro filme sem nada de especial, gerando unicamente alta lucratividade aos executivos do cinema de entretenimento.

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Juvenatrix

Juvenatrix

Uma criatura da noite tão antiga quanto seu próprio poder sombrio. As palavras são suas servas e sua paixão pelo Horror é a sua motivação nesse Inferno Digital.

6 comentários em “Scooby Doo (2002)

  • 01/02/2016 em 10:36
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    Filme legal pra caramba.
    Diversão e nostalgia, bem como Scooby Doo deve ser.

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  • 24/10/2014 em 11:09
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    Eu pessoalmente, gostei do filme.
    Muito divertido—um desenho animado em live-action!!!!!

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  • 19/10/2014 em 02:18
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    Já tenho uma opinião contraria, o melhor do desenho era descobrir que tudo não passava de uma armação, a ganancia humana estava sempre por trás das aparições de monstros e fantasmas era como uma pequena aula de ceticismo aos infantes. Com o tempo a serie acabou mudando e hoje em dia abraça o sobrenatural como esta versão em carne e osso,l o que julgo uma pena. Sobre o filme até gosto de algumas cenas isoladas e do elenco escolhido, mas o todo não faz se torna um filme divertido, faltou um roteiro mais bem montado.

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  • 16/10/2014 em 22:18
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    Achei até melhor que o segundo, em algumas partes (interpretação e dialogo)

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  • 14/10/2014 em 17:10
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    amo o desenho animado, e chegava de certo ponto quando criança me assustar , coisa que esses filmes já mais conseguirá..

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  • 13/10/2014 em 23:18
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    Achei o filme fraquíssimo. Fui assistir quando tinha 9 anos e me decepcionei ao extremo. Difere totalmente da lógica dos desenhos e, pra mim, isso foi mto negativo.

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