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The Walking Dead: The Ones Who Live
Original:The Walking Dead: The Ones Who Live
Ano:2024•País:EUA
Direção:Bertie Ellwood, Michael E. Satrazemis, Michael Slovis, Amber Templemore
Roteiro:Scott M. Gimple, Danai Gurira, Andrew Lincoln, Nana Nkweti, Gabriel Llanas, Matthew Negrete, Channing Powell
Produção:Christie Colliopoulos
Elenco:Andrew Lincoln, Danai Gurira, Pollyanna McIntosh, Terry O'Quinn, Lesley-Ann Brandt, Robert O'Hara, Seth Gilliam, Matthew Jeffers, Breeda Wool, Will Brill, Craig Tate, Cailey Fleming, Andrew Bachelor

Rick Grimes (Andrew Lincoln) é a principal referência de The Walking Dead. Ainda que você prefira outros personagens como o Daryl ou a Megan, é a trajetória do ranger que você aponta como fio condutor de todas as narrativas, passando por comunidades, conflitos e ameaças. Quando o personagem “morreu” na explosão da ponte no final da nona temporada, muitos questionaram se a série poderia continuar sem ele. Foram realizadas mais duas, e o protagonismo se dividiu entre outros personagens, o que muitos consideraram bom para o programa. Enquanto isso, os realizadores pensavam em maneiras de mostrar o que aconteceu com Rick, sugerindo uma trilogia para o cinema ou para a TV até decidirem por um spinoff em formato série.

Nesse interim, sabíamos pouco sobre o paradeiro de Rick. Michonne (Danai Gurira) demorou para acreditar em sua sobrevida, e tentou seguir seu caminho, e o spinoff teen The Walking Dead: World Beyond foi o derivado que mais nos aproximou de uma resposta. A busca das irmãs Hope (Alexa Mansour) e Iris Bennett (Aliyah Royale) pelo pai desaparecido em Nebraska adianta informações sobre a “Aliança dos Três“, que é uma associação de três cidades sobreviventes, Portland, Omaha e a República Cívica, também sobre a destruição de Omaha e as instalações da CRM, sendo que Rick se encontraria em uma delas. E houve também a participação antecipada de Jadis Stokes / Anne (Pollyanna McIntosh), na segunda temporada, a responsável pela captura do protagonista de Alexandria.

The Walking Dead: The Ones Who Live foi apresentada em temporada única, com seis episódios. Estreou em 25 de fevereiro de 2024, com direção de Bert & Bertie e roteiro de Scott M. Gimple para um argumento dele e dos dois atores centrais, Andrew Lincoln e Danai Gurira, que até escreveu o roteiro de um episódio. Ambos também foram produtores executivos da minissérie. Foi bem recebida, com elogios e inclusão em listas dos melhores produtos da TV em 2024, além de oito indicações a prêmios, vencendo o de Melhor Apresentação de TV no 52º Saturn Awards.

Ambientada cinco anos depois da explosão da ponte, Rick está nas instalações da CRM na República Cívica, antiga Filadélfia. Após quatro tentativas de fuga, incluindo uma que ocasionou a perda de sua mão, Rick é designado como consignatário, trabalhando nos arredores da cidade, enquanto faz treinamentos de eliminação de mortos vivos. Sua postura agressiva atrai a atenção do Tenente-Coronel Donald Okafor (Craig Tate), que enxerga nele potencial para ocupar posições melhores. Ele e Pearl Thorne (Lesley-Ann Brandt) parecem ser capazes de mudar a postuma da CRM por dentro, algo que Okafor acha necessário pela experiência que vitimou sua esposa.

Depois que Omaha é destruída e Rick perde as esperanças de sair dali, ele aceita atuar como soldado de combate, mas o helicóptero em que estão é abatido, vitimando o próprio Okafor. Naquelas coincidências mágicas da TV, Rick sobrevive à queda e descobre que foi exatamente Michonne a responsável por ela. O segundo episódio, “Gone“, mostra como Michonne chegou até ali, unindo-se ao casal Aiden (Breeda Wool) e Bailey (Andrew Bachelor), que tiveram uma pontinha no episódio “What We Become“, da décima temporada de The Walking Dead, marcando a saída da personagem da série principal.

Michonne se une aos dois e ao simpático Nat (Matthew Jeffers) numa caravana de sobreviventes, já deixando claro que sua intenção é reencontrar Rick. O trio abandona o grupo para seguir a garota apaixonada, quando há um ataque com gás cloro da CRM, vitimando o casal. Ela insiste em sua missão, seguindo orientações do Diário de Bordo de um barco naufragado, onde encontrou imagens que comprovam que Rick pode estar vivo. Ao avistar um helicóptero e pensando numa retaliação, ela finalmente reencontra seu amado.

Apesar dela pedir que Rick fuja novamente, uma vez que os soldados estão todos mortos e há desculpa para isso, ele acha melhor retornar às instalações por ter solicitado um apoio. Michonne se nomeia Dana por lá, e acaba também se destacando no combate aos mortos. Apesar de sua insistência para que ele tente fugir novamente, desta vez com ela, Rick está bem mudado e ainda teve a infelicidade de reencontrar Jadis, que ameaçou destruir Alexandria caso ele faça algo contra a CRM ou fuja dali. Mas o destino irá reservar uma oportunidade valiosa, quando Michonne puxá-lo para fora de um helicoptero no quarto episódio, “What We“, de Michael Slovis, com roteiro da protagonista Danai Gurira.

Eles caem próximo a uma moradia em Greenwood, que ainda possui eletricidade. A casa toda moderna, cercada por zumbis, permite que os dois tenham sua DR e ela continue tentando convencê-lo a partir para Alexandria, aproveitando a queda do helicóptero. Bom episódio assim como o seguinte em que ocorre finalmente o confronto com Jadis e uma participação especial de Gabriel (Seth Gilliam), o padre que era personagem ativo em The Walking Dead. O último, intercalando momentos de todas as temporadas da série original, conduzirá Rick e Michonne de volta a CRM para um embate no local, enquanto os dois buscam uma carta que Jadis possa ter escrito denunciando a existência de Alexandria.

O bom ritmo e o baixo número de episódios tornam The Walking Dead: The Ones Who Live uma série intensa e esclarecedora. Ainda que existam diversas coincidências narrativas e facilidades absurdas, a série cumpre seu papel de trazer as respostas que o público procurava, traz boas atuações, a participação muito bem-vinda de Terry O’Quinn como o Major General Beale, e ainda deixa uma perspectiva interessante para o futuro. Mesmo sem uma segunda temporada e com os términos neste ano de Daryl Dixon e Dead City, fico imaginando o que virá dentro desse universo de errantes e sobreviventes. Há especulações sobre outros derivados e até uma nova temporada da original, ideias que podem ampliar a mitologia e ir além do que inicialmente propôs os quadrinhos.

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