Encerramento do Fantaspoa e divulgação dos vencedores

E chega ao fim mais uma edição do Fantaspoa (Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre). A edição de número 13 foi um marco na história do festival, pois pela primeira vez entre os homenageados, houve uma mulher, a diretora Katt Shea. Além disso, as mostras contaram com um número inédito: 15 filmes dirigidos por mulheres.

O Festival, em seus 15 dias, proporcionou um clima de integração, aproximando espectador de realizadores e fortalecendo as relações e a paixão pelo cinema fantástico. Para quem nunca teve oportunidade de participar do Fantaspoa, ele ocorre simultaneamente em dois importantes pontos culturais da cidade, o Santander Cultural e a Cinemateca Capitólio. Em cada um dos respectivos pontos ocorrem diariamente 4 sessões, das quais, toda noite, cerca de duas costumam ser comentadas por seus realizadores ou equipe e aberta a questões do público. Mas se você é tímido, ou pelo contrário, gosta de bater um papo, sempre ao final dos comentários, é possível se aproximar dos convidados para uma conversa, um autógrafo ou uma foto. Mas a interação não para por aí, porque rolam ainda festas organizadas pelo pessoal e cursos, nos quais os diretores e produtores costumam passar seu conhecimento, para todos que têm vontade de entrar no mundo das produções fantásticas.

Falando um pouco sobre a minha experiência, esse ano vi filmes realmente incríveis, feitos com pouco orçamento, como os ótimos 1974: A Possessão de Altair e Jogo da Morte. Além disso, fui contemplada por conhecer os lendários Ruggero Deodatto e Richard Stanley, que esse ano tiveram sessões especiais realizadas à meia-noite de suas obras primas, Holocausto Canibal e Hardware – Destruidor do Futuro.

Jogo da Morte

Os homenageados Bill Plympton, Katt Shea e Jeff Lieberman apresentaram os grandes filmes de suas carreiras, fazendo com que os fãs pudessem revisitá-los.

No encerramento, foram divulgados os vencedores deste ano e aconteceu a première mundial do divertidíssimo Tragedy Girls de Tyler MacIntyre, fechando o festival com chave de ouro!

Tragedy Girls

Abaixo você confere os vencedores:

Prêmios do júri oficial

Curtas-Metragens (jurados Fabián Forte e Emiliano Romero)
Melhor Curta Nacional: O Pequeno Pé-Grande, de Leo Bello.
Menção Honrosa: Aspirina para Dor-de-Cabeça, Philippe Bastos.
Melhor Curta de Animação Internacional: The Absence of Eddy Table, de Rune Spaars.
Menção Honrosa: The Servant, de Farnoosh Abedi.
Melhor Curta em Live-Action Internacional: Aquabike, de Jean-Baptiste Saurel.
Menção Honrosa: Dark_Net, de Tom Marshall.
Mostra Ibero-Americana (jurados Ignácio López Vacas e Norbert Keil)
Melhor Filme: Terra e Luz, de Renné França.
Melhor Direção: Gabriel Grieco, por Hipersomnia.
Melhor Roteiro: 1974: A Possessão de Altair, roteirizado por Victor Dryere.
Melhor Atriz: Cecilia Cartasegna, por Clementina.
Melhor Ator: Javier Bódal, por A Noite do Virgem.

Dave Fez um Labirinto

Competição Internacional (jurados André Kleinert e Diego Faraone)

Melhor Filme: Jogo da Morte, de Sebastien Landry e Laurence “Baz” Morais.
Melhor Direção: Alice Lowe, por Prevenge.
Melhor Atriz: Amanda Fuller, por Fashionista.
Melhor Ator: Tim Haars, por Ron Goossens, Dublê de Baixo Orçamento.
Melhor Roteiro: Robert Bolesto, por The Lure.
Melhor Direção de Arte: Jeff White, por Dave Fez um Labirinto.
Melhores Efeitos Especiais: The Void, dirigido por Jeremy Gillespie, Steven Kostanski.
Menção Honrosa por Melhor Banho de Sangue: Hoje à Noite Ela Virá, de Matt Stuertz.
Menção Honrosa por Contribuição Artística: Sem Nome, de Lorcan Finnegan.
Menção Honrosa por Contribuição Humanista: Vovó Está Dançando na Mesa, de Hanna Sköld.

Prêmios de Público

Melhor Curta Nacional: Ruanita, de Fernando Sanches
Melhor Curta de Animação Internacional: The Servant, de Farnoosh Abedi
Melhor Curta em Live-Action Internacional: Dark_Net, de Tom Marshall
Melhor Longa-Metragem: Dave Fez um Labirinto, de Bill Watterson

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Bruna Alfama

Bruna Alfama

Publicitária, redatora e um pouco insana. Colecionadora de clássicos e louca por horror. Fã de fotografia e curiosa pelo desconhecido.

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