![]() Meat Kills
Original:Vleesdag
Ano:2025•País:Holanda Direção:Martijn Smits Roteiro:Paul de Vrijer Produção:Carlota Busquets, Diede in ‘t Veld, Joeri Jansen, Monne Tuinhout, Edvard van ‘t Wout Elenco:Caro Derkx, Emma Josten, Sem Bem Yakar, Sweder de Sitter, Derron Lurvink, Bart Oomen, Chardonnay Rillen, Juliëtte van de Weerdt, Tommy Zoneveld |
“Accept it. You are going to die.”
Amplamente divulgado como o primeiro filme de horror neerlandês a receber uma classificação indicativa de +18, Meat Kills (Vleesdag, no original neerlandês) teve sua premiere no Fantastic Fest 2025, atraindo a atenção de todos pela violência extrema. A obra dirigida por Martijn Smits, que retrata os extremos do ativismo moderno contra os horrores da indústria da carne, vem sendo amplamente elogiada e comparada até mesmo a grandes exemplares do New French Extremity, como Calvário, Alta Tensão e (A)Fronteira.
Mirthe (Caro Derkx) trabalha em uma fazenda/abatedouro de porcos, e é flagrada filmando o processo com seu celular. Ela engana o dono da fazenda, Jonas (Bart Oomen), que destrói um celular falso, e a garota é dispensada com o original em seu bolso. O objetivo aqui é entregar a filmagem para Nasha (Emma Josten), para que Mirthe então seja aceita no Animal Army, grupo de ativistas veganos radicais. Os extremistas então, decidem libertar os porcos imediatamente e punir os responsáveis. No entanto, Jonas está disposto a mostrar o inferno para aqueles que ameaçam sua família.
Meat Kills é um splatter cruel e sangrento, que não tem receio de trucidar seus personagens das maneiras mais grotescas possíveis e se utilizando de forma criativa de todo um arsenal disponível em um abatedouro. Se utilizar do termo Vleesdag (“dia da carne”) foi uma bela sacada, tendo em vista o trocadilho entre os grandes festivais de churrasco conhecidos como “meat days” e o festival de sangue e vísceras que se apresenta aqui. No entanto, o título em inglês Meat Kills consegue ainda mais interessante, visto que esse é o grito de guerra do grupo liderado por Nasha.
Mas se tem algo que realmente me chamou a atenção em Vleesdag é que aqui não existem mocinhos. Esteja você onde estiver na disputa entre carnívoros e veganos, o filme faz questão de reforçar que todo extremismo é vilanesco em algum nível. Em vários momentos da obra, o espectador se pega torcendo para um personagem, só para o mesmo personagem cometer uma atrocidade no minuto seguinte. Uma das grandes citações do filme resume bem a mensagem “You just act like you’re good. But you’re so evil.”
Algo que me incomodou foi que, para a curta duração do filme, o banho de sangue demora para começar, me deixando um pouco inseguro quanto à conclusão, o que felizmente se mostrou equivocado: trata-se de um dos finais mais satisfatórios dos últimos tempos. Fora do radar do óbvio mercado americano, o holandês Meat Kills é um dos bons lançamentos de 2025, obrigatório para quem curte produções sangrentas e cheias de gore. Na batalha dos extremismos, não há vencedores.





