![]() The Walking Dead: Daryl Dixon - 3ª Temporada
Original:The Walking Dead: Daryl Dixon - Season 3
Ano:2025•País:EUA Direção:Daniel Percival, Paco Cabezas Roteiro:David Zabel, Robert Kirkman, Raul Martin Romero, Jason Richman, Shannon Goss, Marta Gene Camps Produção:David Zabel Elenco:Norman Reedus, Melissa McBride, Romain Levi, Eduardo Noriega, Óscar Jaenada, Alexandra Masangkay, Hugo Arbues, Candela Saitta, Yassmine Othman, Armando Buika, Irina Björklund, Pedro Bachura, Gonzalo Bouza, Miguel Robles, Boré Buika, Javier Taboada, Anna Gras, Cuco Usín, Claudio Bandini |
Mudança de ares é sempre interessante em um mundo pós-apocalíptico. Quando Daryl partiu em carreira solo, a ideia sempre foi mostrar como a doença se espalhou por outras regiões e o comportamento das pessoas diante da necessidade de se reagrupar, montar comunidades e lidar com a escassez de alimentos, sem tecnologia. O local escolhido nas primeiras duas temporadas foi a bem-vinda França, com Norman Reedus aparecendo diante de pontos turísticos, mas também enfrentando zumbis e humanos perigosos. Na segunda temporada, a participação de Carol (Melissa McBride) promoveu situações ainda mais divertidas pelas próprias características dos dois personagens e a química que os envolve. Contudo, ainda havia terra a ser explorada.
Assim, os dois praticamente zeraram a série, saindo do território francês para encontrar o caminho para casa. Atravessam uma Londres desértica, onde um aparente único sobrevivente, Julian Chamberlain (Stephen Merchant), atualizou a situação local: os mortos devastaram a população, que ainda enfrentou o problema da convivência, algo que Romero havia prenunciado em 1968. Com as ruas tomadas por zumbis, Daryl e Carol parecem aceitar que aquela possa ser sua última moradia, quando o estranho chegou com a ideia de utilização de seu veleiro. Ele utiliza o som do Big Ben para atrair a atenção dos mortos, e os três alcançam a embarcação, acreditando que o destino final seja a América em algumas semanas.
Enfrentam ondas gigantes durante o percurso e naufragam. Estão longe de casa, na Costa da Morte, na Espanha, constatando a morte de Julian e uma ferida grave em Carol. Ainda na praia, avistam um grupo de cavaleiros com máscaras de ossos e chifres, mas evitam qualquer contato. Próximo dali, em um riacho, eles notam um casal de namorados, depois apresentados como Roberto (Hugo Arbues) e Justina (Candela Saitta), e os ajuda no combate a ladrões. Embora eles estejam em fuga de sua comunidade, Daryl obriga que os dois o conduza até o local para cuidar dos ferimentos de Carol.
E é lá, em Solaz del Mar, que basicamente se passará a temporada. Como era de se esperar, eles acabarão se envolvendo com os conflitos locais, como o fato do vilarejo oferecer moças uma vez por ano, na chamada La Ofrenda, para ter proteção da cidade central, El Alcázar, liderada por Guillermo Torres (Gonzalo Bouza). Solaz é comandada pelo pilantra Federico (Óscar Jaenada), que é contra a união de Roberto e Justina, mas aceita dar moradia temporária para Daryl e Carol. No local, eles se amigam de Antonio (Eduardo Noriega), pai de Roberto, e da cowgirl Paz (Alexandra Masangkay), que nutre um relacionamento proibido com Elena (Greta Fernández), esposa de Guillermo.
Enquanto tentam consertar o veleiro para continuar a jornada, contando com a ajuda de Valentina (Irina Björklund), uma ex-capitã de navio de cruzeiro e agora residente em um farol, um dos bandidos sobreviventes do ataque a Roberto e Justina reconhece Daryl, fazendo-o enfrentá-los exatamente na noite da Oferenda, quando a comunidade está em festa. É claro que isso futuramente trará problemas, assim como o fato da jovem “ter se oferecido” no evento, ocasionando uma excursão de Daryl para Barcelona, tendo no caminho que cuidar de outra comunidade afetada por tirania: no caso, um grupo de leprosos, os Limbos, que perderam acesso à agua e vive em Belchite, precisando de um “salvador” para ajudá-los no combate aos Urubus, uma gangue que se agrupa em um trem, puxado por mortos-vivos. Esse capítulo à parte da jornada de Daryl é interessante e faz referência a Mad Max pelo cenário desértico e perseguições de guerreiros.
Há algumas boas ideias na temporada, ainda que repita situações das anteriores, como o affair de Carol por alguém, justificando sua permanência, além de todo o embróglio em Barcelona com um visualmente curioso teatro de zumbis no estilo século XVIII. Pode-se colocar na régua dos méritos a invasão a Solaz, quando a tal proteção de El Alcázar se mostra inexistente, ainda que reserve absurdos como um grave ferimento em uma pessoa sendo ignorado nos episódios finais e o fácil acesso a um lugar que deveria se traduzir como “A Fortaleza“. A boa produção, algo já notado na temporada anterior, se mantém por aqui, com cenários deslumbrantes, mortos horrendos — os vistos em Londres, numa mistura de corpos ao estilo O Enigma de Outro Mundo, são bem aterrorizantes — e intensas sequências de ação.
E parece que esse será o caminho da quarta e última temporada. Com pontas soltas e o retorno de um personagem das primeiras temporadas, tudo indica que Daryl e Carol ainda terão problemas pela frente na Espanha antes de partir finalmente para a América. Pelo que foi mostrado até o momento, eles terão que resolver pequenos conflitos de comunidades, irão encarar mais mortos em exposições criativas até, juntamente com The Walking Dead: Dead City, encerrar os passeios pelo mundo afora para finalmente retornar ao grupo original. Será que teremos uma nova temporada de The Walking Dead com o elenco completo?






