Os Bastidores de produção do Festival Boca do Inferno 8

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Começou a oitava edição do Festival Boca do Inferno. As portas do inferno das produções independentes se abriram para a exibição de mais de 100 produções de 27 países, entre curtas e longas.

Mais uma vez teremos uma edição remota, o que permitirá que qualquer pessoa poderá acompanhar, se divertir e se assustar com o cardápio de filmes que teremos à disposição nos próximos 17 dias. Contudo, diferente da edição 2020 em que o festival foi bem abrigado pela plataforma Cinebrac, desta vez o evento terá a vitrine de um espaço próprio, através do endereço: festivalbocadoinferno.com.br.

Para que vocês possam aproveitar o que há de melhor do cinema fantástico mundial, há todo um processo que precisa ser reconhecido. Esta edição contou com exatos 1219 filmes inscritos para a curadoria de uma equipe composta por Ivo Costa (responsável pelos filmes de Horror/Sci-Fi), Louise Minski (selecionou produções dirigidas por mulheres), Marcus Lamin (cuidou das animações e produções de fantasia), Nara Aquino (no trato dos curtas de suspense, thrillers e mistério), além de mim, com os longas.

Após um mês e meio de conferência das produções, reduzimos para 180 selecionados, depois 140, 120 e, por fim, 114. Muitos filmes acabaram sendo cortados também em um processo que envolveu a falha comunicação de seus responsáveis: desde o dia em que as obras foram divididas entre os curadores, tentamos contato para pedir o filme e uma legenda-base, em uma etapa de troca de e-mails com a ajuda de Juliano Jacob e Silvana Perez. Nem todos respondem, ou atendem a solicitação de material para que seu trabalho esteja acessível e disponível para o público em geral.

Depois iniciou-se o longo processo de legendagem. A tradução das legendas foi feita por Iam Godoy, Marcus, Luana, Lucas, Silvana e por mim. Assiste-se às produções novamente, e às vezes é necessária até a realização de sincronia. É um trabalho bem cansativo, mas prazeroso, principalmente quando se tem longas-metragens e curtas que se aproximam dos trinta minutos de duração.

Ao mesmo tempo em que tudo isso era feito, ainda houve o desenvolvimento do novo espaço, para torná-lo visualmente atraente e de fácil acesso. Diferente de outros ambientes virtuais, no Festival Boca do Inferno você não precisará fazer login, cadastrar cartão de crédito e nem preencher formulário. Ele estará aberto, disponível durante a vigência do evento.

Merece também ser enaltecido o belíssimo trabalho de produção das artes, a cargo de Lucas Crizza – você costuma ver o nome dele associado às notícias do Boca do Inferno, mas ele também se envolve com as artes do Falando no Diabo, It´s Alive do nosso instagram e, claro, do Festival. Além dele tivemos um fantástico trailer, com cenas de vários curtas, editado pela nossa youtuber Nara Aquino.

Uma equipe bem esforçada para trazer o que há de melhor no gênero para você, tanto no dia-a-dia do site, quanto agora para a realização desta oitava edição. Resta a você, infernauta, prestigiar o festival com a sua visita, seus comentários e divulgações. Ajude-nos a pavimentar mais um capítulo deste evento, assistindo e comentando os filmes!

E bom festival.

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Marcelo Milici

Professor e crítico de cinema há vinte anos, fundou o site Boca do Inferno, uma das principais referências do gênero fantástico no Brasil. Foi colunista do site Omelete, articulista da revista Amazing e jurado dos festivais Cinefantasy, Espantomania, SP Terror e do sarau da Casa das Rosas. Possui publicações em diversas antologias como “Terra Morta”, Arquivos do Mal”, “Galáxias Ocultas”, “A Hora Morta” e “Insanidade”, além de composições poéticas no livro “A Sociedade dos Poetas Vivos”. É um dos autores da enciclopédia “Medo de Palhaço”, lançado pela editora Évora.

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