![]() Férias Sangrentas de Verão
Original:Ozark Sharks
Ano:2016•País:EUA Direção:Misty Talley Roteiro:Marcy Holland, Greg Mitchell Produção:Sam Claitor Elenco:Allisyn Ashley Arm, Dave Davis, Michael Papajohn, Ross Britz, Ashton Leigh, Thomas Francis Murphy, Laura Cayouette |
Se existe uma sequência que vale a pena neste filme envolvendo tubarões-touro em um lago, é a que envolve a morte de um personagem próximo do fim. Não é pelos efeitos especiais ou maneira sangrenta que sela seu destino, mas o simples fato dele fenecer por decorrência de uma ação estúpida, sem envolvimento algum com o vilão do longa. É como se você estivesse fugindo de um assassino por uma floresta e de repente caísse num buraco, sem que o inimigo precise sequer dar um empurrão. A cena se torna especial porque a vítima era a mais insuportável do filme de Misty Talley, sempre com piadinhas sem graça e tentativa de humor mesmo diante da morte de alguém. De resto, Férias Sangrentas de Verão é mais um exemplar ruim com o Rei dos Mares, embora tenha uma narrativa aceitável, sem exageros nos terríveis efeitos especiais.

E ainda aparece mais um personagem para completar o elenco: o namorado de Molly, Curtis (Ross Britz, de Tubarões Zumbis, 2015), que fica fascinado pelas construções de Jones. Quando a avó é morta por um tubarão, que primeiramente arranca sua cabeça com a mordida numa cena tosca, Molly alerta os demais, mas não a tempo de evitar o passeio de canoa dos pais. Assim, o grupo tenta a todo custo resgatá-los, e ainda tem como preocupação uma festa de fogos de artifício que acontecerá ainda nesse mesmo dia. E nem adianta contatar o inútil do Xerife (Terence Rosemore), que ignora aos chamados pensando em se tratar de um trote adolescente. Jones apresenta suas armas, como um agente Q, de 007, lembrando também a paixão bélica de Burt Gummer (Michael Gross, de O Ataque dos Vermes Malditos, 1990), e o grupo passa a enfrentar os seis tubarões que rondam as águas frias e esverdeadas do lago Ozark.
Não se pode esperar muito do roteiro de Marcy Holland e Greg Mitchell, mas algumas correções poderiam ser feitas para evitar furos, e isso inclui a justificativa rasa para os tubarões aparecerem em um lago. Uma delas envolve a perda da avó e o modo frio como reagem seus parentes, incluindo o filho Rick, que na mesma cena aparenta estar à vontade. “Temos outras coisas para nos preocupar agora.“. Também incomoda o fato do filme se passar inteiramente à luz do dia, como todos os acontecimentos não durassem mais do que uma tarde de sol; além da facilidade com que os personagens manuseiam as armas e equipamentos que nunca viram antes. Por outro lado, as atuações são razoáveis, sem aquelas expressões exageradas de desespero e raiva. Como os tubarões aparecem pouco e de maneira discreta, os efeitos só se tornam ruins nos ataques e no ato final, um dos mais bobos e insanos para a proposta do longa.
Férias Sangrentas de Verão não está entre os piores filmes de tubarão, podendo render algum entretenimento rasteiro. E a maneira bem-humorada como se conduz a trama facilita uma disposição mais adequada do espectador.





